Colicas no bebe - Como Aliviar as Colicas nos bebes
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Colicas no bebe

Atualizado em 13 Janeiro 2018

Colicas no Bebe 

O termo cólica tipifica um conjunto de sintomas, em vez de uma causa especifica. As colicas constituem interconcorrencias frequentes, que afectam entre 20 e 25% dos bebés, durante os primeiros meses de vida. Todos os bebés choram, mas se o choro se prolonga por mais de 3 horas diárias e 3 a 4 dias por semana, surgindo de forma súbita e intensa, poderá estar com cólicas. Em geral, as cólicas surgem depois da segunda semana de vida, agravam-se entre a 6ª e 7ª semanas e costumam prolongar-se até ao 4º mês.

A maior parte das vezes, as cólicas manifestam-se através de ataques de choro espontâneo, forte, muito intenso e “em crescendo”, quase sempre à mesma hora, com maior incidência ao final da tarde. O bebé fica ruborizado e tem tendência a flectir as pernas sobre o abdómen, o que por vezes, faz com que se liberte algum gás, levando a que haja pausas no choro, devido ao alívio temporário das dores.
Durante os períodos de crise, o bebé pode apresentar dificuldade em mamar e em dormir. Geralmente, fica muito irritado, provocando situações de grande stress, frustração e impotência nos pais e familiares mais próximos.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DAS CÓLICAS DO LACTANTE
A etiologia das cólicas é muito diversa, mas resulta, em grande parte, dos seguintes factores:
– Imaturidade enzimática e digestiva do lactente;
– Reacções alérgicas;
– pH gástrico muito ácido e refluxo;
– Produção de gás, derivada da digestão dos alimentos;
– Ingestão de ar durante as mamadas ou o choro;
– Estimulação excessiva;
– Stress: a criança e a mãe experimentam uma nova rotina de vida e ficam, por isso, altamente sensíveis e exaustos no final do dia. A cólica pode ser apenas expressão desse cansaç0.

ALGUMAS DICAS
– Evite o uso de álcool e tabaco e modere o consumo de café e de chá (preto ou verde), enquanto estiver a amamentar: as cólicas podem tornar-se mais intensas.
– Respeite os horários das mamadas: dar o peito ou o biberão para acalmá-lo pode piorar a situação, devido à formação de mais gás.
– Tente não se enervar com as cólicas: a sua ansiedade e insegurança são sentidas pelo bebé, que reage com mais cólicas.
– Lembre-se da importância da amamentação e do contacto físico com seu bebé. Eles são essenciais neste período de adaptação e de desenvolvimento.
– Para acalmar, o bebé utilize a massagem, o colo e a música suave. Essas medidas induzem uma sensação de relaxamento e bem-estar e
podem ajudá-lo a libertar-se da cólica.

CÓLICAS DEVIDO Á INTOLERÂNCIA TRANSITÓRIA À LACTOSE
Como mencionámos anteriormente, a origem das cólicas pode ser muito diversa e, por isso não existe um tratamento único para todos os tipos de cólicas. Uma das causas mais frequentes parece ser a imaturidade enzimática com que muitos bebés nascem, relacionada com a digestão do principal hidrato de carbono (açúcar) presente em todos os tipos de leites: a lactose.
A lactose é um dissacarídeo composto por glicose e galactose. O organismo humano não consegue absorver dissacarídeos e, por isso a lactose tem de ser hidrolisada através de uma enzima chamada lactase, resultando dessa hidrólise os monossacarídeos glicose e galactose.

A lactase é fundamentalmente produzida nas vilosidades existentes na barreira intestinal. Esta barreira vai-se desenvolvendo à medida que o lactente se alimenta, cresce e se desenvolve. Durante os primeiros meses de vida, esta barreira é muito fina e imatura, levando a que, muitas vezes, não haja produção suficiente de lactase para digerir toda a lactose que o bebé necessita ingerir. Quando isto acontece, a lactose não é hidrolisada e, como não pode ser absorvida intacta, vai fermentar, dando origem a diversas substâncias voláteis que podem provocar ou agravar as cólicas. A lactose contribui, normalmente, com cerca de 40% do total da energia ingerida pelo lactente com alimentação exclusivamente láctea. Por isso se a falta de lactase prejudicar gravemente a digestão da lactose, pode verificar-se um aporte energético inferior às necessidades, com eventuais consequências no crescimento e no desenvolvimento do lactente. A intolerância transitória à lactose é bastante frequente durante os 3-4 primeiros meses de vida. É justamente nesta fase da vida que se verifica maior prevalência e intensidade das cólicas infantis.

SUPLEMENTAÇÃO COM LACTASE
Se na origem da cólica estiver a falta da enzima lactase podemos administrar esta enzima antes de cada mamada ou toma de biberão, de forma a colmatar a deficiente produção endógena. Administrada na altura certa e nas doses recomendadas, parece ser um método seguro, fácil e bastante pratico de aliviar ou mesmo terminar com as cólicas, sobretudo as que tenham origem na imaturidade enzimática do lactente. Utilizada com grande sucesso em diversos países europeus, nomeadamente na Inglaterra, está disponível no mercado nacional há cerca de 1 ano.

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