Consequências do traumatismo craniano

Publicado por Equipe Editorial a 13 de maio de 2015 - Atualizado em 24 outubro 2018

O crânio, conjunto de ossos duros e espessos, têm como função proteger a massa encefálica que constitui o cérebro. Contudo, e mesmo apesar da existência desta armadura óssea, isso não significa que o cérebro não esteja exposto à ocorrência de lesões resultantes de pancadas na cabeça.

foto de traumatismo craniano

Sabia que o traumatismo craniano é responsável por mais incapacidades ou mortes em pessoas abaixo dos 50 anos, do que qualquer outra lesão no cérebro? As consequências de um traumatismo craniano podem assim ser bastante graves. Neste artigo poderá saber mais sobre o que é um traumatismo craniano, os seus sintomas, consequências e tratamento.

O que é um traumatismo craniano?

Um traumatismo craniano é uma lesão no cérebro causada por uma pancada na zona da cabeça. Esta pancada pode surgir quando algo bate na cabeça, provocando uma aceleração rápida, ou então, quando a cabeça está em movimento e bate em algo, causando uma desaceleração repentina. Mesmo que a pancada não provoque uma ferida que penetre dentro do crânio, ela pode deixar lesões no cérebro.

Estas podem ocorrer na zona do impacto, ou então, no polo oposto. As causas mais frequentes de traumatismo craniano são atropelamentos, quedas, acidentes de carro, ou então, choques resultantes da prática desportiva, como por exemplo no futebol.

Dependendo da sua força, intensidade, tipo de pancada, etc, um traumatismo craniano pode ter diferentes níveis de gravidade. A mais leve, considerada inofensiva, é a concussão. Neste tipo de traumatismo craniano, as funções cerebrais afetadas retomam o seu funcionamento normal ao fim de perto de 4 dias.

Na sua forma moderada, um traumatismo craniano origina que a vítima fique inconsciente durante 15 ou mais minutos, sendo que quanto maior for esse período, maiores são os riscos de danos mentais e físicos. Neste tipo de traumatismo craniano podem surgir paralisias, que geralmente desaparecem ao fim de algumas semanas. Contudo, alguns problemas como dores de cabeça, tonturas ou dificuldades de concentração podem durar muito mais tempo.

Num traumatismo craniano grave as vítimas ficam inconscientes durante uma ou mais horas, tendo geralmente consequências neurológicas grandes. O traumatismo craniano pode dar origem a paralisias, convulsões, e até mesmo, a alterações de personalidade, sendo na maioria das vezes danos irreparáveis. Nas situações mais extremas, um traumatismo craniano pode levar a vítima a um estado vegetativo (coma) ou mesmo à morte.

Sintomas do traumatismo craniano

O traumatismo craniano pode provocar o surgimento de várias manifestações. Assim, os sintomas de um traumatismo craniano incluem:

  • alterações na audição e na visão;
  • dificuldades em falar;
  • redução da força muscular;
  • dores de cabeça muito fortes;
  • perda de memória;
  • hemorragias (ouvidos, nariz, boca ou cabeça);
  • sonolência;
  • desmaios e perda de consciência;
  • na sua forma mais grave, coma.

Muitas vezes, até surgirem, os sintomas de um traumatismo craniano podem demorar até 24 horas. Assim, após uma pancada forte na cabeça, qualquer indivíduo, mesmo que não sinta qualquer sintoma, deve ser visto nesse período de tempo por um médico.

As consequências do traumatismo craniano podem variar bastante, dependendo da gravidade da lesão. Como tal, é essencial ter o cuidado de se dirigir a um hospital caso dê uma pancada forte na cabeça, de modo a ser devidamente acompanhado. Confira de seguida as várias consequências do traumatismo craniano.

Consequências do traumatismo craniano

Como referimos em cima, a gravidade de um traumatismo craniano difere muito, podendo ir desde uma simples concussão, até algo bem mais grave, com um desfecho trágico. Assim, as consequências do traumatismo craniano podem variar desde a recuperação total, até uma situação de coma ou mesmo morte. Conheça de seguida as várias possíveis consequências do traumatismo craniano:

  • mudanças no padrão comportamental;
  • convulsões;
  • deficiência mental;
  • epilepsia;
  • perda da capacidade de andar;
  • perda de movimento nalgum membro do corpo;
  • perda da memória;
  • dificuldade em falar;
  • amnésia;
  • perda da visão;
  • coma;
  • morte.

A gravidade das consequências de um traumatismo craniano depende de vários fatores. Assim, a extensão da lesão cerebral, o local afetado, a idade da vítima, etc., são fatores que vão influenciar bastante a gravidade da ocorrência de um traumatismo craniano.

Por exemplo, enquanto algumas funções cerebrais são desempenhadas em vários locais do cérebro, e assim, se alguma delas for afetada, as outras continuam a dar continuidade, outras assumem na íntegra uma determinada função. Assim, funções como o controlo motor, a visão ou a fala são desempenhadas por locais específicos do cérebro, e se gravemente afetadas, podem dar origem a uma perda total e permanente dessa função.

Enquanto no primeiro caso, o traumatismo craniano teria uma recuperação parcial, já na segunda isso não ocorreria. Além disso, a idade pesa também bastante, já que um cérebro jovem possui uma maior capacidade de passar funções de área para área, coisa que um cérebro adulto ou idoso já não consegue fazer.

Nos casos mais graves, as consequências do traumatismo craniano podem levar a um estado vegetativo crónico, caracterizado por um estado muito prologado de inconsciência total, resultado da destruição de áreas do cérebro que controlam as funções mais específicas. Contudo, a região do tronco cerebral e do tálamo, responsáveis pelo ciclo do sono, respiração, frequência cardíaca e a temperatura corporal, fica salvaguardada.

Dessa forma, mesmo que este estado se prolongue por vários meses, tornando extremamente improvável a retoma da consciência, caso receba a assistência devida, a vítima pode viver muitos anos nesta situação.

Tratamento para traumatismo craniano

Dependendo da gravidade do traumatismo craniano, o tratamento pode ir desde a simples observação hospitalar até hospitalização prolongada. Assim, e como os sintomas podem surgir até 24 horas depois da pancada, os pacientes com concussões simples deve permanecer durante esse período sob observação hospitalar.

Nos casos mais graves, para uma recuperação total e parcial são necessários geralmente cuidados prolongados. Estes incluem internamento, administração de medicamentos analgésicos e diuréticos, cuidados com o posicionamento no leito hospitalar, e nalguns casos, mesmo a realização de cirurgias à cabeça e à face.