Bombons de Chocolate - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Bombons de Chocolate

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Os Bombons de Chocolate, as jóias da confeitaria:

Tido durante muito tempo como uma verdadeira jóia da doçaria e, como tal, tratado pela mão de verdadeiros artesãos da cozinha, o bombom só bastante tarde na sua história se democratizaria. De pitéu para reis e rainhas, tornou-se, em França, num maravilhoso deleite.

Quantas vezes à falta de uma ideia original para prenda não nos socorremos da banalizada caixa de bombons de chocolate? Tornou-se numa espécie de cábula dos ofertantes, na sua maioria mais interessados na decoração da caixa do que propriamente no doce.

O bombom encerra uma história já longa e com alguns momentos de glória. Foi deleite de reis e rainhas, privilégio de burgueses, preciosidade de confeitaria, tratada com honras de jóia. Aos poucos, pela mão de verdadeiros artesãos da cozinha, foi enriquecido com os novos produtos que chegavam de além-fronteiras. Foi coberto com chocolate e adocicado com o açúcar.

No fluir dos tempos foram-se compondo os restantes ingredientes, que constituem a receita base de todos os bombons: xarope de glucose, leite, goma-arábica, as amêndoas e as avelãs, a gordura vegetal, os frutos, o mel e a manteiga.

Historia

O termo bombom data de 1604, mas os antigos já fabricavam algumas guloseimas à base de frutos, mel ou sementes perfumadas com âmbar ou canela. É a partir do século XII, e principalmente do século XIII, que o bombom, próximo daquele que hoje comemos, surge. Contribuiu para tal a chegada à Europa da cana de açúcar, trazida do Oriente pela mão dos cruzados.

Os catálogos de receitas da época começaram a incluir algumas fórmulas para fabricar os bombons, chamavam-lhe os gingembraz, o pomidolin e o diadragam. Nomes estranhos para um doce que conquistava, cada vez mais, gulosos adeptos.

O século XIV é uma das grandes épocas da doçaria, em França, nomeadamente dos pastéis de amêndoas e de frutos, do açúcar de maçã, do maçapão e do pignolat. Faz-se igualmente um grande consumo de épices de chambre, envolvidos em açúcar, que se chupam no final das refeições, supostamente como forma de facilitar a digestão.

O bombom é ainda, nesta época, considerado um produto de boticário e de grande luxo. Contribuía para tal a introdução na sua confecção de um outro produto, altamente estimado e valorizado, trazido das américas pelos conquistadores espanhóis: era o chocolate.

A antiga e amarga bebida dos imperadores aztecas, tornada num alimento doce, já em terras europeias. Também o bombom, coberto pelo valioso chocolate, se tornou numa, quase, peça de ourivesaria. Interdito ao povo, era um presente de reis e rainhas, uma obra de confeitaria delicadamente trabalhada, envolta em bomboneiras que empregavam muitas horas do labor de artesãos.

O “pitéu celestial”

Os Confeitos, à base do grão de erva-doce, coberto de açúcar e a Pralina amêndoa confeitada, são guloseimas que datam do Renascimento, onde a moda do bombom é mantida entre as classes altas por Francisco I e Henrique IV. Faltava, contudo, pouco tempo para o bombom, “esse pitéu celestial”, se democratizar.

Paris, cidade sempre aberta a modas e à novidade, torna as suas confeitarias em lugares de encontro para a burguesia rica. Uma moda análoga à dos cafés, menos dada contudo aos diletantes e intelectuais, e mais ligada a um certo vazio de ideias.Existiam verdadeiros viciados nas castanhas glacés, nas pastilhas, rebuçados, frutos cristalizados e chupa-chupas.

O bombom, mais uma vez, preparava-se para uma evolução empurrado pelos progressos na arte culinária e na alimentação em geral. A produção de açúcar, tão dependente das exportações provenientes das Antilhas, veria nascer, pelas mão de B. Delessert, um “irmão” no Velho Continente. Tratava-se do açúcar de beterraba, pelo qual Napoleão I se apaixonou e fez a tradicional Europa gostar. Com este novo produto, o bombom ganha uma popularidade e diversifica-se, sob os nomes mais fantasistas.

É também por esta época que nascem os bombons de licor. Uma benção para os defensores acérimos deste e de outros acepipes doces, que não se escusavam a defender as suas virtudes sociais A este propósito, diz uma monografia de 1887: “o pequeno bombom compreende as pastilhas de mel, bem como as caixas-surpresas, as serpentes com assobio, o lendário cachimbo de açúcar, o cisne de chocolate, o pau de alcaçuz, enfim, todas as doçarias que tenham por finalidade garantir a tranquilidade das amas e dos pais”.

Pelo final do século XIX, bafejadas pelos ares viciados da Revolução Industrial, surgem as primeiras fábricas de bombons e o consumo massifica-se. Actualmente os Estados Unidos são os principais produtores de bombons e, a Grã-Bretanha surge como país onde o consumo médio surge mais forte. Em França, onde cada habitante consome, em média cerca de 3 kg de bombons por ano, os principais centros de fabrico concentram-se no Norte e na região parisiense

Entre os principais produtos de confeitaria fabricados actualmente, são os bombons de açúcar cozido que ocupam o primeiro lugar.

Bombons para todos

O processo de fabricação clássico dos bombons consiste em aquecer uma massa de sacarose e de glucose que se aromatiza e se cora. Forma-se em seguida um rolo, que é arrefecido, metido depois numa forma ou escorrido. De acordo com a Larrouse Gastronómica, encontramos actualmente os seguintes tipos de bombons:

Bombons cheios – bombons acidulados com frutos, com hortelã, com mel, com plantas, berlingots, coquelicots, açúcares de maça, açucares de cevada, chupa-chupas. Os rocks são bombons que trazem em relevo desenhos de flores, de frutos, etc.

Bombons com recheio – São constituídos por um exterior escorrido em volta de uma forma oca e de um recheio (de polpa de pralin, licor, de mel, etc) introduzido sob pressão.

Bombons folhados – Formam-se com camadas de açúcar, alternando com praliné.

Existem ainda os bombons fondants, os bombons de licor e, finalmente, os bombons à base de gel de amido.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

One Comment

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  1. No nome que deram a este site foi “fotos antes e depois”, ou seja, so mostram texto não quero dizer que não está mal, porque está muito bem e porque serviu me imenso só que deviam também por as fotos, como diz o nome. 🙁

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