Baixo Alentejo

O Baixo Alentejo compreende essencialmente o distrito de Beja, cidade que é sua capital. Fazendo fronteira a norte com o Alto Alentejo, a leste com a Espanha, a sul com o Algarve e a oeste com a Estremadurae o Oceano Atlântico é uma região de peneplanície cujo relevo atinge no máximo duzentos metros de altitude.

Foi talvez a facilidade de penetração, devido ao seu relevo, e o facto de ser uma região rica em minério, pois é atravessada pela faixa piritosa ibérica, que favoreceu a sua ocupação desde a mais recuada Pré-História.

Da contínua ocupação restam vestígios por toda a província, nomeadamente antas, castros, fortalezas e povoados. Das sucessivas ocupações, os vestígios mais importantes reportam à ocupação romana, em que se salientam as ruínas de São Cucufate, de Miróbriga e a Tróia Romana Da ocupação árabe ficaram também marcas, algumas visíveis sobre a paisagem mas outras mais profundas na própria cultura, destacando-se as influências na toponímia, na alimentaçãoe na arquitectura, como a Igreja Matrizde Mértola.

Prejudicada por séculos de afastamento relativamente aos centros de decisão, a província do Baixo Alentejo é a menos industrializada do país. Economicamente assente na agricultura, sofre hoje as consequências das campanhas de trigo da década de quarenta que provocaram uma irreversível erosão dos terrenos.

No Baixo Alentejo o povoamento é disperso: uma cidade, várias vilas e aldeias e inúmeros montes (núcleo social da unidade agrária constituído pelas casas do lavrador, assalariados, dependências agrícolas, etc.), aproveitando a proximidade de um curso de água, de forma a rentabilizar ao máximo as grandes extensões agrícolas.

São 13 os concelhos que constituem o Baixo Alentejo: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira.

Artesanato

O Baixo Alentejo foi sempre uma região eminentemente agrícola, que durante séculos se bastou a si própria. Assim, aqui o artesanato é a resposta à necessidade diária de instrumentos e materiais. Inspirado na herança romana e moura, caracteriza-se não pela riqueza dos materiais mas pela riqueza e intrincado das decorações.

Abrangendo áreas tão vastas como os trabalhos agrícolas e os objectos de casa salientam-se os trabalhos de cestaria (Vidigueira, Serpa, Moura) ou de cadeiras em buinho (Barrancos, Castro Verde, Beja, Ferreira do Alentejo, Cuba Serpa, Moura, Ourique). Suprindo as necessidades das gentes estão os trabalhos em pele como o calçado (Almodôvar, Cuba, Beja, Alvito, Moura), casacos, carpetes, almofadas e pantufas, a olaria de barro (Beringel-Beja), assim como as mantas alentejanas(Mértola).

De salientar também os trabalhos de mobiliário pintado de Ferreira do Alentejo e Ourique e de ferro forjado de Moura e a arte pastoril presente em todos os locais do Alentejo onde existam pastores.

Arquitectura Tradicional

Casa do Baixo Alentejo

Inserida na vasta planície, a casa alentejana prima pela alvura, constituindo um fresco abrigo nos dias quentes do Verão. No Sul, o barro, o adobe e o tijolo substituem a pedra e as construções apresentam um só piso, dada a maior fragilidade dos materiais. Para evitar o aquecimento das moradias, o povo pinta a casa de branco com cal, evita as grandes aberturas para o exterior e cobre o chão com lajes, tijolo ou ladrilho.

No interior, sobressai a cozinha. Luminosa e asseada, possui uma chaminé alta que, para além de funcionar como elemento decorativo, liberta a casa de todos os fumos. No Alentejo esta assoalhada, mais do que uma cozinha é também uma sala de estar, onde nos dias frios do Inverno se recebem as visitas, à volta de uma lareira situada ao nível do solo.

Ao contrário do que sucede no Norte do País, aqui os animais são mantidos longe de casa em construções independentes. Mais uma demonstração da limpeza do Alentejo de ruas alvas, onde aqui e além sobressai o azul ou o amarelo das ombreiras das portas e janelas.

Arquitectura Tradicional

Casa Algarvia

No Algarve existem dois tipos de casas, a da região serrana e a da área do litoral. No interior as casas apresentam uma estrutura simples e humilde, de acordo com os modos de vida da população. O elemento mais característico da casa algarvia, a chaminé, apresenta-se muito discreto. Quando se caminha em direcção ao mar, começam a surgir, no centro e sotavento, as platibandas (parede que esconde o telhado), as açoteias e as chaminés cheias de motivos.

Na construção recorre-se a técnicas para aumentar a resistência dos materiais, entre as quais a taipa (parede montada no local) é das mais frequentes. A cal é a cor preferida para pintar a casa, embora os azuis, os verdes e os ocres também se utilizem. Algumas portas e janelas, onde se podem apreciar o calcário e o grés de Silves, são dignas de nota. Os telhados de duas águas, dão lugar aos de quatro em Tavira e, em Olhão, as casas cúbicas são uma excepção. Afinal, o Algarve é um ‘ninho’ de reminiscências árabes.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 1 Comentário
  1. Teresa Reply

    E onde está o Concelho de Odemira??? Não pertence ao Baixo Alentejo??’

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 4:39 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)