Carcinoma da Mama - Prevenção - Fotos Antes e Depois
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Carcinoma da Mama – Prevenção

Carcinoma da Mama – Prevenção.

O carcinoma mamário apresenta maior incidência nas mulheres ocidentais do que nas asiáticas. A investigação nesta área é peremptória, comprovando que os hábitos e estilos de vida influenciam e condicionam o surgimento deste tipo de tumor. Com base nos estudos desenvolvidos sobre o cancro da mama ao longo dos tempos, pode-se afirmar que, em prol da saúde, é necessário actuar sobre os factores de risco de forma a promover estilos de vida saudáveis (Lawson, 2000).

Ao nível da prevenção primária, sugere-se a promoção da amamentação materna, alimentação saudável e exercício físico regular ao longo do ciclo vital, com maior ênfase na juventude, durante a gravidez e na menopausa, evitando excessivo aumento ponderal, aconselhar moderação no consumo de álcool e tabaco e incentivar a mulher para que a primeira gravidez de termo ocorra antes dos 28 anos.

É de extrema importância a adopção de uma alimentação saudável com ingestão adequada de fibras. O consumo de proteínas com moderação, optando por gorduras monosaturadas em vez de polisaturadas. É de referir a importância do uso moderado de alimentos açucarados e de bebidas alcoólicas juntamente com a prática de exercício físico regular.

O diagnóstico precoce do carcinoma da Mama através da mamografia a partir dos 45 anos é a principal medida preventiva porém, o auto-exame da mama também deve ser aconselhado em todas as mulheres, sensibilizando-as, desde muito jovens para a detecção precoce do cancro da mama (Spence:298).

Presentemente, nas mulheres que apresentam uma forte história familiar de neoplasia mamária ou que possuem mutações do gene BRCA1 ou BRCA 2 a mastectomia subcutânea bilateral, a título preventivo é aconselhada e realizada cinco anos antes da idade em que a parente mais jovem desenvolveu cancro da mama.

Esta medida poderá ser uma opção apropriada e a considerar nestas mulheres (Spencer:2001).

A MULHER COM DOENÇA ONCOLÓGICA DA MAMA NUMA PERSPECTIVA PSICOSSOCIAL

O carcinoma mamário é uma doença do foro oncológico, cuja palavra é oriunda do vocábulo grego onkos, cuja significação traduz “volume ou massa” (ABC do corpo humano, 1998 e logus que significa “ciência”. Serrão (1988:86) caracteriza-o como:

“ (…) Uma doença singular, no contexto das doenças humanas. Ele é na sua essência um subproduto de uma capacidade biológica normal, e mais do que é normal, essencial à manutenção da vida, que é a multiplicação das células por divisão ou mitose. (…)”.

Daí a sua singularidade, experiência e especificidade, referida por quem realmente vivencia a situação de doença e convalescença. Esteves (1999:6) refere que um indivíduo com cancro deve ser considerado como um portador de doença crónica, conforme atesta a OMS (1995: 87):

“ (…) Que é percepcionada como uma ameaça na sua vida, pela dificuldade de prever o processo de doença, os efeitos no indivíduo do tratamento, e respectivas repercussões nas actividades de vida e doença, agravadas pelo timing da instituição de tratamento e seus objectivos: curativo, complementar ou paliativo. (…)”.

A medicina preventiva tem proporcionado ao longo dos tempos medidas de carácter preventivo, curativo e de reabilitação com o intuito de combater a doença ou de aprender a viver com ela. Apesar dos avanços terapêuticos e das campanhas de sensibilização, surgem em Portugal 3500 novos casos por ano de neoplasias mamárias (INE 2003).

Esta patologia constitui um motivo especial de preocupação para todas as mulheres quer para aquelas que já passaram pela angústia do diagnóstico, mas sobretudo para aquelas que temem padecer dela, pois as mamas são algo mais do que simples glândulas; elas assumem desde sempre e de um modo subtil um significado e simbologia especial que transcende a estética, pois estão intimamente ligada à imagem íntima, à própria autoestima da mulher, e à sua sexualidade.

A neoplasia mamária é uma doença que afecta profundamente o equilíbrio físico e emocional da mulher, não só por ser considerado por muitas, como uma sentença de morte, mas também por provocar alterações na imagem corporal que causa na maioria das vezes, sentimentos de perda e mutilação. O significado que a perda representa, está intimamente relacionado com a ligação que a pessoa tem com o objecto perdido e pode variar de indivíduo para indivíduo.

Benoit (1988) afirma que a perda pessoal é uma perda vivida por um indivíduo, que pode resultar de uma perda de parte do corpo e pode pôr em risco a integridade pessoal. A perda de uma mama por doença neoplásica envolve dois importantes conceitos que estão inteiramente ligados à alteração da imagem corporal e ao desgosto da perda. Para além de reflectir uma perda física com implicação na sexualidade pode ter subjacente a alteração dos objectivos e planos, a angústia de um encurtamento de vida e de um futuro sofrimento.

Frequentemente, a reacção inicial é de choque, seguindo-se uma fase de negação em que a mulher tende a evitar falar da doença oncológica, da mastectomia e tem dificuldade em interiorizar que está doente. Nesta fase procura negar a doença, as suas consequências os seus próprios receios e sentimentos. A negação parece não ser mais do que uma conservação de energia. Nuland (1993:258) refere que a negação protege e simultaneamente impede e ameniza o impacto da doença, “ (…) o paciente com cancro é comum recusar a evidência dos seus sentidos (…) o clamor do seu desejo de viver afoga os pedidos do seu desejo de saber (…)”.

Numa primeira instância a grande maioria das doentes sente dificuldades em exercer o seu direito de pensar e agir independentemente e de estabelecer o controlo da situação. Bland e Copeland (1994:204) referem-se à negação como uma estratégia utilizada pelas mulheres quando confrontadas com doença oncológica da mama e citam trabalhos de Morris (1985) quando lhes é diagnosticado cancro da mama.

Nunes e Neves (1997:20) identificaram vários tipos de reacções à mastectomia como a apreensão, a rejeição e a negação por parte de algumas dessas mulheres quando confrontadas com a situação.

Bland e Copeland (1994:302) constataram que as mulheres que lutaram positivamente contra a doença, enfrentaram a situação e tentaram encontrar soluções para os seus problemas, recorrem à equipa de saúde da comunidade pois revelaram maior abertura e compreensão para alternativas e possibilidades do que as que manifestaram sinais de inadaptação, quer à doença quer à mastectomia. Estas últimas, sentem-se na grande maioria das vezes incapazes de resolver o problema, desenvolvendo sentimentos de impotência.

Silva (1995:79) refere em relatos do seu estudo sobre mulheres mastectomizadas que há mulheres que após o diagnóstico modificam a maneira de estar face à vida “(…) aprendi a dar mais valor ao meu tempo, às coisas aparentemente insignificantes, e tomei a resolução, de só fazer aquilo de que gosto e me dá prazer(…)”. Elas próprias introduziram mudanças radicais nas suas vidas, tal qual revela este excerto “ (…) Nasci de novo, muito mais solidária e humana (…)”. (Melo 1998:95).

Para Lauver e Tak (1995), as mulheres que eram mais optimistas demonstravam menores níveis de tensão emocional quando confrontadas com a doença e tratamento, estando em consonância com os resultados de outras pesquisas que evidenciam o optimismo como mediador de estratégias de coping. Referem ainda que o facto das mulheres regressarem ao trabalho/actividade laboral, as ajudou, contribuindo este para vencer medos.

Também os profissionais de saúde, cônjuge/família ou pessoas significativas e outros intervenientes como, por exemplo, grupos de auto-ajuda, podem-na ajudar a aceitar a doença, os tratamentos e as suas consequências. Le Castro et al (1998) reforçaram a importância dos grupos de auto-ajuda no processo de aceitação da doença e dos
tratamentos.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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