Cana de Açucar

Breve introdução sobre a cana de açucar: A “cana doce” chega à Europa.

Alguns milhares de anos antes da nossa era, já se utilizava o açúcar na Ásia, sob a forma de xarope de cana, enquanto na Europa o mel era a única fonte de sabor açucarado, além dos frutos. De acordo com uma lenda, os chineses e os indianos sabiam há muito fabricar açúcar cristalizado. Cerca de 510 a.C., por ocasião da expedição de Dario aos vales do Indo, os Persas descobriram uma “cana que dá mel sem a participação das abelhas”.

Levaram-na para o seu país e guardaram ciosamente o segredo da produção e a exclusividade comercial do produto. No século IV, Alexandre, O Grande, também descobriu a cana de açucar “cana doce”, da qual se retirava o çarkara (termo sânscrito que significa “grão”), cristal obtido a partir do suco da planta. A cultura desta cana estendeu-se pela bacia mediterrânica e por África.

Acabava de nascer um novo alimento: saccharose para os gregos, saccharum para os romanos, sukkar para os árabes, mais tarde zecchero em Veneza, çucre e depois sucre em França, sugar em Inglaterra¸azúcar em Espanha e Zucker na Alemanha.

Com o movimento das cruzadas, os franceses descobriram esta “especiaria”, que os boticários vendiam a preços exorbitantes. O açúcar em pedra, em torrão e o cândi eram outras tantas espécies de açúcar mais ou menos refinado, indo da massa cónica (em pão), ao pó e aos grânulos, muitas vezes com aroma de rosa, violeta, limão ou groselha. Muitas formas para um mesmo produto que viria a permitir o desenvolvimento da confeitaria e da pastelaria.

Era contudo também corrente utilizá-lo para temperar carne e pratos salgados. Um hábito que entretanto se foi perdendo.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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