Banana

A banana é uma fruta amarela, de forma alongada, que se encontra no mercado em grupos de três a vinte. Tem uma forma semelhante a um pepino triangular, oblongo e normalmente é de cor amarela. O seu sabor é mais ou menos doce, segundo a variedade. Existe alguma confusão quanto ao nome em alguns países do mundo. Em Portugal o fruto é conhecido por banana, enquanto que em Espanha, chamam plátano ao fruto que se consome em fresco e banano ao fruto cozinhado. Actualmente, qualquer tipo tem diferentes usos e as bananas têm um subgrupo de cultivares.

O consumo da banana em fresco, ou mesmo frita, como sobremesa, é o mais comum, mas além disso existem outras bananas que se cozinham e se comem quando ainda estão verdes. Uma parte das bananas maduras utiliza-se para produzir rodelas crocantes de banana desidratada ou farinha de banana. Também em algumas zonas do Este de África as bananas maduras usam-se para fabricar uma cerveja com baixo teor em álcool. Podem-se obter outros produtos como puré, sumo, licor e guloseimas.

Calorias da Banana

A banana é uma boa fonte de energia, já que fornece entre 88 e 95 calorias por cada 100 gramas e é uma importante fonte de vitamina A e potássio (ideal recuperação em desportos de resistência).

Podem-se distinguir algumas variedades pela sua diferença de tamanho, cor, que pode ser verde, amarelo ou vermelho, sabor, mais ou menos doce, e modo de consumo. As bananas podem-se colher ao longo de todo o ano, podendo mesmo se obter num ano três colheitas, cuja abundância depende da estação. As bananas destinadas a exportação são colhidas verdes e carregam-se em navios frigoríficos até ao seu destino. Posteriormente amadurecem com facilidade em câmaras de maturação. Durante o processo de maturação o amido da fruta transforma-se em açúcar e ao mesmo tempo formam-se as substâncias aromáticas e os ácidos que equilibram a doçura. Uma vez maduras não se devem meter no frigorífico doméstico porque perdem sabor com o frio e podem ficar deformadas.

Disponibilidade nos mescados

Ao longo de todo o ano existem bananas nos mercados, provenientes dos diversos lugares de produção. As bananas estão disponíveis no mercado durante todo o ano, provenientes tanto da Ilha da Madeira, das Ihas Canárias, como das outras origens de produção. Como exemplo, podemos ver no quadro seguinte a disponibilidade desta fruta nos mercados do Reino Unido, a sua origem e o peso das embalagens.

  
Origem
 
  Disponibilidade no Reino Unido   Peso das embalagens 
  Belize   Todo o ano   18.14 kg 
  Camarões   Todo o ano   15 kg 
  Costa do Marfim   Todo o ano   15 kg 
  República Dominicana   Abril-Junho   Vários 
  Gana   Todo o ano   18.14 kg 
  Guadalupe   Todo o ano   15 kg 
  Jamaica   Todo o ano   15 kg 
  Quénia   Agosto-Maio   6 kg 
  Martinica   Todo o ano   15 kg 
  Filipinas   Todo o ano   18.14 kg 
  Suriname   Todo o ano   18.14 kg 
  Ilhas Windward   Todo o ano   15/18.14 kg 
  Colômbia   Todo o ano   18.14 kg 
  Costa Rica   Todo o ano   18.14 kg 
  Equador   Todo o ano   18.14 kg 
  Guatemala   Todo o ano   18.14 kg 
  Honduras   Todo o ano   18.14 kg 
  México   Todo o ano   18.14 kg 
  Panamá   Todo o ano   18.14 kg 

Fonte: Fresh Produce Desk Book (1999).

Embalagens

Podem-se comprar bananas por peso ou embaladas em tabuleiros cobertos de plástico ou em bolsas perfuradas. As bananas encontram-se dentro de caixas grandes de cartão, e os cachos podem estar bem soltos ou em bolsas. Em alguns mercados as bananas já estão pesadas, embaladas em bolsas de plástico com perforações e etiquetadas ou estão em flow pack, ou seja em bandejas envolvidas com plástico. Algumas empresas dispõem de expositores com cabides que permitem pendurar os ‘cachos’.

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Regulamentos

A legislação Comunitária refere-se, nas suas normas, à banana da Série Cavendish e Gros Michel. O comprimento e grossura mínimos fixam-se em 14cm e 27mm, respectivamente. A norma de qualidade para a comercialização das bananas da União Europeia refere-se às variedades do género Musa (AAA) spp., subgrupos Cavendish e Gros Michel, destinados a consumo depois do seu acondicionamento e embalagem. Estão excluídos nesta norma a banana hortaliça, que normalmente se consome cozinhada, as destinadas à transformação industrial e as bananas ‘Figue’.

Todas as bananas têm de estar verdes, inteiras, consistentes, sãs, limpas, quase sem parasitas ou danos causados por estes, com o pedúnculo intacto, sem pregas nem ataques fúngicos e sem estarem mirradas, sem restos de flores, sem deformações e curvaturas anormais dos dedos, praticamente isentos de pisaduras e de danos devidos a baixas temperaturas. Devem ter uma humidade exterior normal e não ter odores ou sabores estranhos.

Além disso, os cachos e os molhos (fragmentos de cachos) deverão apresentar uma parte suficiente de coroa de cor normal, sã e sem contaminação por fungos, um corte de coroa limpo, sem aristas nem picos, sem sinais de arranque e sem fragmentos de ráquis. O desenvolvimento e estado de maturação em que se encontram devem permitir às bananas suportar o transporte e a manipulação, para chegar em bom estado ao lugar de destino, com o fim de alcançar um grau de maturação apropriado.

Além de todas estas características mínimas, a norma de qualidade para as bananas inclui umas disposições particulares previstas para cada categoria (Categoria ‘Extra’, Categoria I e Categoria II) e as tolerâncias admitidas. Nas disposições relativas à calibração explica-se que esta se determina mediante o comprimento do fruto, exprimida em centímetros e medida ao longo da parte convexa desde o ponto de inserção do pedúnculo na coroa até ao ápice; a grossura, isto é, a medida, expressa em milímetros, de uma secção tansversal do fruto efectuada entre as suas partes laterais e na metade do mesmo, perpendicularmente ao eixo longitudinal.

O fruto de referência para medir o comprimento e a grossura será o dedo ou banana média situada na fila exterior do cacho ou no dedo situado junto ao corte que se tenha utilizado para seccionar o cacho, na fila exterior do molho. O comprimento e grossura mínimos estão fixados em 14cm e 27mm, respectivamente.

Quanto à apresentação, esta deve ser homogénea, ou seja, o conteúdo de cada embalagem terá a mesma origem, variedade e tipo comercial e categoria. O acondicionamento das bananas deve garantir uma protecção conveniente do produto. Os materiais utilizados no interior da embalagem devem ser novos, limpos e de uma composição que não possa causar alterações externas ou internas aos produtos. Está autorizado o uso de materiais e em particular, de papéis ou selos em que figurem as indicações comerciais, sempre que a impressão ou etiquetas se realizem com tinta ou cola que não sejam tóxicas.

Cada cacho terá como mínimo quatro bananas e em cada embalagem tolera-se a falta de dois dedos por molho, sempre e quando o pedúnculo não esteja arrancado, a não ser que esteja perfeitamente cortado, e não afecte os frutos contíguos. Na embalagem deve constar a identificação, natureza (‘Bananas’, se não se vê o conteúdo, e o nome da variedade ou tipo comercial) e origem do produto, características comerciais (Categoria, peso líquido e calibre) e marca oficial de controlo. No Anexo II, a norma inclui uma lista dos principais grupos, subgrupos e cultivares de bananas de sobremesa que se comercializam.

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Para mais informação desta legislação recomenda-se a consulta da fonte original. As normas de qualidade para as bananas encontram-se no Regulamento (CE) nº 2257/94 da Comissão, de 16 de Setembro de 1994. Estes textos podem ser consultados na Internet, em: ( http://europa.eu.int/eur-lex/es/lif/data/1994/es_394R2257.html )

Este regulamento está modificado por regulamentos posteriores que somente alteram aspectos linguísticos nas versões inglesa, sueca e espanhola dos Regulamentos, já que diferem das versões destes textos nas restantes línguas oficiais da Comunidade. Podem-se consultar os textos na Internet, em: ( http://europa.eu.int/eur-lex/lif/data/1996/es_396R1135.html ) ( http://europa.eu.int/eur-lex/lif/data/1997/es_397R0386.html )

Critérios de qualidade

Gestão atmosférica pós colheita

A temperatura óptima para o armazenamento e transporte é variável em função da cultivar, mas oscila entre 13ºC e 14ºC. A temperatura sobe para 15-20ºC para que as bananas amadureçam e normalmente necessitam de aplicação de etileno e de atmosfera controlada. As bananas embaladas em caixas de cartão transportam-se até aos mercados em navios frigoríficos. Recomenda-se o pré-arrefecimento dos porões, uns dois dias antes do carregamento, até à temperatura de 7ºC, embora actualmente os modernos navios de transporte de bananas tenham grande capacidade de arrefecimento rápido e esta operação não seja tão necessária.

A temperatura óptima para o armazenamento e transporte situa-se entre 13ºC e 14ºC, embora possa variar segundo a cultivar (por exemplo: ´Pequeño Enano` 11-12ºC e ’Gran Enano`12,8ºC). A fase de maturação da banana no destino é hoje em dia um processo automático, que se realiza em locais de maturação bem isolados, de tamanho variável segundo o volume de fruta. A temperatura óptima para a maturação é de 15-20ºC.

A maioria das variedades comerciais de bananas requerem a aplicação de etileno (100-150 ppm, 24-48 horas a 15-20ºC e uma humidade relativa de 90-95%) para conseguir uma maturação uniforme. A concentração de CO2 deverá manter-se abaixo de 1%. O uso de sistemas de maturação como é o ar forçado faz com que o aquecimento ou arrefecimento das bananas, segundo as suas necessidades, e a concentração de etileno ao longo da maturação sejam mais uniformes.

Com a atmosfera controlada, com níveis de 2-5% O2 e 2-5% CO2 durante o transporte pode-se atrasar a maturação para proporcionar às bananas o estado adequado. Também se reduz a respiração e a produção de etileno. Para mais informação e recomendações sobre como manter a qualidade das bananas após a colheita, pode consultar a página da Internet ( http://postharvest.ucdavis.edu/Produce/ProduceFacts/Fruit/banana.html)

Problemas pós colheita

Algumas alterações fisiológicas e doenças podem afectar as bananas, tais como: danos por frio, queimaduras da epiderme, pisaduras, podridão da coroa, antracnose, podridão do pedúnculo, ponta de cigarro, Deightoniella torulosa e mal do Panamá. As bananas podem apresentar algumas alterações fisiológicas produzidas por uma exposição a temperatura ou humidade relativa inadequadas, ou por descuido na manipulação; ou podem apresentar os sintomas causados por algum fungo, dando lugar a diferentes doenças.

1. Danos causados pelo frio
Os sintomas incluem uma descoloração da parte exterior, o pedúnculo fica pálido, os tecidos da subepiderme formam raios castanho-escuros, não amadurecem, e, em alguns casos, a polpa escurece. Os danos ocorrem quando as bananas são expostas a temperaturas abaixo de 13ºC desde várias horas a vários dias, dependendo da variedade, grau de maturação e temperatura. Os frutos danificados ficam mais sensíveis a sofrer danos mecânicos.

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2. Queimaduras da pele
Resultam do roçamento entre frutos ou dos frutos com as superfícies dos equipamentos de manipulação. Quando se exposeram as bananas a condições de humidade relativa baixa (

3. Pisaduras
A queda das bananas pode induzir ao acastanhamento da carne sem que se note o dano na epiderme.

4. Podridão da coroa
Esta doença é causada por um ou mais dos seguintes fungos: Thielaviopsis paradoxa, Lasiodiplodia theobromae, Colletrotrichum musae, Deightoniella torulosa e Fusarium roseum. Atacam a superfície de corte dos cachos. Inicia-se por um amolecimento dos tecidos e, a partir do tecido apodrecido do cacho, o fungo cresce e penetra no pedicelo dos dedos, e com o tempo afecta o fruto. Uma característica significativa desta doença é o aparecimento de um micélio cinzento-esbranquiçado na superfície do tecido necrosado. As práticas recomendadas para evitar o aumento desta doença são, por exemplo, manter a sanidade vegetal na plantação e a higiene nos locais de manipulação, efectuar o tratamento das coroas com fungicidas e utilizar água com cloro nos tanques de selecção da fruta.

5. Antracnose
Causada por Colletrichum musae, provoca o amadurecimento preferencial das feridas e gretas da pele. As bananas cobrem-se com um micélio de cor laranja-salmonado. No entanto, não afecta a polpa a não ser que as bananas estejam demasiado maduras ou fiquem sujeitas a altas temperaturas.

6. Podridão do pedúnculo
Causado por Lasiodiplodia theobromae e/ou Thielaviopsis paradoxa, que penetram através dos cortes do pedúnculo ou do ‘cacho’. A carne afectada torna-se suave e aguada.

7. ‘Ponta de cigarro’
Causado por Verticillium theobromae e/ou Trachysphaera fructigena. Produz-se uma necrose na ponta das bananas que se assemelha à cinza de um charuto. Evita-se mediante a desfloração, que é a operação de cortar os pistilos das flores aos doze ou quinze dias de nascer a ‘pinha’ ou inflorescência. Um bom controlo do fungo é a aplicação dirigida ao cacho com benomil 50%, a 60-80g/hl ou tiabendazol 60%, a 150g/hl.

8. Deightoniella torulosa
Causado pelo fungo Deightoniella torulosa, observa-se o desenvolvimento de umas manchas de cor verde escuro de aspecto oleoso, com unos 4mm de diâmetro que possuem no seu centro uma marca similar a uma picada de insecto. Não se pode confundir com um ataque de tripes ou aranhiço vermelho, coisa que ocorre frequentemente. Os frutos jovens, de dez a trinta dias, são mais sensíveis ao fungo comparativamente aos frutos com mais de setenta a cem dias. Uma má drenagem, um compasso de plantação estreito e um controlo inadequado de ervas daninhas, favorecem o desenvolvimento da doença. Para o seu controlo recomendam-se pulverizações com compostos de cobre, zineb ou maneb, à dose de 300g/hl de água, ou de benomil 50% à dose de 80g/hl.

9. Mal do Panamá ou ‘Veia amarela’
Doença causada pelo fungo Fusarium oxysporum F. sp. cubense, que afecta todas as plantas, em especial as variedades comerciales como a Gros Michel. A variedade Pequeña Enana, cultivada nas Canárias considera-se bastante resistente ao fungo. As plantas afectadas produzem ‘rácimos’ tardios ou não chegam a produzí-los. As bananas não crescem o que seria normal, uma vez que os tecidos não crescem como deveriam, denominando-se de bananas ‘tipo feijão’. A fruta não apresenta podridão, mas os ‘cachos’ produzidos são mais pequenos que o normal, e portanto de menor peso. A melhor forma de o evitar são as práticas agrícolas adequadas durante o cultivo.



19. julho 2011 by admin

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