Como Prevenir e Controlar a Rubéola - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Como Prevenir e Controlar a Rubéola

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Como Prevenir e Controlar a Rubéola.

Antes de um casal decidir ter um filho é conveniente que a futura mãe recorra a uma consulta pré-concepcional, onde serão pedidas análises para verificar, entre outras questões, se está ou não imunizada contra a rubéo-la. A pesquisa de anticorpos indicará susceptibilidade (quando se verifica ausência de anticorpos) ou imunidade (quando se verifica presença de anticorpos).

No caso de a resposta ser a susceptibilidade, a mulher deve ser vacinada antes de engravidar, porque, embora a vacina seja o melhor método preventivo da doença – originando a produção de anticorpos em 95 por cento dos casos -, pode também infectar a placenta, produzindo artralgias e artrites. Por isso a vacina não deve ser administrada a uma mulher grávida ou a uma mulher que possa engravidar no prazo dos três meses que se seguem à vacinação, até porque nesses casos não se garante a imunidade à doença.

Como todos os cuidados são poucos e o vírus da rubéola é altamente contagioso parece sensato que todas as mulheres grávidas sejam submetidas a um teste sorológico para a rubéola e, caso este indique susceptibilidade, elas devem receber a vacina imediatamente após o parto. Nos casos de mulheres em início de gestação adoecerem com rubéola em estado exantemático, ou seja, com a aparição de alterações na pele e com o diagnóstico clínico de rubéola confirmado laboratorialmente, deve ser proposta a interrupção da gravidez, sob pena da criança nascer com graves anomalias.

Nas crianças

A vacina também pode produzir febres episódicas breves, mas sem quaisquer efeitos secundários. Crianças vacinadas não conta-giam nem transmitem o vírus nos contactos em casa. Inversamente, crianças não imunizadas podem transportar o vírus selvagem para casa e disseminá-lo nos contactos familiares susceptíveis.

Ao longo do século xx, as epidemias de rubéola ocorreram de seis em seis ou de nove em nove anos, e quase sempre no Inverno ou na Primavera, afectando sobretudo crianças em idade escolar. Sabe-se que, num surto de 1964, mais de 20 000 crianças nasceram com graves manifestações de rubéola congénita. Depois de introduzida a vacina e desde que a sua aplicação passou a ser corrente e obrigatória em crianças em idades compreendidas entre um e doze anos e em adolescentes e mulheres em idade fértil, o número de casos da doença diminuiu.

Frequência da infecção do feto e possibilidades de adquirir rubéola congénita

Infecção da mãe  Frequência de infecção do feto Frequência de rubéola congénita
10 dias antes da concepção1ª – 7ª semana de gestação

8ª – 12ª semana de gestação

13ª – 17ª semana de gestação

17ª – 26ª semana de gestação

27ª – 38ª semana de gestação

= 3,5%70 – 90%

70 – 90%

54%

20%

< 35%

= 3,5%56%

25%

16 – 10%

<35%

4 perguntas a… Luísa Martins Ginecologista/Obstetra

Como é que a vacina contra a rubéola actua?
Provoca uma resposta do organismo, traduzida pela produção de anticorpos, pelo que, no caso de a mulher estar em contacto com o vírus, não existe possibilidade de ficar com a doença, na medida em que os anticorpos que foram estimulados pela vacinação o impedem.

O efeito preventivo da vacina da rubéola tem 100 por cento de eficácia?
Há mulheres que são vacinadas e que não respondem à vacina, mas o número é baixo. O mais importante é que as mulheres vacinadas façam um controlo pós-vacina para verificar se estão ou não imunes e evitar problemas durante a gravidez.

Uma mulher que levou a vacina em criança necessita de levar um reforço da mesma antes de engravidar?
Antes da mulher engravidar deve fazer análises que permitam verificar se está ou não imune à doença. A maior parte das pessoas vacinadas em criança, ou que já tiveram a doença, à partida estão imunizadas, mas em todo o caso convém sempre testar. O eventual reforço só é necessário quando existem susceptibilidades por parte da mulher de apanhar a doença.

As manifestações da rubéola nas mulheres são iguais às que ocorrem nas crianças?
Nem sempre. O que geralmente acontece é que só metade das mulheres com rubéola têm manifestações externas (o exantema, as adenopatias, etc.). Muitas vezes a mulher tem febre e sente alguma impressão no pescoço, mas isto acaba por passar sem problemas de maior e a mulher esteve com rubéola e nem se apercebeu disso.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

Participe no Forum. Deixe a Sua Dúvida ou Comentário

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *