Como se comemora o Natal em Portugal e no Mundo – Tradições

Saiba como se comemora o Natal em algumas regiões do nosso País e também como são as tradições noutras partes do mundo. Descubra ainda o significado dos símbolos que se utilizam nesta quadra.

Do Algarve a Trás-os-Montes, de Portugal aos confins do mundo, o Natal é a data mais importante do calendário cristão. Há tradições que se cumprem todos os anos – é a essência do espírito natalício – embora os rituais da festa assumam diferentes formas, mesmo no nosso pequeno país.

Em Trás-os-Montes, festeja-se a Festa dos Rapazes. Começa logo de madrugada, com o gaiteiro a acordar toda a gente com a sua gaita-de-foles. Seguem-se os caretos, criaturas ornadas com chocalhos, fitas e máscaras diabólicas. Invadem as casas e “roubam” carnes de fumeiro, figos secos e pão. Mas a “maldade” é por uma boa causa: no fim do saque, toda a aldeia se junta em volta de uma mesa para saborear as iguarias.

Viajando de norte para sul, o Algarve destaca-se pelo serrenho. É um presépio armado em escadaria, com o menino Jesus em pé no alto, rodeado de searinhas. Semeadas a 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, nascem de grãos de trigo, milho, centeio ou alpista germinados em pires. Quanto à gastronomia, aqui o bacalhau não faz parte da ementa tradicional de Natal. O almoço é galinha de cabidela com batatas, galinha cerejada, carne de porco frita, com amêijoas e berbigões, ou pescada inteira cozida.

Também nas ilhas, a tradição ainda é o que era. Na Madeira, a festa começa logo no dia 16 de Dezembro, com as missas do parto, ou novenas de Ó, celebradas todas as madrugadas até ao dia 23, data em que se realiza a missa de alva ou da Galinha. No almoço de Natal, come-se carne de vinha-d’alhos, leitão assado e peru. É, de facto, à mesa que esta quadra assume as suas formas mais variadas.

Nos Açores, as sobremesas variam de ilha para ilha: arroz-doce e bolo de frutas, nas Flores; massa sovada e os biscoitos de orelha e de aguardente, em Santa Maria; suspiros, rosquilhas de aguardente e figos passados em São Jorge. Tudo regado com licores de tangerina e anis.

Como se comemora o Natal no Mundo

Onde há cristãos, há Natal. Mas a comemoração também varia de país para país, de acordo com os costumes e tradições de cada povo. Em Itália (tal como em Espanha), é preciso esperar até ao dia 6 de Janeiro para se abrir as prendas. A lenda diz que os três Reis Magos, a caminho de Belém, pediram comida e abrigo a uma velha senhora. Esta negou-lhes ajuda, mas arrependeu-se. Tarde demais: os reis já estavam muito longe. Segundo reza a tradição, a velha senhora – conhecida como Befana – ainda vagueia pelo mundo, distribuindo presentes aos meninos e meninas que se portaram bem.

E há países da Europa onde as comemorações de Natal começam cedo. Na Bélgica, por exemplo, arrancam a 4 de Dezembro – é o dia em que as crianças escrevem as cartas a São Nicolau. Dois dias depois, o Pai Natal coloca os presentes em cestinhos que os meninos deixam à porta de casa. Na Alemanha o ritual católico diz que, quatro domingos antes do Natal, as famílias devem juntar-se para construir uma Coroa de Advento, formada por quatro velas. Depois, em cada domingo, é acesa uma.

Na Austrália, o Natal é no Verão. Não é por isso de admirar que, ao invés das festas à lareira, os australianos prefiram comemorar a quadra com um piquenique no campo ou na praia. Nos países asiáticos, apesar da fraca expressividade do cristianismo, também se festeja o Natal. Na Índia, as bananeiras e as folhas de manga são os principais elementos decorativos.

Na Etiópia, existe uma das tradições natalícias mais originais: o ko-lee, um jogo tradicional parecido com o hóquei. As crianças recolhem gravetos secos, que descascam e cobrem com óleo para não quebrarem. Junte-se uma bola de madeira e está tudo a postos para começar a jogar. O ko-lee serve para homenagear os pastores que, segundo reza a lenda, participavam neste jogo na noite em que Jesus nasceu.

Símbolos natalícios

Alguns símbolos natalícios são fáceis de entender, como a recriação do nascimento de Jesus sob a forma de presépio. Mas já imaginou como nasceu o hábito de comer frutos secos durante esta quadra? Descubra a origem e significado de algumas tradições.

Meias nas chaminés – pensa-se que o hábito de pendurar as meias na chaminé teve origem na cidade de Amsterdão. Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de três raparigas que não se podiam casar porque eram muito pobres. Durante a noite, atirou moedas de ouro pela chaminé, que foram cair dentro das meias que estavam a secar.

Azevinho – surge ligado à tradição cristã como a planta que permitiu esconder Jesus dos soldados de Herodes. Por isso, foi-lhe concebido o privilégio de conservar as folhas sempre verdes, mesmo durante o Inverno.

Missa do Galo – também conhecida por Missa da Meia-noite, celebra-se em honra da presumível hora de nascimento de Jesus. Em alguns países é chamada Missa do Galo porque, segundo reza a lenda, a única vez que um galo cantou à meia-noite foi no Natal.

Coroa de Natal – é costume pendurar no lado de fora da porta uma coroa durante a quadra natalícia. Mais popular nos Estados Unidos, esta tradição espalhou-se por todo o mundo. Para os romanos, a oferta de um ramo significava “voto de saúde”. Hoje, as coroas são quase sempre compradas, mas, para seguir a tradição romana, só deveríamos pendurar as que foram oferecidas.

Frutos secos – a grande variedade de frutos secos que colocamos na mesa no Natal é mais do que um simples alimento. É um antigo costume romano, um presente habitual durante celebrações. Cada tipo de fruto seco tinha um significado especial. As avelãs evitavam a fome; as nozes relacionavam-se com a abundância; as amêndoas protegiam dos efeitos da bebida (muito útil nesta época de excessos…).

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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