Cirurgia bariátrica diminui o risco de diabetes tipo 2

É agora possível, através de uma cirurgia bariátrica, diminuir até quatro vezes o risco de diabetes de tipo 2.

Fotos Antes e depois da cirurgia bariátrica

Cirurgia bariatrica antes e depois

Esta descoberta revolucionária resulta de um estudo que acompanhou 3.000 pacientes durante 15 anos, possibilitando assim que hoje se afirme, com base factual, que esta cirurgia pode, realmente, revelar-se de grande eficácia na prevenção de uma das doenças mais fatais dos nossos tempos.

O estudo foi efectuado na Suécia, e funciona agora como evidência de que este é, sem qualquer dúvida, o procedimento cirúrgico mais eficaz no combate à diabetes de tipo 2.

A descoberta foi publicada no jornal The New England Journal of Medicine, e confirma as conclusões que já haviam sido tiradas no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, durante um trabalho coordenado pelo cirurgião Ricardo Cohen.

Neste estudo Brasileiro, foram envolvidos diversos pacientes obesos, que já apresentavam diabetes de tipo 2. Após a cirurgia bariátrica, foi possível controlar a diabetes em 99% dos pacientes no prazo de um ano após a cirurgia.

No entanto, foi necessário que estudos internacionais apresentassem os mesmos resultados para que conclusões definitivas pudessem ter sido retiradas, o que é bastante comum na comunidade cientifica.

Desta vez, o estudo foi efectuado pela Universidade de Gotemburgo, e para além de confirmar os resultados já obtidos pela equipa Brasileira, ainda mostrou que esta cirurgia poderá exercer um efeito de carácter preventivo, diminuindo eficazmente as probabilidades de desenvolvimento da doença.

O estudo envolveu pacientes que não se submeteram à cirurgia, e pacientes que passaram pela mesma. Ao longo de 15 anos, o número de pessoas submetidas à cirurgia que desenvolveram diabetes foi de 1 caso para 150.

Já no grupo que não passou pelo procedimento cirúrgico, a incidência da diabetes foi de 1 caso para cada 35 pessoas, o que constitui evidência suficiente para confirmar o impacto que esta cirurgia pode exercer na prevenção da diabetes.

Ao contrário do que muitos acreditavam, esta pesquisa também demonstrou que a melhor forma de determinar o risco de diabetes de um paciente antes da cirurgia é através da medição dos níveis de açúcar no sangue, e não através da medição do Índice de Massa Corporal.

Há muito que se encara o Índice de Massa Corporal como um forte indicador do potencial de um paciente para o desenvolvimento de diabetes, mas segundo as conclusões retiradas pelos estudos, esse não é um método verdadeiramente fiável, e falha em apresentar a informação pertinente que seria de se esperar.

Recomendações antigas afirmavam que a cirurgia bariátrica deveria ser realizada em pacientes com um Índice de Massa Corporal acima de 40.

No entanto, hoje é possível afirmar com segurança que esta cirurgia pode, também, surtir resultados bastante benéficos para pacientes que apresentem um IMC entre os 30 e os 35.

Este procedimento, para além de contribuir para a perda de peso, também pode revelar-se particularmente útil no tratamento de problemas como doenças coronárias e apneia do sono. Estudos continuam a ser efectuados como forma de confirmação do potencial da cirurgia para prevenir também outras doenças crónicas.

Apesar dos resultados obtidos por este estudo, existem ainda muitos especialistas que acreditam que mais pesquisas do mesmo género deverão continuar a ser efectuadas antes de se poder tirar uma conclusão definitiva.

Danny Jobs, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Duke, referiu-se ainda aos resultados da pesquisa como sendo “provocativos e animadores”, mas também altamente impraticáveis, na medida em que poucas são as probabilidades de se conseguir vir a efectuar cirurgias bariátricas em todos os milhões de adultos obesos existentes em todo o mundo.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 5:28 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)