Cálculo Renal - Tratamento, Causas, ‎Diagnóstico, ‎Sinais e sintomas
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Cálculo Renal

Definição de cálculo renal:

Popularmente conhecido como “pedra no rim”, o cálculo renal também detém outras duas denominações: nefrolitíase, e litíase.

Trata-se da agregação de minúsculos cristais, que juntos constituem uma massa sólida.

Esses cristais estão presentes com mais frequência nos rins, mas podem se alojar nos demais órgãos que compõem o trato urinário.

Cálculo renal

Tipos de cálculo renal

Existem vários tipos de cálculo renal. Porém, devido ao grau de singularidade da maioria, é preferível focar nos quatro principais.

Cálculo renal de cálcio

Vertente mais comum do problema, esse tipo de cálculo renal é mais comum nos corpos masculinos. Geralmente, eles são formados após os 20 anos, podendo se desenvolver até os 30 anos.

Dentro do organismo, o cálcio tende a ser mesclado com outros compostos antes de concluir a formação de uma pedra. Os elementos mais frequentes aos quais o cálcio se associa são o fostato, oxalato, e carbonato.

As chances de desenvolvimento de cálculo renal de cálcio misturado ao oxalato são mais amplas em indivíduos que possuam disfunções nos processos metabólicos, mantenham um cardápio altamente concentrado em vitamina D, ou que detenham alguma doença vinculada ao intestino delgado.

Normalmente, depois de tratado esse tipo de cálculo renal possui uma forte propensão a se tornar reincidente.

Cálculo renal de estruvita

Mais frequente em mulheres que sofram de alguma infecção urinária, essa variação de cálculo pode atingir dimensões bem extensas, com risco de gerar complicações graves devido à obstrução causada na bexiga, no ureter, e no rim.

Cálculo renal de cistina

Esse tipo está presente nas mulheres e nos homens em proporções muito próximas. O nome se refere a uma doença renal genética chamada cistinúria, que é o agente motivador do desenvolvimento do referente cálculo renal.

Cálculo renal de ácido úrico

Quando o indivíduo perde grandes doses de líquido que não podem ser repostas através de uma simples hidratação, ele está sujeito a desenvolver o cálculo renal de ácido úrico.

Mais comum entre os homens, além da desidratação extrema a doença tem outros fatores desencadeadores, como características genéticas, o diagnóstico da doença gota, dietas com alta concentração de proteínas, e a quimioterapia.

Causas do cálculo renal

A principal causa da formação do cálculo renal é justamente o acúmulo de determinados compostos na urina, como os já mencionados oxalato, e cálcio, além do ácido úrico.

Esses elementos possuem tendência a se agruparem sob a forma de cristais, o que posteriormente pode culminar na formação do temido cálculo renal.

Fatores de risco quanto ao cálculo renal

Existe uma série de fatores de risco associados à formação das pedras nos rins. Desse modo, pessoas adultas com idade superior aos 40 anos possuem mais chances de sofrer com o problema.

Entretanto, cabe ressaltar que o cálculo renal pode afetar qualquer indivíduo e em qualquer fase da vida.

O cálculo renal também é um problema hereditário. Assim, quem detém membros familiares que já apresentaram o problema corre sério risco de desenvolvê-lo.

Além disso, pessoas que já possuem um histórico próprio relacionado à doença também têm maior propensão a serem vítimas de reincidência do cálculo renal.

Outro fator relevante diz respeito ao gênero, já que o cálculo renal é bem mais frequente nos homens que nas mulheres.

Igualmente importante é a quantidade de água ingerida diariamente.

Caso o volume seja insatisfatório, a probabilidade de manifestação da doença se torna mais iminente.

Ainda quanto a esse fator, convém destacar que os indivíduos que residam em áreas com temperaturas elevadas (como aquelas próximas da linha do Equador) perdem líquido com extrema facilidade e podem ter dificuldade em repô-lo como deveriam.

Logo, eles também estão mais vulneráveis ao desenvolvimento das pedras nos rins.

A obesidade é um problema que pode acarretar diversas doenças, e o cálculo renal é uma delas. Assim, os obesos compõem um dos grupos de risco de desenvolvimento de pedras nos rins.

Dietas alimentares desequilibradas, particularmente aquelas que apresentem porções elevadas de açúcar, sódio, e proteínas também se tornam pontos de partida para a formação do cálculo renal.

Especificamente no caso do sódio, vale lembrar que sal em excesso provoca o aumento do volume de cálcio a ser filtrado pelos rins, configurando um ambiente propício ao aparecimento das pedras.

Existem determinados remédios que podem ser os responsáveis por causar a formação do cálculo renal.

O problema também pode ser induzido pela presença de algumas doenças, como cistinúria, infecções urinárias, acidose tubular renal, e o hiperparatireoidismo.

Principais sintomas do cálculo renal

Inicialmente, é bem comum que a formação de um ou vários cálculos nos rins sejam assintomáticos.

Os primeiros sinais surgem conforme essas pedras se desloquem pelo interior dos próprios rins, ou nos demais órgãos que compõem o trato urinário.

Esse evento dá início às profundas dores.

De uma forma geral, os principais sintomas do cálculo renal são: sentir dores ao urinar, dores esporádicas com oscilação da intensidade, dores agudas que se alastram pelas imediações do abdômen, alteração da coloração da urina (tende a ficar mais escura e a exalar mau odor), presença de sangue misturado à urina (a cor urina começa a pender para o vermelho, rosa, ou marrom), febre (provocada por alguma infecção), excesso de idas ao banheiro para urinar, e náuseas (acompanhadas ou não por vômitos).

Quando se deve procurar ajuda médica

O ideal é que o indivíduo realize uma consulta médica logo após sentir os primeiros sinais que possam apontar para a existência do cálculo renal.

Esses indícios iniciais costumam ser a quantidade exorbitante de urina que passa a ser gerada, a sensação de dor ao urinar, e a alteração da coloração da urina.

Uma vez que esteja no consultório médico, o paciente precisa descrever os sintomas com o máximo grau de minúcia. Todas as incertezas sobre o assunto devem ser dissipadas diante da presença do especialista.

Por parte do médico, é comum que o profissional questione o início da manifestação dos sintomas relatados, e qual é o nível das dores sentidas pelo paciente.

Diagnóstico do cálculo renal

Nem sempre sentir dores ao urinar, ou apresentar uma urina com coloração escura, pode ser deduzido como a manifestação de algum cálculo renal.

Desse modo, o médico precisa realizar alguns testes a fim de constatar, de fato, qual é a causa real dos sintomas exibidos pelo paciente.

Dentre os exames mais utilizados para esclarecer a origem dos referidos sintomas estão os exames de sangue, de imagem, e de urina.

O primeiro é usado com o intuito de descobrir quais são os volumes exatos de ácido úrico e cálcio presentes na corrente sanguínea.

O segundo faz uso de equipamentos de ultrassonografia e radiografia, capazes de projetar imagens que confirmem a existência de pedras nos órgãos do trato urinário.

Por fim, o terceiro exame visa descobrir se há uma excreção acima do normal quanto a determinados compostos responsáveis pela constituição do cálculo renal.

Tratamento para cálculo renal

Antes de adotar algum tratamento que vise eliminar o cálculo renal, é preciso definir qual é a causa motivadora de sua formação, o tipo, e as dimensões da pedra.

Os cálculos renais podem apresentar medidas minúsculas, que por essa razão não chegam a ocasionar sintomas intensos. Naturalmente, o tratamento adotado nesses casos é mais simples.

Basicamente, os médicos costumam recomendar ao paciente a ingestão diária de dois, ou três, litros de água, o que tende a facilitar o aniquilamento das pedras.

Esse tipo de tratamento é complementado pelo uso esporádico de analgésicos, que devem ser consumidos apenas quando houver a manifestação de uma dor mais profunda em virtude do cálculo renal.

Porém, conforme o tamanho das pedras aumentam os sintomas se tornam mais acentuados.

A tentativa de eliminar pedras com grandes diâmetros (superior a 6 mm) pode ser arriscada, uma vez que a ação pode redundar em sangramentos, infecções urinárias, ou outras lesões renais.

Logo, nestes casos é necessário que o paciente seja submetido a métodos invasivos.

Dentre os procedimentos utilizados para tratar casos de cálculo renal mais graves estão a ureteroscopia, a litotripsia extracorpórea, a cirurgia de glândulas paratireoides, e a traqueostomia percutânea.

A ureteroscopia consiste no uso de um tubo extremamente afilado que penetra o organismo através da uretra a afim de remover os cálculos renais.

Já a litotripsia extracorpórea é caracterizada pela emissão de ondas de choque eletro-hidráulicas.

Essas ondas são utilizadas para provocar vigorosas vibrações internas, culminando na ruptura dos cálculos renais.

Dessa forma, as pedras ficam menores, podendo ser eliminadas normalmente por meio da urina.

Enquanto isso, a cirurgia de glândulas paratireoides é um método recorrido quando a formação das pedras nos rins está diretamente ligada a distúrbios inerentes às glândulas paratireoides.

Ao deixar de funcionar como deveriam, essas glândulas acabam elevando a concentração de cálcio no organismo, o que por sua vez pode dar origem aos cálculos renais.

Assim, a solução é uma intervenção cirúrgica sobre essas glândulas.

Por último, temos a traqueostomia percutânea. Essa técnica prevê a remoção das pedras por meio de uma pequena incisão realizada nas costas do indivíduo.

Prognóstico

Quem desenvolve o cálculo renal está sujeito a sofrer dores que podem ser passageiras, ou perdurar por períodos mais extensos.

Todavia, o processo de eliminação das pedras tende a não provocar sequelas.

Um grande obstáculo durante o tratamento é a descoberta da origem exata do problema, pois caso isso não aconteça o paciente fica propenso a desenvolver novos cálculos renais no futuro.

Visando evitar a reincidência das pedras nos rins, o paciente deve seguir rigorosamente todas as recomendações realizadas pelo médico.

Após o tratamento, o indivíduo deve procurar manter o corpo bem hidratado, além de recorrer aos remédios analgésicos caso sinta fortes dores novamente.

Como prevenir o cálculo renal

O desenvolvimento do cálculo renal pode ser evitado através da adoção de alguns cuidados, tais como: consumir volumes generosos de água no decorrer do dia, ingerir concentrações moderadas de proteínas e alimentos ricos em sódio, evitar ao máximo o consumo de alimentos que detenham elevada concentração de oxalato (chocolate, nozes, espinafre, e batata doce são bons exemplos), e manter a dosagem de cálcio no sangue em constante equilíbrio.

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