Carlos Cruz

Carlos Pereira Cruz, nasceu em Parceiros de Igreja, Torres Novas, a 24 de Março de 1942. Com apenas 4 anos de idade partiu com a sua família para Angola, permanecendo lá durante a sua infância e parte da sua adolescência. Aos 14 anos de idade entrou para o mundo da rádio pela mão de Rui Romano. Ainda em solo angolano, especializou-se nos relatos desportivos e na promoção de programas voltados para o desporto. Desempenhou estas funções na Emissora Católica de Angola e no Rádio Clube de Angola. Com 17 anos de idade, voltou para Portugal, mas não perdeu o gosto pela comunicação.

Carlos Cruz Antes e Depois

Já em Portugal e com 18 anos, integrou os quadros da Emissora Nacional, onde permaneceu dois anos. Em 1962, deu o salto para a televisão, iniciando funções no TV Motor e depois no Tele Desporto. Apesar da sua ingressão no mundo da televisão, não abandonou de todo a rádio, continuando a apresentar regularmente programas. Em 1968, na Rádio Renascença, deu a sua voz pelo programa PBX.

Um ano depois, surge o primeiro grande marco televisivo na sua carreira, juntamente com Raul Solnado e Fialho Gouveia, compôs as estrelas de Zip-Zip. O programa consistia numa espécie de talk show, gravado no Teatro Villaret, com a presença do público. Com Portugal, ainda em pleno regime, um agente da PIDE assistia sempre às gravações, para que posteriormente se discutisse que conteúdos poderiam ser transmitidos. O programa durou apenas 6 meses mas deixou uma marca na televisão portuguesa, pelo seu pioneirismo e por ter de alguma forma confrontado o regime em vigor no país.

Na mesma altura, Carlos Cruz apresentava na rádio a rubrica Tempo Zip. Mais tarde, fundou o Serviço de Noticiários, na Rádio Renascença. Ainda na década de 70, tornou-se diretor de programas na RTP1. Foi dele, a decisão de comprar os direitos para transmissão em Portugal, da telenovela brasileira Gabriela, Cravo e Canela, que se tornaria um esmagador sucesso.

Já nos anos 80, o trio do Zip-Zip voltaria a juntar-se no programa E o Resto São Cantigas, um programa de humor, que mantinha a música ligeira portuguesa como um dos pratos fortes. Em 1981, também apresentou o programa Pão Com Manteiga.

Em 1982, experimentou a imprensa escrita, tendo dirigido a revista Mais. A essa função acumulou a apresentação do programa Duplex, na Rádio Comercial. Em 1984, começou a apresentar o programa 1, 2, 3. Este programa, foi na verdade a adaptação de um original espanhol, e tornaria-se um enorme sucesso em Portugal. Ainda durante este ano fez uma incursão pela indústria cinematográfica, ao participar no filme Vidas, realizado por António da Cunha Telles.

Em 1986, apresentou a Quinta do Dois, trazendo para a televisão a envolvência do ambiente da rádio. Já no final da década de 80, Carlos Cruz envolveu na produção do musical Enfim Sós, onde brilhavam nomes de cantoras como Dulce Pontes e Dora.

Em 1990, Carlos Cruz fundou a sua própria produtora, a CCA – Carlos Cruz Audiovisual, Lda e em pouco tempo seria o responsável pela produção de mais de uma dezena de programas semanais para a RTP1, entre os quais podemos referir: O Preço Certo, A Roda da Sorte ou Isto… Só Vídeo. Foi durante esta década, que ganhou o epíteto de “Senhor Televisão”.
Para além da coordenação da sua produtora, continuou a aparecer em frente às câmaras, nos programas Carlos Cruz Quarta-Feira, Zona+ e ao virar de milénio de Quem Quer Ser Milionário, que também se iria revelar um verdadeiro campeão de audiências.

Nesta década de intensa atividade, ainda conseguiu ser Diretor de Antena da TVI, durante alguns meses, corria o ano de 1996. Entre 2000 e 2003, mudou-se para a televisão privada SIC, onde assumiu a apresentação de vários programas: A Linha da Sorte, Noites Marcianas e A Febre do Dinheiro. Curiosamente, o último programa que apresentou, antes do surgimento do escândalo da Casa Pia, intitulava-se Escândalos e Boatos.

Fora do mundo a televisão e do espetáculo, é obrigatória realçar o cargo de Conselheiro de Imprensa da Missão Portuguesa, nas Nações Unidas, que Carlos Cruz ocupou entre 1975 e 1979. Foi ainda o presidente da Comissão Executiva da Candidatura Portuguesa ao Campeonato Europeu de Futebol de 2004, que conseguiria trazer para Portugal, o tão aguardado evento.

Em 2002, foi agraciado por Jorge Sampaio, com o Grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (GOIH). O percurso profissional de Carlos Cruz foi abruptamente interrompido em 2003, com o surgimento do escândalo Casa Pia. No âmbito deste processo, Carlos Cruz foi acusado de estar envolvido em atividades pedófilas. Foi detido em 1 de Fevereiro de 2003 e manteve-se na cadeia até 4 de Maio de 2004, quando passou para prisão domiciliária. O chamado processo Casa Pia, tornou-se o caso judicial mais mediático da justiça portuguesa e tem-se arrastado no tempo.

Carlos Cruz tem defendido sempre a sua inocência, e a defesa da sua reputação tornou-se o seu principal objetivo. Com o objetivo de tornar pública a sua opinião e dar a conhecer a sua versão dos acontecimentos, o ex-apresentar tem dedicado o seu tempo ao site que criou para sustentar a sua opinião.

Já em 2011, foi anunciado a separação de Carlos Cruz e de Raquel Cruz. O casal encontrava-se junto há 11 anos, tendo se conhecido durante um casting para o programa 1,2,3. O desgaste provocado pelo processo Casa Pia, foram um dos fatores apontados por Raquel Cruz, para o fim da relação. Em 2011, foi ventilada a hipótese de voltar às televisões, num novo canal de cabo.

A estação seria a House TV, um canal vocacionado para o setor imobiliário, que convidou Carlos Cruz para a apresentação de um programa de ginástica em casa, intitulado “Desporto no Sofá”. Contudo, já depois do canal ter sido autorizado pela Entidade Reguladora para a Comunicação, o mesmo parece ter chegado a um impasse financeiro, não se encontrando ainda em funcionamento.

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Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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