Botulismo - Sintomas, Tratamento, Causas e Diagnóstico
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Botulismo

O botulismo, que é felizmente raro, é uma das mais perigosas infecções de que se tem conhecimento. É causada por uma bactéria existente nos detritos denominado Clostridium botulinum.

Pode contaminar os alimentos enlatados ou engarrafados e subsistir neles.

A bactéria é encontrado mais vulgarmente nas pastas de carne e outros produtos animais transformados e a grande maioria dos casos surgiram de alimentos preparados no lar e que não foram adequadamente desinfectados.

A palavra botulismo deriva do latim botulus que significa salsicha. O estado, que é seriamente grave e frequentemente causa a morte, foi inicialmente constatado na Alemanha e percebeu-se claramente ser o resultado de ingerir salsichas contaminadas.

Foi muitos anos antes da bactéria em causa, o clostridium botulinum, ter sido realmente encontrada, bem como antes de ser notado o vigor da sua toxina.

Nos últimos anos verificou-se que a toxina botulínica em doses cuidadosamente reguladas e calculadas é muito útil num determinado número de situações.

É ministrada, frequentemente, com efeitos excelentes para:

  • estrabismo causado pela hiperactividade dos músculos da vista
  • espasmos incontroláveis dos músculos da pálpebra (blefaroespasmo)
  • cotovelo de tenista
  • espasmo facial, distonia
  • transpiração excessiva da palma da mão
  • rejeição involuntária da relação sexual (vaginismo)
  • espasticidade após um ataque
  • pescoço torcido (torcicolo)
  • cãibra de escritor
  • ranger habitual de dentes – bruxismo
  • tiques
  • dificuldade de engolir (disfagia)
  • fissura anal
  • rugas faciais

Mas as bactérias causam danos ao produzir venenos poderosos chamados toxinas.

Tendo em conta que as bactérias são tão diminutas que só podem ser observadas através do microscópio com uma ampliação de cerca de 2000 vezes, verificar-se-á que estas toxinas devem ser realmente muito potentes.

A toxina bacteriana chamada clostridium botulinum é mais potente conhecida, está amplamente espalhada na terra, e também pode dar lugar a armas bacteriológicas.

O botulismo é uma paralisia descendente aguda dos nervos que emergem dos dois lados do corpo directamente do cérebro (nervos cranianos) e dos nervos que levam a cabo o controlo automático e insconsciente do organismo (nervos autónomos).

Causas

A toxina botulínica é um dos mais poderosos venenos conhecidos para o homem. Funciona ao interferir com a libertação de um neurotransmisor essencial, a acetilcolina, nos terminais nervosos.

Os nervos, por conseguinte, são incapaces de transmitir os impulsos que fazem contrair os músculos. Uma dose calculada em milésimas de grama é suficiente para matar.

O botulismo mata por paralisia, deixando a mente clara até ao final.

A bactéria que produz a toxina botulínica pode entrar no organismo através de alimentos contaminados ou pode contaminar feridas.

Ocorreram casos em várias partes do mundo de consumo de salsichas, vegetais enlatados em casa, iogurte, leite fermentado, cozinhados fermentados, alho cortado em óleo de soja, e salmão de conserva importado em Inglaterra.

Dois grandes surtos ocorreram nos EUA com pimentos enlatados em casa distribuídos e servidos nos restaurantes.

A toxina botulínica é uma espécie de proteína, mas não é destruída pelas enzimas digestivas normais. Passa fácilmente pelo revestimento do tracto digestivo para ser absorvida pela corrente sanguínea.

É, pois, rapidamente distribuída por todo o organismo. Contrariamente ao caso de muitas outras infecções, a bactéria não tende a invadir os tecidos. Contudo, podem reproduzir-se no intestino e produzir mais toxinas.

A razão pela qual os nervos cranianos são os primeiros a ser afectados é porque a toxina se liga mais rapidamente aos nervos que são mais activos.

Uma vez que as moléculas da toxina se prenderam aos locais dos terminais nervosos onde a acetilcolina actua na junção das fibras nervosas e das células musculares permanecem ligadas e a acção dos nervos é permanentemente bloqueada.

A única possibilidade de recuperação é a germinação e crescimento de novas unidades de terminais nervosos.

Apesar dos terminais nervosos que estão bloqueados estarem permanentemente a ser colocados fora de acção, desenvolver-se-á um número de unidades de terminais nervosos completamente novos se o paciente se mantiver com vida por meio de ventilação artificial.

Pode levar 3 a 4 semanas para que nasçam novas e suficientes ligações para que o paciente recupere completamente.

Sinais e sintomas

A manifestação dos sintomas é abrupta e acontece de 4 horas a 1 semana (normalmente 18-36 horas) após ter ingerido alimentos contaminados.

A mente não é afectada e continua a funcionar normalmente. A boca torna-se seca e a visão turva e dupla, os olhos ficam estrábicos, as pálpebras superiores descaem, há mau estar, vómitos e diarreia com dor forte no abdómen.

Há fraqueza, tonturas e perda de equilíbrio ao estar de pé.

Rapidamente a deglutição se torna impossível e os músculos dos membros tornam-se fracos, quase paralisados. A pressão sanguínea baixa, causando mau estar e pode haver retenção da urina.

O perigo mais grave é que a respiração possa parar. Se isto acontecer, a morte é certa a menos que a respiração possa ser mantida artificialmente.

A sequência de episódios ocorre numa questão de horas ou poucos dias. Quanto mais curto for o período entre o consumo e a manifestação dos primeiros sintomas, maior é a susceptibilidade de ter sido causado por uma maior dose de toxina.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito na base dos sintomas, da paralisia progressiva e do conhecimento do que a pessoa tem ingerido.

O diagnóstico do primeiro caso num grupo pode ser difícil, dada a raridade da doença. Contudo, uma vez que ocorre mais do que um caso, o diagnóstico normalmente pode ser efectuado na base dos sintomas, da paralisia progressiva e da história do que recentemente se comeu.

Pode haver confusão com a síndrome de Guillain-Barré, a miastenia gravis, envenenamento por cogumelos ou outras formas de envenenamento.

O diagnóstico pode ser confirmado por uma análise da toxina botulínica ao sangue ou urina. Os testes eléctricos da função dos nervos e músculos também podem ser úteis.

Riscos e Complicações

A doença, que é felizmente muito rara na Europa, é uma das mais perigosas infecções que se conhece. Tão perigosa que há quem tenha armazenada a toxina para servir de arma bacteriológica.

A manifestação dos sintomas é abrupta e acontece de 4 horas a 1 semana após ter ingerido alimentos contaminados. A boca torna-se seca e a visão turva e dupla, as pálpebras superiores descaem, há mau estar, vómitos e diarreia com dor forte no abdómen.

Rapidamente a deglutição se torna impossível e os músculos dos membros tornam-se fracos, quase paralisados.

O perigo mais grave é que a respiração possa parar. Se isto acontecer, a morte é certa a menos que a respiração possa ser mantida artificialmente.

Tipicamente, o botulismo acontece em pequenos grupos de pessoas, por vezes num lar, quando todos comeram um produto alimentar infectado preparado em casa.

É raro em Inglaterra: entre 1922 e 1989 somente houve 9 surtos com um total de 46 casos.

A bactéria pode sobreviver por períodos curtos de calor a 100 ºC. Na sua forma de esporo mais resistente pode sobreviver em ebulição durante duas horas.

Os esporos morrem rapidamente pela pressão da fervura a 120 ºC.

Infelizmente, é o que se conhece como uma bacteria anaeróbica; vive, reproduz-se por si só e produz a toxina com maior eficácia sob níveis muito baixos de oxigénio condições presentes nos preparativos de alimentos enlatados ou engarrafados.

A toxina por si só é muito menos resistente ao calor e pode ser destruída pela fervura por um minuto. É destruída a 80º em cerca de cinco minutos.

Tratamentos

As pessoas que sofrem de botulismo podem ter necessidade de manter a respiração artificialmente por uma máquina, através de um tubo que passa na traqueia até que o efeito da toxina tenha abrandado.

Doses elevadas da antitoxina botulínica são ministradas directamente na veia e repetidas cada 12 ou 24 horas de intervalo, se for necessário.

O medicamento cloridrato de guanidina ajuda a reverter o bloqueio na junção entre os nervos e as células musculares.

O botulismo, por vezes, causa uma tal violenta queda na pressão sanguínea pelo relaxamento das artérias e das alterações na acidez do sangue que somente a infiltração de fluidos ou a transfusão de sangue pode salvar a vida.

Uma vez que o clostridium botulinum pode reproduzir-se no intestino, por vezes são ministrados antibióticos. Algumas vezes, uma lavagem do intestino também é feita na esperança de remover a toxina que não foi absorvida.

A taxa de mortalidade total pelo botulismo é entre 50 a 70%. Aqueles que subsistem à paragem respiratória podem recuperar completamente.

Informação para profissionais de saúde e estudantes de medicina

História de ingestão recente de alimentos em conserva caseiros, defumados ou embalados a vácuo; os usuários de drogas intravenosas também estão sob risco (ver adiante).

Os principais sintomas do botulismo são Início súbito de paralisia dos nervos cranianos, diplopia, boca seca, disfagia, disfonia e fraqueza muscular progressiva. Pupilas fixas e dilatadas em 50% dos casos.

Nos lactentes: irritabilidade, fraqueza e hipotonia. Demonstração da toxina no soro ou no alimento

Diagnóstico diferencial

  • Poliomielite bulbar
  • Miastenia gravis
  • Isquemia da circulação cerebral posterior
  • Paralisia causada por carrapatos
  • Síndrome de Guillain-Barré ou sua variante
  • Intoxicação por fósforo inorgânico

Tratamento do Botulismo (clostridium Botulinum)

  • Remoção da toxina não-absorvida do intestino
  • Antitoxina específica
  • Medidas de apoio e vigilância, incluindo atenção à função respiratória
  • Penicilina

Dica

Em usuários de drogas intravenosas com achados relacionados com os nervos cranianos, esse quadro é clássico do botulismo a partir de feridas, causado por heroína contaminada com alcatrão.

Referências
Cherington M. Botulism

Atualizado em 13 dezembro 2017

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