Cancro do Pulmão – Sinais e sintomas de metastização

Sinais e sintomas de metastização do cancro do pulmão.

Infelizmente, cerca de metade dos doentes apresentam-se no momento do diagnóstico com sinais e sintomas de metastização. A metastização pode ocorrer por via linfática, hematogénica e intra-alveolar. Estão descritas metástases de cancro do pulmão em praticamente todos os órgãos, sendo os mais afectados o pulmão, glândulas supra-renais, fígado, sistema nervoso central e osso.

As metástases supra-renais habitualmente são assintomáticas e detectadas como aumento de volume unilateral em TC torácica de estadiamento estendida até ao abdómen superior. O cancro do pulmão metastiza frequentemente para o fígado.

Numa fase inicial podem condicionar apenas alteração analítica da função hepática ou ser detectadas nos cortes mais baixos da TC torácica.

O cancro do pulmão é a causa mais comum de metástases cerebrais. Podem apresentar-se com sintomas não focais, como cefaleias e vómitos, ou focais (convulsões, paresias, alterações sensoriais e de pares cranianos). Muitas vezes os sintomas neurológicos precedem os respiratórios.

Cerca de 30 por cento dos doentes com cancro do pulmão têm metástases ósseas. O mais habitual é serem lesões osteolíticas a nível de corpos vertebrais, costelas e ossos longos dos braços e pernas. Provocam dor intensa e analiticamente elevação da fosfatase alcalina e cálcio séricos.

A síndrome paraneoplásica designa os efeitos à distância de uma neoplasia, mediados por substâncias sintetizadas pelas células tumorais e não relacionados com invasão directa ou metástases. Nalgumas séries chegam a atingir 20 por cento dos doentes com neoplasia pulmonar. Podem ser de natureza endócrina como a hipercalcemia por peptídeo idêntico à hormona da paratiróide, síndrome da secreção inapropriada da hormona anti-diurética e síndrome de Cushing.

Outros efeitos possíveis são: músculo-esqueléticos (osteoartropatia hipertrófica, polimiosite); cutâneos (acantose nigricans, urticária); neurológicos (miastenia de Eaton-Lambert, mielopatias); hematológicos (estados de hipercoagulabilidade, anemia, policitemia) ou vasculares (tromboflebite migratória).

Devemos estar em alerta permanente para detectar, tão precocemente quanto possível, alterações imagiológicas relacionados com esta patologia.

Como salienta o pneumologista, “o tabagismo é o principal factor de risco evitável para cancro do pulmão. Os primeiros estudos que estabeleceram uma relação inequívoca entre hábitos tabágicos e cancro do pulmão datam dos anos 50 do século passado. Comprovaram que o risco de cancro do pulmão em fumadores é pelo menos dez vezes superior ao dos não fumadores”.

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Faça um Comentário
Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 13/01/2018 às 3:16 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)