Cão de Fila de São Miguel - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Cão de Fila de São Miguel

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

O Cão de Fila de São Miguel, Açores é um verdadeiro nativo das pastagens da ilha. O blog foi conhecer melhor o espírito desta raça. Aprecie algumas fotos.

Quando num simples passeio pelo verde das pastagens de São Miguel se observa um rebanho, não raras vezes ele é guardado por uma raça de cães que parece fazer parte daquela paisagem.

Às vezes essa camuflagem, reforçada pelas cores do pêlo, quase o torna imperceptível, mas o Cão de Fila de São Miguel lá está, atento ao gado à sua guarda e chama a atenção pelo papel de autoridade que exerce junto do rebanho.

Ninguém sabe ao certo a origem desta raça, mas no século XVI já existiam referências a um cão de fila típico destas paragens, existente na zona da Lagoa das Furnas e já nessa altura com funções idênticas às de hoje.

Mas foram precisos cinco séculos para que este ano de 2007 ficasse marcado pelo reconhecimento internacional deste cão como uma raça com características próprias. Esse reconhecimento, porém, é quase uma formalidade, porque na prática o Cão de Fila de São Miguel já é tratado como uma raça e conhecido em vários países sobretudo na Europa, como a França ou a Finlândia.

Em França existe mesmo um clube dedicado a estes cães. É o país onde se encontram mais exemplares, mesmo assim não tantos como na ilha de São Miguel. Mas os apreciadores da raça espalham-se um pouco por todo o Mundo.

A raça resultou do cruzamento de cães de várias origens, levados com os colonos para a ilha. O tempo e as diferentes gerações de animais encarregaram-se de apurar as características de um animal de médio porte e carácter forte, para além de uma enorme resistência.

É capaz de passar todo o ano ao ar livre, no campo, a cumprir a tarefa que lhe está destinada. É um animal independente, que transmite uma atmosfera de serenidade quando se olha para ele no meio de um campo.

Fátima Cabral é presidente do Clube do Cão de Fila de São Miguel, principal instituição impulsionadora do reconhecimento internacional da raça pela Federação Cinológica Internacional.

Em casa tem animais desta raça e garante que «quem tem um cão de fila nunca mais vai querer um outro cão».

Anualmente são registados cerca de 400 nascimentos de cães de fila no Clube Português de Canicultura. Fátima Cabral aconselha todos os interessados em adquirir um destes animais a contactarem o clube, onde são feitos estes registos. O resto do contacto deve ser feito com os criadores. Cada animal pode custar cerca de 400 euros.

O fila de São Miguel é inteligente, capaz de cumprir diversas tarefas e capaz de, por exemplo, reconhecer as vacas quando ouve o seu nome.

A estatura dos machos varia de 50 a 60 cm de altura e para as fêmeas de 48 a 58 cm. O peso é de 25 a 35 kg para os cães e 20 a 30 kg para as cadelas. São animais de cabeça quadrada, maxilares muito fortes, olhos expressivos castanhos-escuros, tronco e membros fortes e bem musculados.

Há quem diga que fazem lembrar uma hiena, pela forma da cabeça. Uma coisa é certa: possuem um inegável aspecto rústico e estão em casa quando correm pelos campos.

Identificam-se pelo andar ligeiramente bamboleante e pelo olhar atento, sempre alerta. Os pêlos são curtos, lisos e densos.

A cor varia entre o fulvo, o amarelo ou o cinzento, nas tonalidades clara e escura, obrigatoriamente raiados, podendo possuir manchas brancas na região frontal. Por vezes apresentam manchas brancas também no pêlo das patas.

Um das características mais marcantes destes animais é o facto de a cauda lhes ser amputada pela 2ª ou 3ª vértebra, logo desde pequenos.

As orelhas também são cortadas num formado redondo. Apesar da agressividade que lhe é atribuída o Cão de Fila de S. Miguel é um cão de guarda por excelência. Por isso mesmo deverá viver junto do dono a quem obedece cegamente, guardando aquilo que lhe foi confiado.

Fátima Cabral refere que o melhor a fazer é promover, entre os 12 e os 15 meses, a socialização do animal com as pessoas com quem vai contactar no futuro.

Esse processo reforça a fidelidade do animal e garante maior proximidade com as pessoas. Mesmo assim a presidente do clube reafirma que não é um cão perigoso.

Apesar de o reconhecimento internacional definitivo só agora ser uma realidade, os primeiros passos para a identificação e isolamento das características da raça foram dados no início dos anos 80.

Seria porém em 1995 que a Federação Cinológica Internacional reconheceria as características da raça por um período de dez anos. Agora chega a última etapa do seu reconhecimento.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

2 Comentários no Fórum

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  1. Boa tarde,

    Tenho um fila S. Miguel com 2 meses, qual a melhor altura para começar a educar? o que devo fazer para prever situações futuras, constragedoras?

  2. Essa raça se chama Bully Katta

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