O que pode ser Bolhas na Vagina? É contagioso? Descubra as Causas e Tratamentos

Bolhas na vagina? O que pode ser? E o que devo passar na região?

Se existir a presença de inchaço, caroços, e bolhas brancas ou vermelhas soltando pus na região íntima, causando ardor quando faz xixi, tanto no lado exterior da vagina (lábios), próximo ao ânus, ou até mesmo no pênis (no caso dos homens), causando coceira, saiba que pode ser sinal de herpes genital!

E, ao contrário do que muito se acredita, as DST’s não são transmitidas apenas pelo sexo em si.

Bolhas Na Vagina Podem Ser Sinal De Herpes Genital, Uma DST Altamente Transmissível Entre Homens E Mulheres.

Entretanto, o uso de métodos contraceptivos – principalmente camisinha – pode inibir grande parte delas. Temida por muitos, a herpes genital é uma DST altamente transmissível entre homens e mulheres.

Clique nos seguintes números para ver Fotos de Vaginas com Bolhas: (1) (2) (3) (4) (5) (6).

Estima-se que, no Brasil, aproximadamente 10 a 12 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da herpes genital –Herpes simplex tipo 2. 

Apesar do grande número, poucos têm consciência de que são portadores dessa doença, aumentando a propagação do vírus.

O que é herpes?

Oportunistas, os vírus da herpes são capazes de se esconderem das células de defesa do sistema imune. Porém, é necessária apenas uma pequena baixa na imunidade para que eles ataquem. Existem dois tipos de vírus:

  • Vírus herpes simplex tipo 1: habitualmente transmitido por via oral, esse vírus é responsável pelo surgimento de lesões nas mucosas do rosto – sobretudo na região da boca – assim como nos genitais.

O contato com pessoas que estejam em plena crise, seja através de beijos ou por meio de sexo oral sem preservativo, é a porta de entrada que o vírus precisa para chegar ao nosso organismo.

Pessoas acometidas por herpes tipo 1 estão sujeitas a crises mais brandas e menos frequentes. Além disso, é menos comum a transmissão do vírus em período de latência.

  • Vírus herpes simplex tipo 2: diferente do vírus tipo 1, esse vírus tem preferência pelos genitais – em especial a vagina. Por ser altamente virulento, sua propagação é mais fácil e veloz.

A disseminação desse vírus não se dá apenas pelo contato direto com as lesões.

Pelas relações sexuais em períodos de crise serem escassas, acredita-se que 80% das transmissões ocorram em fases assintomáticas da doença.

Mesmo sendo altamente virulento, o tempo que esse vírus sobrevive fora do cormo humano é mínimo. Portanto, quando alguém afirmar que foi infectado em piscinas ou banheiros, desconfie!

Como ocorre a contaminação?

Como você bem sabe, os dois vírus podem causar herpes genital – ainda que o vírus tipo 1 prefira atacar região facial. Antes de se atentar aos sintomas, é importante descobrir as formas de contaminação:

  • Vírus herpes simplex tipo 1: ao praticar sexo oral, são transpassados da boca aos genitais.
  • Vírus herpes simplex tipo 2: por meio de relações sexuais, é comum que haja contato direto com a pele lesionada do(a) parceiro(a). É significante lembrar que, há contaminação mesmo em fase assintomática, através de fluidos e secreções corporais.

 Após adquirir o vírus, o período de incubação pode variar entre 10 a 15 dias.

Sintomas

Como já tratado nesse artigo, poucas pessoas tem ciência de que estão contaminadas. Mas isso não é por acaso: aproximadamente 80% os infectados não apresentam sintomas – em especial, portadores de herpes tipo 2. Porém, quando em crise, o indivíduo apresenta sinais característicos, como:

  • Surgimento de pequenas agrupações de manchas avermelhadas e ulcerações dias após ter sido infectado;
  • Prurido intenso e dores que surgem entre 2 a 10 dias após o contágio;
  • Aparecimento de ulcerações na região dos genitais, causando possíveis sangramentos e ardor ao urinar;
  • Dores ao defecar, caso haja erupções ao redor do ânus;
  • Surgimento de ínguas (inchaço) na região da virilha;
  • Formação de cascas no processo de cicatrização das úlceras.

Os sintomas característicos da herpes não são apresentados logo de cara. É muito comum que, dias após o contágio, o infectado ache que apresenta um inofensivo quadro gripal. Falta de apetite, dores musculares, febre e mal-estar podem ser um sinal de que algo maior está por vir.

Em homens, normalmente surgem ulcerações no pênis, saco escrotal e uretra. Já nas mulheres – caso mais recorrente – a herpes ataca não só a parte externa da vagina, como também a vulva e o colo do útero. Mesmo não sendo uma regra, em ambos os casos as feridas são capazes de migrar para coxas, nádegas e boca.

Com duração de 2 a 3 semanas, a primeira crise é a mais severa. Por não apresentar memória imunológica, o sistema imune fica à mercê do vírus, que se aproveita das condições favoráveis em que se encontra.

Com o passar dos meses, as crises já não se manifestam como inicialmente — elas se tornam diminutas e brandas.

Como se pega? O que favorece a manifestação do vírus?

Independentemente da forma pela qual foram transmitidos, os vírus passam grande parte da sua vida em latência.

Como bom oportunista que é, ele está à espreita da primeira brecha que surgir para se aproveitar do infectado.

Os sintomas e a intensidade vão depender da frequência com que as crises eclodem. Entretanto, algumas causas podem ser um gatilho para a reativação da doença. São eles:

  • Estresse;
  • Fadiga;
  • Menstruação;
  • Exposição ao sol;
  • Ingestão de álcool;
  • Patologias recentes;
  • Esgotamento físico e emocional;
  • Uso de medicamentos imunossupressores;
  • Traumatismo no local da lesão – devido a fricções excessivas.

Assim que inoculado, o vírus se instala em um gânglio nervoso, próximo à coluna vertebral. Uma vez no organismo, basta um dos fatores acima para desencadear uma resposta. Logo, o vírus se multiplica e migra – através dos nervos – para os locais de interesse.

Pessoas imunocomprometidas, ou seja, aquelas que apresentam uma deficiência em seu sistema imunológico, tendem a ser mais suscetíveis a reincidência dessa doença.

Diagnóstico

Para obter um diagnóstico preciso, é necessário consultar um médico – mais exatamente um ginecologista ou urologista.

Em geral, as pessoas costumam recorrer a um profissional quando se encontram em períodos de crise, já que na fase assintomática da doença a ausência de lesões dificultam a percepção de que algo está errado.

Caso o paciente apresente sintomas aparentes, há chances do diagnóstico ser certeiro. Porém, para que não reste dúvidas é papel do médico solicitar alguns exames padronizados. São eles:

  • Exames de sangue: apesar não ser capaz de identificar o local da infecção, esse exame possibilita descobrir se há a presença de anticorpos contra a atividade viral em nosso sangue.
  • Cultura viral: para a realização desse exame, é necessário que o profissional colha uma amostra do local lesionado e mande para análise laboratorial.
  • PCR: a reação em cadeia da polimerase é capaz de amplificar o DNA do paciente por meio de uma amostra retirada da lesão. Por meio da análise do DNA, fica fácil descobrir se há ou não interferência do vírus no organismo.

Caso a pessoa não apresente sinais visíveis, mas tenha o costume de passar por exames periódicos que ajudem a detectar as DST’s, certamente ela obterá resultado positivo para essa condição.

Em caso de dúvidas, outros exames, além das sorologias, serão solicitados, já que elas, por si só, são incapazes de fornecer detalhes a respeito do período em que o paciente foi infectado.

Estas bolhas têm cura? Como posso tratá-la?

Infelizmente, ainda não há cura para a herpes. No entanto, já existem tratamentos eficazes no combate ao vírus simplex 1 e 2.

Os tratamentos mais comuns são feitos à base de medicamentos antivirais, que buscam diminuir o incômodo e a dor causada pelas erupções.

Esses medicamentos, além de trazerem mais conforto ao paciente, são capazes de atenuar a multiplicação viral e, consequentemente, as chances de transmissão às outras pessoas.

Os medicamentos indicados são:

  • Zovirax
  • Valaciclovir
  • Famciclovir
  • Aciclovir (indicado para gestantes)
  • Enzopen (encontrado na forma de creme)
  • Penvir (encontrado na forma de creme e comprimido)
  • Ezopen (indicado para pacientes imunocomprometidos)

Pessoas que estão apresentando sintomas pela primeira vez devem fazer uso dos medicamentos por 7 a 10 dias. Caso o quadro não melhore, é necessário prolongar o tratamento por 1 semana.

Para pessoas que apresentam crises recorrentes, é aconselhável ter um medicamento sempre à mão. Quanto mais cedo retomar o tratamento, melhor serão os resultados.

Já para os que manifestam raramente crises e sintomas, o problema pode ser resolvido naturalmente, sem a interferência de fármacos.

Como grande parte dos medicamentos alopatas apresentam efeitos colaterais, esses não fogem à regra. É preciso ter muito cuidado ao ministrá-los, pois eles podem causar fadiga, vômito, cefaleia, tremores e, em casos mais graves, convulsões.

Portanto, faça uso apenas sob ordens médicas.

Agravamento da doença

Prevenir é remediar, já dizia o ditado! Negligenciar a herpes pode favorecer problemas de saúde bem mais sérios, como:

  • AIDS
  • Retite
  • Meningite
  • Problemas urinários
  • Danos cerebrais e cegueira em recém-nascidos

O controle via medicamentos e terapias é importante para dificultar a transmissão e o agravamento da doença.

Se você não é portador, medidas simples podem te poupar dos malefícios que esse vírus acarreta ao organismo. Faça sexo seguro e adquira o hábito de realizar exames periodicamente para saber como anda sua saúde sexual.

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