Crianças que sobrevivem ao cancro têm maior risco de ter doenças cardíacas - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Crianças que sobrevivem ao cancro têm maior risco de ter doenças cardíacas

Crianças que sobrevivem ao cancro têm maior risco de ter doenças cardíacas

Indivíduos que sobreviveram ao cancro na infância e adolescência têm uma maior probabilidade de vir a sofrer várias complicações cardíacas associadas à terapêutica a que foram submetidos. Esta é a conclusão geral de um estudo publicado na edição de 8 de Dezembro do British Medical Journal.

Daniel Mulrooney e colegas, da Universidade do Minnesota (EUA), compararam os dados de 14 358 sobreviventes do cancro durante cinco anos com irmãos de 3 899 sobreviventes da mesma doença. Os primeiros foram diagnosticados entre 1970 e 1986, antes dos 21 anos, e tinham um dos seguintes tipos de cancro: leucemia, tumor cerebral, linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, cancro renal, neuroblastoma, sarcoma dos tecidos moles ou cancro ósseo.

Verificou-se que os que sobreviveram ao cancro tiveram uma maior propensão para desenvolver insuficiência cardíaca congestiva, enfarte do miocárdio, doença pericárdica ou anomalias valvulares. Os investigadores constataram ainda que a exposição a 250 mg/m2 ou mais de antraciclinas aumentou em duas ou cinco vezes o risco relativo de insuficiência cardíaca congestiva, doença pericárdica e anomalias valvulares em comparação com os sobreviventes que não tinham sido expostos a esses fármacos.

Por outro lado, a exposição a radiações iguais ou superiores a 1500 centiGrays aumentou o risco relativo em duas ou seis vezes para aquelas complicações cardíacas comparativamente aos não-sobreviventes irradiados. A incidência cumulativa de efeitos adversos cardíacos em sobreviventes do cancro continua a aumentar até 30 anos após o diagnóstico.

“Os jovens adultos que sobrevivem a uma infância ou adolescência com cancro estão claramente em risco para uma morbilidade e mortalidade cardíaca precoces, as quais, em geral, não são reconhecidas nesta faixa etária. Esses indivíduos necessitam de acompanhamento clínico constante, especialmente quando se aproximam as idades em que a doença cardiovascular se torna mais predominante”, alerta Daniel Mulrooney.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

Participe no Forum. Deixe a Sua Dúvida ou Comentário

Campos de Preenchimento Obrigatório marcados com *



Seguir fotosantesedepois.com

Siga-nos na rede social Facebook e receba dicas sobre os temas de saúde mais atuais.

Facebook Fotos Antes e Depois
Receber Dicas de Saúde?

Se está interessado/a em receber no seu Email, dicas de saúde, remédios caseiros..., subscreva a nossa newsletter.

Contacte-nos

© 2018 Fotos Antes e Depois | Politica de Privacidade