Controlar Asma - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Controlar Asma

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Infelizmente, a maioria dos asmáticos tem ainda a sua asma não controlada, o que acarreta sofrimento, diminuição da qualidade de vida e, não menos importante, custos significativos.
A asma, que afecta cerca de um milhão de portugueses, é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas caracterizada por episódios recorrentes de obstrução generalizada dessas mesmas vias aéreas, que se traduzem por tosse, pieira ou dispneia.

O objectivo do tratamento da asma é atingir e manter o controlo da doença, permitindo que os doentes possam ter uma qualidade de vida normal. É óbvio que frequentemente este controlo só é atingido à custa da utilização continutada de um ou mais tipos de medicamentos.

Contudo, o perfil de segurança da maior parte dos fármacos para o controlo da asma é francamente bom e, por isso, há que apostar a fundo na educação do asmático, explicando-lhe claramente os objectivos, os possíveis riscos e benefícios, a curto e a longo prazo, desses tratamentos.

A este respeito, têm sido desenvolvidos vários guidelines terapêuticos por organizações internacionais, de que é exemplo o GINA (Global Initiative for Asthma) proposto pela Organização Mundial de Saúde, para se tentar pôr em prática as melhores estratégias de tratamento a fim de se conseguir um bom controlo da doença.

No entanto, apesar de dispormos de fármacos muito eficazes e seguros, cuja utilização está bem definida por várias regras, é um facto que vários estudos que analisaram grandes amostras populacionais de doentes asmáticos, mostram sistematicamente que apenas uma pequena percentagem destes doentes é que está efectivamente controlada.

Este facto tem as suas raízes, em grande parte, na dificuldade que os doentes têm de interiorizar a necessidade de efectuarem uma terapêutica diária a longo prazo e não apenas os broncodilatadores de acção rápida, que são fármacos que proporcionam um alívio rápido mas que não tratam a doença nem promovem o seu controlo, antes pelo contrário, o uso frequente de broncodilatadores, sem que se utilizem os fármacos de controlo, está associado a uma pioria progressiva da asma.

Infelizmente, a maioria dos asmáticos tem ainda a sua asma não controlada, o que acarreta sofrimento, diminuição da qualidade de vida e, não menos importante, custos significativos. Porque se os medicamentos para o tratamento da asma são caros, vários trabalhos mostram que o não controlo da asma é significativamente mais caro, quer em custos directos quer sobretudo em custos indirectos (por exemplo, por absentismo laboral ou baixa de produtividade).

Num estudo em sete países europeus demonstrou-se que um asmático controlado custa aos serviços de saúde cerca de 250-300 € por ano, enquanto que um não controlado custa 650-750 € e um asmático com mau controlo custa mais de 1600 € por ano.

Em Portugal, em um rastreio efectuado em 2006 a mais de 5500 asmáticos, que se deslocaram a uma farmácia para comprar medicamentos para a asma, 60% estavam não controlados e cerca de 32% tinham mau controlo, valores que apontam a necessidade de uma sistemática avaliação e implementação do controlo, para se tentar reduzir custos e contribuir para umaa melhor qualidade de vida.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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