Beira Interior

Do ponto de vista do relevo, a Beira Interior pode designar-se por um vasto planalto enquadrado por um conjunto de elevações montanhosas pontuadas pela Serra do Caramulo a Oeste, a da Marofa a Este, e a de Montemuro a Noroeste e no centro, fazendo a transição para a zona Sul (ou baixa) de relevo mais complexo, fica a Serra da Estrela, eixo da cordilheira central. Estas diferenças paisagísticas compõem uma unidade geográfica heterogénea e de rara beleza.

Beleza acrescentada pelos contrastes entre o verde da paisagem e o granito sombrio das casas, pela simplicidade das gentes, a riqueza da gastronomia, de que o famoso queijo da serra se tornou um dos verdadeiros ex-libris dos sabores nacionais. Viajar pelo interior desta região é descobrir um mundo de contrastes, desde a paisagem agreste da zona serrana ao verde ondulante dos pinhais do Sul.

Artesanato

Na Beira Interior, o artesanato é o produto da tradição, arte antiga transmitida de geração em geração. Trabalhando com os mais ricos materiais ou com os restos de outros menos nobres, das mãos das gentes da Beira saem trabalhos preciosos de cariz antigo.

Em primeiro lugar, estão as mundialmente famosas colchas de Castelo Branco – bordados em fio de seda colorido sobre linho, representando motivos animais e vegetalistas de carácter simbólico. A estes juntam-se os bordados a fio de ouro sobre seda de Almeida.

Trabalhos mais pobres são as mantas de trapos, as rodilhas ou as marafonas Feitas de restos ou reaproveitamentos de panos, primam pelo colorido, parca compensação da pobreza dos materiais.

Nas zonas serranas, locais privilegiados de criação de gado, abundam os trabalhos em lã ou pele. Dos fatos de burel (tecido de lã, pisado para ficar mais compacto) às mantas e camisolas de lã, não falando já dos casacos, chinelos ou coletes em pele, encontram-se todo o tipo de artesanato feito a partir do aproveitamento dos produtos ovinos.

Também de pele são os adufes, instrumento musical típico dos distritos da Guarda e Castelo Branco. Em Idanha-a-Nova existe uma escola de artesanato onde se reaviva esta tradição.

Nas margens dos ribeiros apanha-se o vime e o junco, com os quais se fazem as cestas de asas ou os cestos usados no armazenamento dos produtos agrícolas.

Estes objectos podem também ser em madeira, usualmente castanho, o que exige uma técnica mais elaborada pela qual se divide o tronco em finas folhas, que se

entrelaçam formando cestos de formas rectas.

Arquitectura Tradicional

Casa Beira interior

A casa do interior das Beiras é, tal como a casa transmontana, de pedra granítica ou xisto, de um ou dois andares. Neste último caso, o rés-do-chão é utilizado para guardar os animais e alfaias e o andar superior para habitação. Aqui destaca-se a cozinha, local de reunião familiar, à volta da grande lareira aberta, assente numa laje de pedra.

No exterior pode admirar-se a habilidade do construtor, pela pedra bem aparelhada, unida entre si sem argamassa.

As casas térreas, normalmente sinónimo de pobreza, caracterizam-se muitas vezes pela ausência de lareira no interior, saindo os fumos por uma abertura no tecto protegida por um caneleiro de cortiça ou duas lajes de lousa.

Andando para Sul, o granito vai dando lugar ao xisto e, aqui e além, começam a ver-se casas com paredes rebocadas a argamassa e caiadas de branco, de chaminé alta e varandas alpendradas.

Nas cidades e vilas abundam as casas de pedra rebocada de linhas austeras e arquitectura sóbria, realçada pontualmente por pormenores decorativos.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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