Câncer - Tratamentos, causas, sintomas, mortalidade, prevalência e propagação
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Câncer

O Câncer não é uma doença isolada, mas uma variedade de cerca de 200 patologias diferentes.

Como causa de morte vem logo atrás das doenças do coração e vasos sanguíneos.

A palavra tumor é muitas vezes confundida com o câncer, mas na realidade somente significa cancro se o tumor for maligno.

Tumores malignos

Há duas classes principais de cancros:

Aquelas que surgem das superfícies de revestimento dos órgãos são o grupo mais comum e são chamados carcinomas.

O segundo grupo tem origem na matéria dos tecidos sólidos, tais como músculos, ossos, glândulas linfáticas, vasos sanguíneos e fibras, bem como outros tecidos conjuntivos, denominados sarcomas.

Estes últimos são muito menos comuns do que os carcinomas. Ambos, os carcinomas e sarcomas, são capazes de invadir os tecidos normais e propagar-se pelo corpo.

Em quase todos os tecidos do corpo há uns tubos de paredes finas chamados de vasos linfáticos.

A sua atividade é levar o excesso de fluido dos tecidos de volta à corrente sanguínea.

Os vasos linfáticos são muito facilmente invadidos por cancros e esta é uma forma muito frequente das células cancerígenas se espalharem.

Os cânceres variam grandemente quanto à velocidade com que se disseminam. Infelizmente, os tumores com malignidade elevada poderão propagar-se extensamente antes de ser diagnosticados.

Este artigo está relacionado com alguns fatos sobre o cãncer em geral e não descreve cânceres específicos dos diversos órgãos.

Para esse fim, consulte os seguintes artigos:

Câncer de bexiga,

Câncer dos ossos,

Câncer de mama,

Câncer no cérebro (tumor cerebral),

Câncer do intestino,

Câncer do colo do útero,

Câncer do cólon,

Câncer de laringe,

Câncer do pulmão,

Câncer de boca,

Câncer de ovário,

Câncer do recto,

Câncer de pele,

Câncer do estômago,

Câncer do testículo

Câncer da Vagina

A maioria dos cancros acontecem, muito mais frequentemente, nas pessoas de idade avançada do que nas mais jovens. Contudo, há um número de cancros que são muito mais comuns nas crianças do que nos adultos.

Ninguém negará que a maioria dos cancros é grave.

Mas a ideia que um diagnóstico é meio caminho para a morte está longe de ser correcta. Houve uma altura em que isto deve ter sido assim, mas hoje em dia não é verdade.

Os avanços médicos e científicos levaram a um conhecimento dos mecanismos do cancro e consequentes tratamentos que agora permitem curar muitos deles.

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Prevalência

Com a excepção do câncer de mama, quase todos os cancros são mais comuns nos homens do que nas mulheres.

O câncer de bexiga é aproximadamente 4 vezes tão comum nos homens, o do pulmão é 3,5 vezes, o do estômago é 2,5, o da boca, da garganta (esófago) e rins são 2 vezes tão comuns e os cancros colorrectal, do pâncreas, do cérebro, linfático e vários outros.

Em termos de frequência, na percentagem de todos os cancros, o câncer do pulmão lidera a lista com 16.8% do total dos cancros, e deve-se quase inteiramente ao fumo do cigarro.

Os seguintes mais frequentes são os cancros de pele excluindo o melanoma (12.2%), cancro do intestino grosso do cólon e recto (11.6%), cancro da mama (11.1%), cancro da próstata (5%), cancro do estômago (5%), cancro da bexiga (4.6%), cancro do pâncreas (2.7%), linfoma não Hodgkins (2.4%), cancro do ovário (2.3%) e leucemias cancros do sangue (2.1%).

Mortalidade

A percentagem aparentemente baixa do cancro da mama é porque está virtualmente confinada às mulheres.

Para compará-la com os cancros que afectam ambos os sexos, há que duplicar o número, o que a remete para 22.2% – à frente mesmo do cancro do pulmão.

No que diz respeito a mortes provocados por cancro, os números comparativos são aproximadamente semelhantes aos apresentados sobre a prevalência.

O cancro do pulmão causa 23.7% das mortes por cancro, o cancro do intestino grosso causa 11.3% das mortes de cancro, o cancro da mama 9.6%, o cancro da próstata 6.2%, o cancro do estômago 5.8%, o cancro do pâncreas 4.2% e o cancro da bexiga 3.4%.

Tumores benignos

Os tumores benignos são grupos de células que, embora ainda se assemelhem ao tecido a partir do qual cresceram músculo, nervo, gordura, vaso sanguíneo etc começaram a reproduzir-se e a multiplicar-se mais rapidamente do que o normal.

Os tumores benignos mantêm-se intactos no interior dos seus próprios limites e crescem apenas por aumento. Eles, por vezes, desenvolvem razoavelmente cápsulas de fibras resistentes.

A expressão tumor benigno pode induzir em erro. Apenas são benignos no sentido de que permanecem no mesmo lugar e não se expandem a outras partes do corpo.

Mas isto não quer dizer que sejam inofensivos. Por vezes, crescem bastante e, se permanecerem, podem causar graves prejuízos ao exercer pressão ou deformar as estruturas circundantes.

Diversos tumores cerebrais pertencem à categoria dos benignos, mas devido à sua situação e ao facto de que não há espaço para que eles se expandam, podem ser muito prejudiciais.

Felizmente, eles nunca rompem os seus próprios bordos para se propagarem a outros tecidos e nunca saem da massa do tumor para se estender a qualquer outra parte.

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Carcinomas

Os tumores malignos são os cancros reais e comportam-se de forma bastante diferente dos tumores benignos.

Existem duas grandes categorias de cancros. Aqueles que surgem das superfícies dos revestimentos são o grupo mais comum e são chamados carcinomas (carcin significa duro e oma significa uma protuberância).

Qualquer superfície de revestimento, em qualquer parte do corpo, pode tornar-se o local de um carcinoma.

Podem ocorrer, por exemplo, na pele, estômago, cólon (intestino grosso), recto (extremidade inferior do intestino grosso), próstata, útero, nos canais brônquicos, nos vasos do pâncreas, bexiga ou nos condutores de leite da mama.

Sarcomas

O segundo grupo de tumores malignos consiste naqueles que surgem da matéria dos tecidos resistentes como músculo, osso, glândulas linfáticas, vasos sanguíneos e fibras e outros tecidos conjuntivos.

Estes são chamados sarcomas (sarc significa carne) e são muito menos comuns do que os carcinomas excepto nas pessoas com SIDA.

Quer os carcinomas quer os sarcomas possuem propriedades arriscadas de propagação.

Em vez de formarem uma protuberância isolada no interior da cápsula como nos tumores benignos, eles penetram fundo e invadem os tecidos e estruturas adjacentes, muitas das vezes destruindo-as. Mas os cancros possuem uma outra forma de propagação.

Metástases

Quando um cancro defronta um pequeno vaso de sangue, pode crescer pela parede até alcançar a corrente sanguínea e pequenos agrupamentos de células cancerígenas podem ser levadas pelo fluxo da corrente sanguínea a partes remotas do corpo onde se instalam e continuam a crescer.

Esta nova protuberância de um cancro em desenvolvimento originado desta forma também é chamado de metástase. Esta é a razão principal pela qual os cancros são tão graves: eles são sempre susceptíveis, pelas metástases, de enviar células cancerígenas a outras partes do corpo. P

or isso, um cancro no pulmão ou no cólon ou na próstata pode ser conduzido para o cérebro ou ossos ou fígado, estabelecer um aí novo foco e continuar a desenvolver-se e invadir o novo local.

Em quase todos os tecidos do corpo há tubos de paredes finas chamados de canais linfáticos. Estes levam o excesso de sangue dos tecidos de volta à corrente sanguínea.

Os canais linfáticos são muito facilmente invadidos por cancros e esta é uma forma muito comum das células cancerígenas se espalharem.

Os cancros propagam-se aos canais linfáticos parcialmente a nível dos nódulos linfáticos.

Malignidade

Os cancros variam muito na velocidade com que se propagam e, consequentemente, na rapidez com que eles formam novas colónias em qualquer parte do corpo.

Esta tendência é denominada de malignidade e esta pode ser baixa ou alta.

Um tumor de baixa malignidade pode levar muitos meses ou ainda anos a causar algum problema e pode não se alastrar demasiado durante bastante tempo, ou mesmo nunca.

Infelizmente, os tumores de alta malignidade, por vezes, propagam-se amplamente antes da pessoa afectada ter alguma ideia do problema.

Uma das formas em que eles operam assim é pelo aparecimento do que se denomina de micro-metástases. Estes são cancros diminutos e débeis que são muito pequenos para serem vistos, mas podem crescer.

Pode ser um erro sugerir que o corpo não tem defesas contra as metástases.

Uma das missões vitais do sistema imunitário é realizar uma vigilância contínua contra o cancro.

Sistema imunitário

As células cancerígenas são sempre reconhecidas como estranhas por um sistema imunitário saudável e por ele atacadas.

As pessoas cujos sistemas imunitários foram lesados, quer pela SIDA, ou por quaisquer outras causas, são muito mais susceptíveis de contrair cancro do que as normais.

O sistema imunitário não pode fazer muito por um cancro que cresceu para além de uma certa dimensão, mas nas fases iniciais e na presença de micro-metástases, pode e deve ter um importante papel a desempenhar.

Muitos de nós, talvez todos, provavelmente repetidas vezes, tivemos cancros, que foram eliminados numa fase inicial pela acção do nosso sistema imunitário.

Acontece que as micro-metástases também demonstram a importância de sistemas de tratamento do cancro que fizeram efeito ao longo de todo o corpo. A quimioterapia afecta todas as partes do corpo.

Por essa razão, parece provável que futuramente os mais importantes progressos no tratamento do cancro serão no sentido de uma quimioterapia cada vez mais eficaz e menos tóxica.

Propagação

A maioria dos cancros surgem de uma célula individual que se modificou de alguma forma, pelo que começa a dividir-se de um modo irregular.

Por isso, a maior parte dos cancros, inicialmente, são clones dessa célula. Mas assim como crescem podem alterar-se e adoptar novas características.

Assim, os cancros tenderão a reflectir, a um grau variável, as características dos tecidos formados pela célula da qual surgiram.

A extensão pela qual agem desta forma pode ser importante.

Os cancros que, por exame ao microscópio, mostram numa grande parte, as características do tecido original são sempre muito menos malignos do que os cancros que não o fazem.

Por isso, um cancro da mama que mostra características das glândulas se espalhará significativamente mais devagar do que um que é totalmente constituído por células pequenas não diferenciadas.

Estas diferenças permitem aos especialistas examinar uma amostra da biopsia a um cancro para apresentar uma opinião validada sobre o grau de malignidade.

Apoptose

Quase todas as células normais são programadas para morrer numa fase específica das suas vidas, sendo substituídas por células novas saudáveis.

Esta morte de células programada chama-se apoptose e é um facto biológico muito importante.

Há um gene chamado bcl-2 que codifica uma proteína que bloqueia a apoptose e assim prolonga a vida das células.

A expressão deste gene está associada com uma forma de cancro linfático.

Causas

O cancro tem muitas causas e não são todas conhecidas. Há certas directrizes gerais, contudo, que ajudam a reduzir o risco da doença.

A evidência de ligação do cancro do pulmão, por exemplo, ao fumo do cigarro é actualmente esmagadora. Mas fumar também pode causar câncer da língua e bexiga e de outros órgãos diferentes.

As substâncias causadoras de cancro pelo fumo do cigarro são absorvidas no sangue e vão para qualquer parte do corpo.

Da mesma forma, a excessiva exposição à luz solar e o contacto regular com substâncias tais como a fuligem, o alcatrão, o creosoto, o piche e vários óleos minerais são conhecidos por causar o cancro da pele.

Na altura em que o óleo de xisto foi usado para lubrificar as rocas de alta velocidade nas primitivas fábricas de algodão, se usou um spray fino de óleo para embeber as calças dos operários, um grande número deles desenvolveram cancro da pele do escroto.

Consultar secções sobre cancros específicos para informação.

O cancro tem muitas causas e não são todas conhecidas.

O câncer do colo do útero (cérvix) pode ser causado por um vírus (vírus do papiloma humano) normalmente contraído pela via sexual. Este cancro é comum nas mulheres que tiveram muitos parceiros sexuais e é muito raro nas mulheres virgens.

O câncer do fígado é comum, mas é normalmente secundário ao cancro do intestino grosso ou de outra parte do corpo.

Mas as condições como a cirrose ou a hepatite B parecem predispor as pessoas ao cancro primário do fígado e também há uma ligação muito forte entre o cancro do fígado e um veneno, a aflatoxina, produzida por um bolor que se origina nos amendoins e grãos nas terras chuvosas e quentes.

Vários tipos de radiações causam cancro. Antes que isto fosse entendido, no século XIX, muitas mulheres empregadas a pintar os ponteiros dos relógios de pulso e de parede com rádio ou mesotório contendo tinta brilhante, morriam de cancros da língua e da boca.

Estas mulheres costumavam afiar os seus finos pincéis colocando-os na boca. Outras causas que se conhecem relacionadas com a doença são:

álcool (cancro da boca, garganta, traqueia e fígado)
esteróides anabolizantes (cancro do fígado)
arsénico (cancros do pulmão, da pele e do fígado)
amianto (cancro do pulmão)
crómio (Cancro do pulmão)
um estrogénio específico chamado dietilsetilboestrol (cancro do útero e da vagina)
etil-isopropil (cancro das fossas nasais)
pó de níquel (cancro do pulmão e fossas nasais)
fenacetina (cancro do rim)
inalação de rapé e mastigação de tabaco (cancro da boca)
cloreto de vinil (cancro do fígado)
pós de madeira, serradura (cancro das fossas nasais)

Muitos vírus estão relacionados com o cancro.

São vírus bem conhecidos, tais como o vírus do papiloma humano (verruga), os vírus do herpes, o vírus da hepatite B e o VIH – vírus da SIDA.

No seu conjunto, estes são conhecidos como oncovírus.

Alguns vírus, os retrovírus, contêm genes que podem, sob determinadas circunstâncias, incorporar-se ao genoma das células normais e originar que se tornem cancerígenas.

Estas chamam-se oncógenes. As células normais também contêm oncogenes que podem ser activadas por estes vírus.

Há uma ligação estreita entre o cancro e a genética. A maioria dos agentes causadores de cancro que se conhecem carcinogenes – causam mutações genéticas.

A maior parte deles encontram-se nas células individuais unicelulares do corpo e os consequentes tumores estão limitados ao indivíduo portador.

Mas, por vezes, as mutações podem ocorrer nas células sexuais (óvulo e esperma) e estes podem ser herdados pela prole.

Muitas formas de cancro são geneticamente induzidas e percorrem as famílias.

Também existem genes que funcionam para impedir as alterações genéticas que podem conduzir ao cancro. São designados de genes supressores de tumores.

As mutações prejudiciais nos genes supressores de tumores podem causar cancro. Todas as células normais de DNA também contêm genes chamados de proto-onconogenes.

Estes permanecem inofensivos a menos que accionados por um carcinogene. Se isso acontecer, geram-se os genes causadores de cancro (oncogenes).

As mutações nos proto-oncogenes também podem causar cancro.

Sinais e sintomas

Estes variam nos diferentes tipos de câncer e são descritos na lista indicada acima.

Diagnóstico

Há muitos métodos diferentes de diagnosticar cancros, mas diferem entre si em função do tipo específico de cada um.

Devido a haver muitas espécies diferentes de cancro que afectam partes distintas do corpo, também há diferentes formas de os diagnosticar.

Mas muitos podem ser diagnosticados através de:

Exame e observação clínica incluindo a apalpação de massas e dilatação do fígado

Observação de libertação de sangue, perda de peso e outras alterações

RX, TC ou RM

Observação directa de tumores por via de tubos chamados de endoscópios

Pesquisas
Testes laboratoriais por substâncias químicas chamadas de marcadores de tumores
O diagnóstico dos vários tipos de cancro é abrangido nos artigos sobre cada tipo.

Cuidados a ter

Existe o risco de alguns cancros poderem ser herdados, mas para quase todos os cancros há formas simples de reduzir o risco de os desenvolver.

Também há formas de assegurar que sejam tratados mais rapidamente e, por isso, frequentemente com mais êxito.

Leia os artigos sobre cada tipo da doença para mais pormenores. A prevenção da doença depende do conhecimento das causas.

O passo mais simples e importante que alguém pode dar para evitar uma série de cancros (e outras doenças) é nunca fumar.

Riscos e Complicações

Quanto mais rapidamente as células normais se reproduzem, mais probabilidade têm de ser lesadas pelos medicamentos citotóxicos.

Por esta razão, estes medicamentos causam o seu maior dano no tecido de formação do sangue na medula óssea, no revestimento do intestino, nas células que produzem o cabelo e nas glândulas sexuais.

Por isso, os nos habituais efeitos colaterais incluem-se:

anemia e tendência a hemorragia
náuseas e vómitos
perda de cabelo
esterilidade

As pessoas tratadas com estes medicamentos sempre fazem um controlo regular do número de glóbulos vermelhos e brancos.

Os medicamentos citotóxicos incluem o clorambucil, ciclofosfamide, lomustine, metotrexate, vinblastine, vincristine, doxorubicina, bleomcina e mustada nitrogena.

Estrogéneos

Alguns cancros são dependentes de hormonas: algumas hormonas fazem-nos crescer mais rapidamente.

Por isso, alguns tipos de cancro da mama são impulsionados a crescer pelas hormonas sexuais femininas, os estrogéneos.

Isto quer dizer que podem ser desencorajados de crescer pelas hormonas sexuais masculinas que se opõem aos estrogéneos, pelo medicamento tamoxifene que também tem propriedades anti-estrogénicas.

Paradoxalmente, o desenvolvimento de alguns cânceres de mama, especialmente nas mulheres mais velhas, é desencorajado pelos estrogéneos ministrados em doses muito altas.

Nos homens, o câncer mais comum da próstata é dependente da hormona masculina e, por vezes, pode ser fortemente minorado pelo tratamento com uma hormona sexual feminina como a estilboestrol.

Angiogenese

Há outras categorias de medicamentos anticarcinogenos.

Os inibidores da angiogenese são substâncias que bloqueiam o desenvolvimento de novos vasos sanguíneos (angiogenese).

Tais medicamentos mostram-se promissores como medicamentos anticancinogenos, dado que os cancros para a sua sobrevivência dependem mais de um bom fornecimento de sangue do que os tecidos normais.

Os cancros não podem crescer mais do que um tamanho microscópico a menos que desenvolvam novos vasos sanguíneos.

Se isto for prevenido eles irão regredir ou permanecem adormecidos e inofensivos. Estudos em ratos demonstraram que os inibidores da angiogenese são capazes de erradicar os cancros da mama, do cólon, da próstata e do cérebro.

Eles podem fazê-lo sem efeitos colaterais aparentemente indesejáveis num curto período de tempo.

Estes medicamentos podem actuar de formas distintas e a pesquisa sobre os seus efeitos nos humanos com a doença começou em meados de 1998. Acredita-se que os medicamentos não induzem resistência ao medicamento nos ratos.

Topo-isomerase

Antes que o DNA possa replicar deve desenrolar-se do corpo da dupla hélice. Isto ocorre em segmentos curtos e consegue-se por uma topo-isomerase tipo I que corta um filamento, pelo que o terminal livre pode desprender-se do filamento intacto.

O fio partido depois volta a juntar-se. Na topoisomerase tipo II corta ambos os filamentos.

Os medicamentos inibidores da topoisomerase são medicamentos que interferem com a replicação do DNA pela inibição (interrupção) da acção dos enzimas da topoisomerase.

Por isso, impedem que as células se reproduzam e sejam usadas como medicamentos anticarcinogéneos.

Foram tidos como úteis no tratamento do cancro. Não se conhece de uma maneira geral fora dos círculos biológicos que as células tenham um esqueleto.

Este é construído a partir da proteína dos microtúbulos. Estas proteínas tubulinas têm diversas funções. Uma delas é alinhar os cromossomas em volta do equador da célula na altura da divisão celular (mitose).

A menos que isto aconteça, as células não se podem dividir. Os taxanes têm a acção única de estabelecer permanentemente a assemblagem dos microtúbulos nas células.

Isto detém os cromossomas de se moverem desordenadamente aos altos e baixos aquando da divisão celular.

Fito-estrogéneos

Os fito-estrogéneos são uma variedade de produção natural de substâncias idênticas aos estrogéneos derivados das plantas e presentes na dieta.

Os fito-estrogéneos têm propriedades anticancerígenas. O risco de câncer de mama é substancialmente menor nas mulheres com altos níveis de fito-estrogéneos, conforme avaliado pela libertação destas substâncias na urina do que naquelas com uma ingestão menor.

Os principais fito-estrogéneos são isoflavonóides que estão presentes a altos níveis nos produtos de soja e oleaginosas, que se encontram em níveis elevados nos grãos, frutas, vegetais e bagas.

Tratamentos

O tratamento do cancro depende dos diferentes tipos e é mencionado nos artigos sobre cancros específicos.

Há três meios principais para o tratamento antineoplásico cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Cirurgia

A base do tratamento da doença é, na maioria das vezes, a cirurgia. Se ela puder ser feita antes do cancro se ter propagado para além do seu lugar de origem, o cancro cura-se.

Este fato demonstra a importância do diagnóstico precoce e dos exames imagiológicos.

Foram salvas milhares de vidas, por exemplo, pelo teste Papa Nicolau para diagnosticar o cancro do cérvix.

Antigamente, a cirurgia estava limitada normalmente aos casos em que não se podia encontrar nenhuma evidência de propagação remota (metástases).

Com os progressos da quimioterapia e de outros métodos de tratamento do cancro, no entanto, esta regra é frequentemente quebrada.

Por exemplo, agora é comum intervir em casos seleccionados para retirar tumores secundários do fígado após o primário ter sido removido.

Também, nalguns casos, entendeu-se ser vantajosa a remoção cirúrgica dos tumores primários mesmo sabendo-se que o cancro já se tinha propagado.

Os métodos modernos de imagiologia que podem evidenciar pequenas metástases também ajudaram a mudar as atitudes sobre o assunto.

Radioterapia

A radioterapia faz uso do facto que a radiação ionizadora pode matar as células. A radiação ionizadora suprime a ligação dos átomos com as moléculas químicas e assim os decompõe.

A radiação afecta ambos os tecidos, os neoplásicos e os normais, mas quase todos os cancros são mais sensíveis à radiação do que as células normais.

É esta diferença na sensibilidade que torna a radioterapia possível. A razão para a diferença é que quanto mais activamente a célula se dividir, mais sensível se torna à radiação.

As células cancerígenas dividem-se muito mais frequentemente do que as células normais.

A maior parte dos prejuízos causados pela radiação centra-se no DNA, que é uma molécula de grande dimensão que facilmente se destrói.

Para além disto, protegendo as áreas circundantes, a radiação pode ser dirigida precisamente para o tumor com um mínimo de exposição dos tecidos que não estão cancerosos.

Desta forma, uma dose total de radiação pode ser aplicada com relativa segurança a uma área localizada quando a mesma dose aplicada pela extensão do corpo pode ser fatal.

As doses seleccionadas, a sua duração e a orientação dos raios radioactivos são calculados de forma a causar o máximo de prejuízo ao tumor e o mínimo ao paciente.

As fontes de radiação usadas são máquinas de RX de elevada potência (alta voltagem), aceleradores lineares e isótopos radioactivos, tais como o cobalto-60 e o iodo 131 que emitem raios gama.

O paciente é cuidadosamente protegido com chumbo para que apenas a área do tumor seja irradiada e a dosagem, normalmente, prolonga-se por algumas semanas.

O efeito no paciente geralmente é controlado de várias formas, especialmente verificando a taxa de produção de células do sangue pela medula óssea que é o tecido afectado de forma mais sensível pelas radiações.

Os tumores pequenos e bem localizados (bem delimitados) podem ser tratados de forma eficaz pela aplicação directa de fontes radioactivas dentro ou em volta deles.

Este material radioactivo pode ser introduzido, num tubo, no colo do útero (cérvix) ou pode, por vezes, ser colocado na forma de agulhas de irídio-192 ou de césio-137 dentro do tumor propriamente dito.

Os tumores da pele podem ser tratados pela aplicação de materiais radioactivos directamente sobre eles.

Em muitos casos, a radioterapia moderna é curativa.

Infelizmente, cerca de metade dos pacientes que se tratam pela quimioterapia não é provável que sejam curados, porque a doença já está muito avançada ou propagada.

Mesmo nestes casos, contudo, a radioterapia pode melhorar consideravelmente o estado da pessoa, melhorar os sintomas e prolongar a vida.

Quimioterapia

A quimioterapia é a terceira das principais abordagens terapêuticas.

A maioria dos medicamentos antineoplásicos são medicamentos citotóxicos isto é, medicamentos que destroem rapidamente as células em crescimento mas algumas são hormonas sexuais ou substâncias similares.

Os medicamentos citotóxicos são especialmente úteis no tratamento de algumas formas de leucemia, linfomas e cancros dos testículos e dos ovários.

Frequentemente são usados como uma salvaguarda adicional após uma cirurgia ou em combinação com a radioterapia.

Os medicamentos citotóxicos causam mais danos às células cancerígenas do que às células normais do corpo.

Na maioria dos casos o medicamento é capaz de distinguir as células cancerígenas das outras células pela velocidade com que as células cancerígenas se multiplicam.

As células normais são refreadas na sua capacidade de multiplicação; as células cancerígenas perderam alguma desta restrição.

Os medicamentos citotóxicos são mais activos contra as células que não são refreadas desta forma.

Infelizmente, a capacidade de distinguir entre estes dois tipos não é total e os medicamentos citotóxicos não podem impedir de causar algum dano às células normais.

Consequentemente, eles sempre têm maiores efeitos colaterais (Veja acima Riscos e Complicações).

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One Comment

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  1. e o seguinte meu pai a uns meses foihe diagnosticado um tumor maligno no pulmao direito ja ho retiraram andava a tomar medicasao e bombas para respirar melor mas agora retiraram-he tudo medicasao bombas ele agora tem andado muito mas muito cansado muita azia muita falta de ar ta a emagrecer muito as vezes sentese zonzo e ele nao sofre do estomago nem tem diavetes e a medica dise pa ele nao comer muita coisa por exemplo vatatas arroz favas .so sei dizer que meu pai cada dia que passa esta pior e nao entendo pode me ajudar a explicar se ele estara pior

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