Cancro da Mama

Publicado por Equipe Editorial a 26 de junho de 2010 - Atualizado em 13 janeiro 2018

Uma em cada nove ou dez mulheres desenvolve um tumor na mama durante a sua vida. Descobrem-se cada ano entre 41 e 75 afectadas por cada 100.000 mulheres: a maioria estão entre os 45 e os 65 anos de vida.

Correm mais riscos de desenvolver cancro da mama

– As filhas, sobrinhas, irmãs e netas de mulheres que tiveram cancro de mama (ou dos ovários). Têm mais probabilidades de sofrer da mesma doença (mas também de a prevenir) as famílias em que se encontrou uma alteração dos genes BCRA 1 e BCRA 2.

– As mulheres que sofrem de tumores benignos nos seios (se bem que quase todas as mulheres tenham um quisto ou outro problema similar).

– As gordinhas e as mulheres que fazem uma alimentação rica em gorduras (comem demasiada carne, abusam das natas e da manteiga…)

– Aquelas mulheres que tiveram o primeiro período muito jovens ou a menopausa muito tarde.

– As gravidezes antes dos 30 anos e criar os filhos ao peito pode proteger dos tumores malignos, mas não existe uma garantia a cem por cento que não se possam desenvolver no futuro.

Quando ir à consulta

Sempre que tenha encontrado uma alteração nos seios, seja um nódulo, endurecimento ou secreção através dos mamilos (sem alarmar-se, uma vez que 80 por cento dos tumores são benignos). Não ficar à espera, porque a possibilidade de curar-se está em boa parte nas suas mãos.

Tratamento do cancro da mama

Os 80 por cento das mulheres que desenvolveram um pequeno tumor localizado, curam-se depois de uma pequena operação para extirpar-lho. Mas, se cresceu e invadiu os tecidos à sua volta e, sobretudo, se contaminou algum gânglio linfático, o tratamento torna-se mais agressivo, e as possibilidades de cura diminuem notavelmente. A cirurgia complementa-se com um tratamento à base de radiações e às vezes também se recorre à terapia hormonal e à quimioterapia.

Reduzir os riscos

As pessoas que têm um estilo de vida saudável, adoecem menos. O exercício físico, a alimentação equilibrada, o consumo moderado de álcool, não fumar (sim, o tabaco também tem influência) protegem contra o cancro da mama. No caso de uma familiar directa ter sofrido dessa doença, devem-se extremar as precauções: ir ao ginecologista e seguir rigorosamente os seus conselhos. Não podemos esquecer: o cancro da mama cura-se muito bem quando se detectar desde o princípio.

Boas notícias: Nos últimos anos apareceram novos medicamentos que aumentam as possibilidades de cura.

Como detectar um canco da mama a tempo: Por sorte, é possível descobrir um tumor muito pequeno com o exame da mama. Este deve ser feito todos os meses, sete dias depois do início de cada período e a um dia fixo (por exemplo, o primeiro dia de cada mês), e depois da menopausa. Também convém que o ginecologista examine os seios uma vez por ano e peça regularmente uma mamografia. Esta prova permite visualizar tumores em estados muito incipientes e deve praticar-se com a seguinte frequência:

– Uma só (que servirá como referência) entre os 35 ou 40 anos, quando se julga que os seios estão normais.

– Quando o indicar o especialista, entre os 40 e os 50.

– Uma por ano a partir do 50 anos.

Quando a mãe sofreu de cancro da mama: a filha deve submeter-se a uma mamografia anual desde que tenha dez anos menos do que tinha a sua progenitora ao descobrir-se o tumor (se a mãe tinha 55 anos, a filha terá de fazer uma mamografia anual a partir dos 45).