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Câncer de Ovário: Os primeiros Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Atualizado em 21 Janeiro, 2018

O que é? O câncer de ovário caracteriza-se pela multiplicação de células anormais no ovário e formação de um tumor.

Quando não tratado atempadamente, o tumor pode alastrar-se para outras partes do corpo. A este evento dá-se o nome de câncer de ovário metastático.

O Câncer De Ovário é A Quinta Maior Causa De Morte Por Câncer Entre As Mulheres

Os ovários são duas glândulas reprodutivas responsáveis pela produção dos óvulos e das hormonas femininas estrogénio e progesterona.

Estima-se que em 2017 22 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer no ovário só nos estados unidos. O número de vítimas fatais da doença andará em torno dos 14 mil.

Ainda que este tipo de câncer tenha tendência a manifestar-se logo na fase inicial, estes sintomas costumam ser vagos e frequentemente ignorados.

Apenas cerca de 20% são detetados na sua fase inicial.

Neste artigo poderá ter acesso a conteúdo informativo de carácter detalhado relativo ao câncer ovariano, incluindo:

Quais são os sintomas iniciais de câncer de ovário?

Os sintomas iniciais são muitas vezes ignorados, uma vez que podem ser facilmente confundidos com os sintomas de diversos outros problemas de saúde menos preocupantes. Alguns destes sintomas incluem:

Inchaço, pressão e dor abdominal

Sensação anormal de barriga inchada após as refeições

Dificuldade em comer

Aumento da necessidade de urinar

Outros sintomas podem incluir:

Fatiga

Indigestão

Azia

Constipação

Dores nas costas

Irregularidades menstruais

Relações sexuais dolorosas

Dermatomiosite (uma doença inflamatória rara que causa erupções cutâneas e fraqueza e inflamação musculares)

Estes sintomas podem resultar de diversos outros problemas de saúde, não sendo, obrigatoriamente, um sinal de cancro.

A maior parte das mulheres experienciará pelo menos alguns destes sintomas a dada altura das suas vidas, e na maior parte dos casos o tratamento costuma ser relativamente simples.

No entanto, uma vez que o tratamento do tumor é mais eficaz quando o mesmo é detetado numa fase inicial, é sempre recomendável consultar o seu médico sempre que experienciar sintomas suspeitos.

Os sintomas persistirão caso sejam resultantes do câncer no ovário, e à medida que o tumor cresce, tornar-se-ão mais intensos.

Por essa altura, a doença já se deverá ter alastrado para fora dos ovários, o que complicará todo o tratamento e reduzirá significativamente as probabilidades de sucesso.

Tipos de câncer no ovário

Os ovários são compostos por três tipos de células, sendo que cada um deles pode desenvolver um tipo diferente de tumor.

Tumores epiteliais: estes tumores formam uma camada de tecido no exterior do ovário e representam 90% do total dos casos.

Tumores estromais: este tipo de tumor desenvolve-se nas células responsáveis pela produção de hormonas. Apenas 7% dos cânceres de ovário se enquadram neste grupo.

Tumores de células germinativas: desenvolvem-se nas células produtoras de óvulos e são bastante raros.

Cistos ovarianos

A maior parte dos cistos ovarianos não são cancerígenos. A estes damos o nome de cistos benignos. No entanto, uma pequena percentagem destes podem ser cancerígenos.

Um cisto de ovário caracteriza-se por uma acumulação de ar ou fluídos que se formam em torno do ovário.

A maior parte destes constituem uma parte natural do processo de ovulação e tendem a causar sintomas leves, como é o caso de inchaço abdominal e acabam por desaparecer sem necessidade de tratamento.

Os cistos mais preocupantes são os que se formam fora da fase de ovulação.

A mulher deixa de ovular após a menopausa. Por essa razão, o aparecimento de cistos depois da menopausa deverão ser sujeitos a exames complementares de modo a verificar a sua natureza.

Estes exames são particularmente importantes em que o cisto apresenta já uma dimensão considerável e não desapareceu após poucos meses.

Caso este tumor não desapareça naturalmente, será necessário removê-lo cirugicamente.

Fatores de risco

Histórico familiar de câncer de ovário

Mutações genéticas associadas ao cancro do ovário, como é o caso de BRCA1 e BRCA2

Histórico pessoal de cancro do útero, mama ou cólon.

Endometriose

Ausência de histórico de gravidez

A idade também é um dos fatores de risco, sendo que a maior parte dos casos ocorrem após a menopausa.

No entanto, é perfeitamente possível desenvolver a doença sem que nenhum destes fatores de risco estejam presentes.

Da mesma forma, a presença destes fatores de risco não garante obrigatoriamente o desenvolvimento da doença.

Como é realizado o diagnóstico?

O Exame De Sangue Pode Detectar Sinais Reveladores De Câncer De Ovário, Antes Que Seja Tarde Demais

O câncer de ovário não é fácil de detetar, mas o diagnóstico é realizado mais rapidamente nas fases iniciais.

Uma vez que os ovários estão localizados bem no fundo da cavidade abdominal, é frequente não se sentir a presença no tumor, e também não existe nenhum rastreio de rotina direccionado para este problema, em particular.

Dai ser tão importante relatar sintomas suspeitos ao seu médico.

Caso o médico suspeite que possa ter câncer, irá sugerir-lhe a realização de um exame pélvico.

Outros exames que poderá ter de fazer:

Ultra-som transvaginal: Este exame utiliza ondas de som para detetar tumores presentes nos órgãos reprodutivos, incluindo nos ovários. No entanto, o ultra-som transvaginal não permite determinar se o tumor é ou não cancerígeno.

Tomografia computadorizada abdominal: Se for alérgico à injecção de contraste iodado é possível que tenha de se submeter a uma ressonância magnética.

Análise de sangue para medir o marcador tomoral CA-123: Este biomarcador é utilizado para medir a resposta aos tratamentos de câncer dos órgãos reprodutivos.

No entanto, estes níveis podem ser influenciados pela menstruação, fibróides uterinos

Biópsia: Este exame consiste na remoção de uma pequena amostra de tecido do ovário para análise sob microscópio. Apenas através de uma biópsia é possível confirmar a presença do tumor.

Quais são as principais fases da doença?

A fase de evolução do tumor é determinada com base no grau de disseminação do mesmo.

1º fase

Este estágio da doença apresenta diversas subfases:

Durante a fase 1A o câncer está limitado a um só ovário.

Na fase 1B o câncer já se encontra presente em ambos os ovários.

Na fase 1C já há células cancerígenas no exterior do ovário.

2ªfase

Durante esta fase o tumor já se alastrou para outras estruturas pélvicas. Na fase 2A, o câncer já atingiu o útero ou as trompas de falópio, enquanto na fase 2B já se espalhou pela bexiga e pelo reto.

3ª fase

Esta fase apresenta 3 estágios:

Na fase 3A o tumor alastrou-se para alem da região pélvica, atacando agora também os nódulos linfáticos e o abdómen.

Na fase 3B ocorre a presença de células cancerígenas no exterior do fígado ou do baço.

Na fase 3C verifica-se a presença de depósitos de câncer de pelo menos 2 cm no abdómen.

4ªfase

Nesta fase o tumor já se alastrou para além da pélvis, do abdómen e dos gânglios linfáticos.

Na fase 4A as células cancerígenas encontram-se nos fluídos em torno dos pulmões.

A fase mais avançada é a 4B. Nesta fase as células cancerígenas já se encontram no interior do baço, do fígado, ou até mesmo de outros órgãos, entre eles o cérebro e as pele.

Como Tratar

O tratamento para o câncer de ovário dependerá do estágio de evolução do mesmo.

O plano de tratamento será determinado de acordo com a sua situação em particular, e poderá incluir dois ou mais tratamentos da seguinte lista:

quimioterapia

radiação

cirurgia de remoção do tumor

terapia direccionada

terapia hormonal

Cirurgia

A cirurgia constitui o procedimento principal para o tratamento de câncer de ovário. Aqui o objectivo é a remoção do tumor, mas em certos casos pode ser necessária a realização de uma histerectomia, procedimento cirúrgico caracterizado pela remoção do útero.

O médico poderá também remover ambos os ovários, trompas de falópio, linfonodos próximos da região e outros tecidos pélvicos.

Identificar as localizações de todos os tumores pode revelar-se difícil, mas já há estudos que se debruçaram sobre a investigação de técnicas mais eficazes de detecção e remoção de todo o tecido cancerígeno.

Terapia direccionada

As terapias direccionadas, como é o caso da quimioterapia e dos tratamentos de radiação, atacam as células cancerígenas de modo a causaram o menor dano possível às células normais do corpo.

Algumas das terapias direccionadas mais modernas incluem a administração de medicamentos como: bevacizumab (Avastin) e olaparib (Lynparza).

O Olaparib é apenas utilizado em pacientes que apresentem a mutação genética BRCA.

Preservação da fertilidade

Tratamentos como a quimioterapia, radioterapia e cirurgia podem danificar os órgãos reprodutivos, fazendo com que no futuro se torne mais difícil para a paciente engravidar.

Se tem intenções de vir a engravidar no futuro, é importante falar com o seu médico de modo a que sejam adoptadas as devidas medidas de preservação da fertilidade.

Algumas dessas medidas poderão incluir:

Congelamento de embriões: consiste em congelar um óvulo fertilizado.

Congelamento de oócitos: é um procedimento que envolve o congelamento de um óvulo não fertilizado.

Cirurgia de preservação da fertilidade: em alguns casos é possível realizar-se uma cirurgia que removerá apenas um dos ovários. Isto, geralmente, só é viável nas fases iniciais do câncer de ovário.

Preservação do tecido ovariano: este tratamento envolve a remoção e congelamento de tecido ovariano, de modo a que possa ser usado no futuro.

Supressão ovariana: isto envolve a utilização de hormonas para suprimir temporariamente as funções ovarianas.

O que dizem as pesquisas

Todos os anos são levados a cabo estudos na procura de novos tratamentos para o câncer.

Os Investigadores têm-se dedicado à exploração de novas técnicas de tratamento para o câncer de ovário resistente à platina.

Quando esta resistência ocorre, os medicamentos utilizados em tratamentos de quimioterapia acabam por não surtir os efeitos desejados.

Algumas drogas também têm vindo a ser estudadas pelos seus benefícios no combate ao câncer.

Num estudo realizado em 2014 foram examinadas novas alternativas de tratamento para aqueles que se encontravam em estágios mais avançados de câncer de ovário.

O tratamento primário para este tipo de tumor tende a envolver quimioterapia e cirurgia para a remoção do útero e dos ovários infectados pelas células cancerígenas.

Como resultado, algumas mulheres experienciarão sintomas típicos da menopausa.

Um estudo recente examinou de que forma as terapias hormonais podem beneficiar a qualidade de vida após os tratamentos para o câncer de ovário.

As participantes deste estudo conseguiram manter uma boa qualidade de vida ao submeterem-se a terapias hormonais na sequência de tratamentos para a doença.

Um estudo realizado em 2015 debruçou-se sobre a quimioterapia intraperitoneal e concluiu que as mulheres que se submetem a este tipo de terapia apresentaram uma taxa de sobrevivência média de 61.8 meses, o que constitui uma melhoria face aos 51.4 meses associados àquelas que foram tratadas com a quimioterapia convencional.

É possível prevenir o câncer de ovário?

Não existe nenhuma forma conhecida de eliminar a 100% o risco de desenvolvimento o tumor. No entanto, existem fatores que podem contribuir para reduzir as probabilidades de desenvolvimento da doença, entre eles destacam-se:

Utilização de pílulas contraceptivas orais

Amamentação

Gravidez

Procedimentos cirúrgicos nos órgãos reprodutivos, tais como ligadura de trompas e histerectomia.

Prognóstico

O prognóstico da doença dependerá de um diverso conjunto de fatores, tais como o estágio em que a doença é diagnosticada, que constitui o fator mais importante de todos, mas também o estado geral de saúde e qualidade da resposta aos tratamentos.

Taxa de sobrevivência e Tempo de Vida

Conscientização Sobre O Câncer

A taxa de sobrevivência é a percentagem de mulheres que sobrevive um determinado número de anos num determinado estágio da doença.

Por exemplo: a taxa de sobrevivência de 5 anos representa a percentagem de pacientes que sobreviveu pelo menos 5 anos após o diagnóstico da doença.

A taxa de sobrevivência relativa também leva em consideração a taxa de mortalidade para pessoas sem câncer.

O carcinoma epitelial de ovário é o tipo mais comum de câncer nos ovários.

A Sociedade Americana contra o câncer estima as seguintes taxas de sobrevivência para a doença:

Estágio 1: 90%

– 1A: 94%

-1B: 92%

– 1C: 85%

Estágio 2: 70%

– 2A: 70%

– 2B: 73%

Estágio 3: 39%

– 3A: 59%

– 3B: 52%

– 3C: 39%

Estágio 4: 17%

Quando diagnosticado nas fases iniciais, a taxa de sobrevivência deste tipo de tumor pode ser superior a 90%.

No entanto, apenas 15% dos casos são diagnosticados na sua fase inicial.

Estas percentagens poderão vir a melhorar no futuro, uma vez que os cientistas continuam a investigar métodos mais eficazes de detecção do câncer nas fases iniciais.

Ajude a divulgar esta matéria para aumentar a conscientização sobre uma doença que afeta tantas mulheres em todo o mundo.

Referências

http://www.cancer.org/
https://doi.org/
http://www.cancer.org/
http://www.mayoclinic.org/
http://www.uptodate.com/

http://www.ovarian.org/
http://www.cdc.gov/
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http://www.ovariancancer.org/
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https://www.aad.org/
https://ocrfa.org/
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http://www.cdc.gov/
http://www.cancer.org/

Atualizado em 21 Janeiro 2018

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