Azeite de Oliva: Vilão ou Mocinho?

Revisado por Equipe Editorial a 14 de janeiro de 2018 e Atualizado em 4 fevereiro 2018

Muitas pessoas me perguntam qual é o melhor tipo de azeite, qual o pior, o que faz mal e o que não faz e muitos acham que é tudo igual, que o fato de colocar azeite de oliva no prato, está ingerindo muita saúde.

Alguns chegam a pensar que estão lidando com um poderoso emagrecedor, desentupidor de artéria do coração ou elixir da juventude.

Aveite De Oliva

Na verdade tem muita coisa nesse sentido, sim! Mas, também há muito mito em relação ao azeite de oliva.

Pra começar, ele é rico em gordura monossaturada, ou seja, uma gordura boa e vegetal que vem do fruto da oliveira.

Também é rico em antioxidantes e esses antioxidantes contêm tudo que limpa o corpo, que evita o envelhecimento precoce e doenças crônicas, que faz com que os radicais livres, que são o lixo do nosso corpo, sejam removidos.

Além de fazer isso, ele também aumenta o HDL, o colesterol bom, e quanto mais HDL, mais estaremos protegidos do colesterol ruim que é o LDL, ou seja, o azeite pega as partículas do colesterol ruim e as leva para o fígado e de lá elas são eliminadas.

É importante enfatizar que nem toda a gordura é ruim e que é importante consumir gordura, pois ela é significativa para várias coisas do nosso organismo, como a produção de hormônios, por exemplo.

Para produzirmos hormônios, nós precisamos de gordura no nosso corpo, pra gente absorver algumas vitaminas, que são as vitaminas lipossolúveis, como a vitamina A, D, E e K.

A gordura produz energia e mantém a nossa temperatura corporal mais aquecida, sendo bastante necessária.

Porém, essa gordura deve ser de qualidade e o Azeite de Oliva faz parte dessa gordura, desde que não seja usado em exagero.

Quantidade de Azeite de Oliva ideal a ser consumida por dia

Apenas duas colheres de sopa no total. Mais do que isso você está fazendo ingestão exagerada.

Outro fator importante é que o Azeite de Oliva tem que ser usado frio. Uma vez aquecido, ele vai perder as suas propriedades.

Qual o melhor azeite?

Nós devemos preferir o azeite extra virgem com acidez máxima de 1%, acondicionados em frascos de vidro escuro e de preferência que venham numa prensagem a frio, que é o primeiro óleo da extração, sem nenhum processo químico, sem nenhum processo físico.

E em lata?

De forma alguma! Embora algumas pessoas defendam que a lata tem uma proteção que evita a absorção de alumínio, isso não é garantido e se você usa Azeite de Oliva em lata, corre o risco de está usando um azeite com contaminação com alumínio, que é um metal pesado e passa para o nosso corpo, para o nosso sangue, para o cérebro, para as células e isso pode trazer sérias consequências.

Não adianta também você pegar um azeite extra virgem maravilhoso, comprado num vidro escuro e colocar em casa num frasco bonito que você comprou pra colocar na mesa e deixar naquele frasco. 🙂

É comum, em self services, vermos azeites em frasco transparente. Se assim for, não use! Certamente, ele estará oxidado e não tem mais as propriedades que ele deveria ter.

Como saber se o azeite está oxidado?

O azeite oxidado, ele fica com ranço, sem gosto. Portanto, se o azeite não tem sabor, esse azeite não presta.

O azeite bom, pode ser um ótimo substituto da manteiga, margarina, requeijão, maionese ou qualquer outra coisa que se use em pão, tapioca, salada ou outro alimento.

Pode ser tomado em colheradas?

Pode. Desde que não ultrapasse mais de duas colheres de sopa por dia.

Resumindo, o azeite de oliva é benéfico porque tem antioxidantes e ajuda em vários processos do corpo, aumentando o colesterol HDL, baixando o LDL e favorecendo uma forma de viver mais equilibrada e saudável.

Descubra os Benefícios do Azeite de Oliva para o Cérebro e Memória

Referências

http://www.mayoclinic.org/
http://www.lowcarb.ca/
https://www.clinicaltrials.gov/
http://www.pnas.org/
http://www.internationaloliveoil.org/

http://www.usda.gov/
http://www.ams.usda.gov/

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