Bebes Prematuros – Alimentação e Cuidados Especiais

Bebes Prematuros – Alementação e cuidados especiais.

As crianças que chegam ao mundo antes de tempo necessitam de cuidados especiais para que possam sobreviver.

Um dos factores determinantes no processo de recuperação é a alimentação que recebem nas primeiras semanas de vida, que lhes deve proporcionar os nutrientes suficientes para assegurar o seu crescimento, e com ele, a sua sobrevivência.

As mudanças de alimentação do prematuro devem fazer-se de modo moroso e observando as suas reacções. Para introduzir a tetina, primeiro é necessário um período de adaptação, alternando um biberão com a sonda.

Leva um tempo até que o bebé prematuro aprenda a coordenar a sucção e a deglutição, por isso a mãe deve ser paciente e colocá-lo ao peito uma vez por outra, até que possa ser amamentado de forma natural.

Este processo pode durar semanas.

O bebé prematuro tem umas necessidades nutricionais muito especiais que devem ser exercidas com todo o rigor para garantir o seu desenvolvimento.

Ao abandonar o útero de forma prematura, estes bebés não só nascem com muito pouco peso (às vezes com menos de 1 quilo), mas também com reservas energéticas mínimas, já que é precisamente no último trimestre de gestação que se produz uma acumulação de substâncias – gordura, glicogénio, ferro, cálcio, fósforo – que depois do nascimento ajudam o bebé a enfrentar a sua vida no exterior.

A escassez de depósitos de nutrientes faz com que os prematuros sejam ainda mais vulneráveis, em especial aqueles que se encontram abaixo das 1.500 gramas e, especialmente durante os primeiros dias, período em que todos os recém-nascidos sofrem de perda de peso inicial, e em que essa perca é ainda superior nos bebés que nascem prematuramente.

Leite especial

Existem alguns problemas derivados da prematuridade, que complicam o processo de alimentação, como a imaturidade do trato gastrointestinal – causa frequente de intolerâncias – e a aparição de doenças graves como dificuldades respiratórias ou excesso de bilirrubina no sangue.

Deste modo, o desafio está em alimentar os prematuros pequenos, imaturos e muitas vezes doentes, que necessitam de receber calorias suficientes para ganhar peso e recuperar, mas cujo aparelho digestivo ainda não está preparado, em muitos casos, para receber alimentos.

Felizmente, a natureza resolveu grande parte deste dilema: o leite das mães dos bebés prematuros tem características especiais que o diferenciam do das mães de bebés nascidos de tempo, quer dizer, depois da 36ª semana de gestação.

Concretamente, entre as semanas 28 e 32, o leite materno é mais rico em ácidos gordos e calorias do que aquele que se produz posteriormente, o que faz que o bebé, ainda que imaturo, possa tolerá-lo melhor e receba o suporte energético necessário.

O leite materno é o alimento ideal para o prematuro, mas tem certas carências – é escasso em proteínas, vitamina D, cálcio, fósforo e sódio -, razão pela qual seja necessário acrescentar alguns suplementos (o leite extrai-se previamente e, uma vez enriquecido, dá-se ao bebé num biberão).

No caso em que a mãe não disponha de leite ou exista algum problema que desaconselhe a ingestão do leite materno, recorre-se a fórmulas especiais, adaptadas às necessidades dos prematuros (outra possibilidade é alternar as mamadas de leite materno com o composto, de modo a proporcionar ao recém-nascido os elementos nutritivos necessários).

Começar com pequenas quantidades

Que o bebé seja alimentado com leite materno não significa que seja amamentado. Isto, nem sempre é possível, pois os prematuros devem primeiro aprender o acto da sucção e a engolir.

Com efeito, se bem que a deglutição surja às onze semanas de gravidez e o reflexo da sucção às 24, a coordenação de ambos os actos não se faz antes da semana 32, e todavia ainda imatura, incrementando-se o risco de aspiração de alimentos e vómitos.

Assim, o método empregue para alimentar os bebés prematuros depende basicamente da idade da gestação.

Enquanto que os mais velhos podem começar a tomar o peito desde o primeiro dia, os mais pequeninos, incapazes de se alimentarem através de uma tetina, devem receber os alimentos através de uma sonda.

No início, só podem tomar pequenas quantidades de leite materno ou preparado, ainda que às vezes seja necessário começar por lhes administrar uma solução glucosa.

As quantidades vão aumentando gradualmente, enquanto se observam as reacções do recém-nascido e se comprava o grau de tolerância.

Uma questão importante nos bebés alimentados por sonda, é dar-lhes uma chupeta. A chamada sucção nutritiva, estimulada ao colocar uma tetina na boca do recém-nascido, não só proporciona tranquilidade e bem estar, como ainda, melhora o desenvolvimento e o crescimento.

Quando o bebé já está preparado para iniciar a sucção nutritiva, introduz-se o biberão: no princípio, durante uns 20 minutos por dia, como tempo máximo. À medida que a criança está mais preparada, vai-se incrementando o número de tomas, até se poder prescindir da sonda.

Contudo, não é necessário começar pelo biberão para que a criança se acostume a sugar. Alguns passam directamente da sonda para o peito.

O papel dos pais

Ainda que a mãe não possa amamentar o seu filho, é conveniente que passe muito tempo a seu lado. Em todo o processo, os pais têm um papel fundamental.

Hoje em dia, tende-se a estimular que estes dêem os alimentos ao seu filho e passem o maior espaço de tempo que lhes seja possível, com eles; fomenta-se o aleitamento materno, e se possível, anima-se a mulher para que retire o leite com uma bomba, e lhe dê o leite com um biberão ou sonda, mesmo que o bebé não possa sair da incubadora (depende das normas e directrizes estabelecidas na instituição hospitalar).

Mas, a participação dos pais, não é só importante por razões nutritivas. Está comprovado que o contacto frequente pais-filho é um factor decisivo para a sua recuperação.

A alguns bebés ainda lhe faltam semanas, e inclusivamente meses, para saber sugar e engolir, e devem receber a alimentação através de sonda.

No início basta um suporte diário de 100 calorias por quilograma de peso.

O peso do prematuro controla-se diariamente. O objectivo é chegar a uma aquisição de 15 gramas por dia.

O contacto corporal é um benefício quer para o bebé quer para a mãe, pois acelera a recuperação do bebé e ajuda a mulher a superar os sentimentos de medo e culpa, frequentes nas mamãs de bebés prematuros.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Esta matéria tem 2 Comentários
  1. rose Reply

    oi jesus estar com nos todos. olha que bom q deu tudo certo com vc. conheco uns colega q o nene estar no hospital por ter nascido de 6 meses,estou horando por eles,o meninho pequeno de 800 gm e 25 centimetro.DEUS AJUDA ELES!COMO AJUDOU VC.O SENHOR TE ABENCOE BJS.Andreza.

  2. andreza Reply

    eu tambem nasci prematura de 5 meses e meio e o medico disse pra minha mae q eu ia ficar so na cama.
    e hoje tenho 16 anos faço td como todo mundo so ñ sei caminhar mais to aqui firme e forte.

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