Cuidados com os Pés - Cuidados Redobrados - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Cuidados com os Pés – Cuidados Redobrados

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Cuidados com os Pés – Cuidados Redobrados.

Um grupo de investigadores na área da dermatologia procedeu recentemente a um mega rastreio das doenças dos pés dos europeus.

As conclusões são preocupantes. Conheça as principais patologias e saiba como preveni-las.

Um grupo de dermatologistas procedeu a uma iniciativa europeia para avaliação dos problemas dermatológicos das populações.

Este estudo, baptizado com o nome do herói-guerreiro Aquiles, baseou-se numa prospecção efectuada em consultas de dermatolgia e clínica-geral, onde foram rastreados problemas nos pés das populações.

Resta acrescentar que, na maior parte dos casos, os doentes nem sequer tinham ido ao médico por esta causa.

“As perguntas eram formuladas também a muitos doentes que iam a outras consultas”, diz-nos Guerra Rodrigo, o director do serviço de Dermatologia do Hospital de Santa Maria e um dos responsáveis portugueses pelo projecto, em colaboração com Mesquita Guimarães, do Hospital de São João, e Américo Figueiredo, do Hospital da Universidade de Coimbra.

Os resultados a que este estudo permitiu chegar são verdadeiramente preocupantes.

Segundo o coordenador do estudo em Portugal, “muitos pacientes temem aborrecer o médico com os problemas de pés.

Outros mostram-se relutantes a um exame de rotina – talvez receiem que, por terem negligenciado problemas como as onicomicoses (micoses dos pés), os técnicos fiquem com má impressão a seu respeito”.

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Verdade ou consequência, as conclusões destes especialistas apontam para o facto de uma grande parte das pessoas não imaginar que pode ter problemas médicos com os pés, apesar de sentirem grande desconforto e mesmo, por vezes, dor.

“Desde que o problema não seja mencionado, maioritariamente fica por tratar. Isto pode originar consequências que se arrastarão por bastante tempo”.

Devido à falta de informação sobre as doenças dos pés, muitos pacientes recorrem ao seu médico só quando o problema já está em fase adiantada:

“Enquanto a doença no seu estádio inicial pode causar algum desconforto, no fim pode tornar-se muito grave, como nos diabéticos”, diz-nos, concluindo:

“É evidente que as pessoas precisam de uma oportunidade para poderem falar dos seus problemas com o médico.

Podem não compreender a sua gravidade potencial, mas um médico está apto a diagnosticar, informar e tratar o problema eficazmente”, conclui o especialista.

Em exame

Quando começou, o Projecto Aquiles envolveu nove países europeus, e recolheu dados de 22 mil pessoas. Em 1998 a pesquisa expandiu-se e acabou por incluir 20 países.

Os resultados demonstram que, a nível europeu, seis em cada dez pessoas apresentam vestígios de doenças ou de infecções.

Entre as principais causas, contam-se as infecções fúngicas (35 por cento) – com uma incidência bastante superior ao esperado, seguidas de outras perturbações, como o pé plano, calosidade metatársica e alterações ósseas.

Entre as infecções fúngicas, as mais comuns são as onicomicoses (ao nível das unhas) e o tinea pedis (pé de atleta). Em 23 por cento dos casos, estes dois tipos de patologias aparecem em simultâneo.

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Os idosos e os homens são os mais afectados pelas infecções fúngicas.

A par destes, surgem alguns grupos específicos: diabéticos, obesos, alérgicos ou pacientes com doenças vasculares, bem como praticantes de desporto.

Nos doentes que sofrem de onicomicoses, um em dois admitem sentir desconforto quando andam, um em três sentem dor, e mais do que um em cada quatro sentem vergonha do seu estado.

O estudo Aquiles revela ainda que, cerca de 13 por cento dos examinados, admitiram já ter sofrido limitações psico-sociais por causa das onicomicoses.

Conclusões dos especialistas

As infecções fúngicas nas unhas dos pés, embora não diagnosticadas, afectam a qualidade de vida das pessoas;

a frequência das doenças dos pés, das unhas e onicomicoses, aumenta com a idade;

as infecções fúngicas dos pés chegam a perdurar durante anos, escondidas dos olhos dos especialistas;

Os infectados desconhecem que, sem tratamento, a infecção pode também alastrar a outras partes do corpo e a outras pessoas, pois as infecções fúngicas são contagiosas com ou sem contacto físico.

Os dermatologistas participantes no estudo avisam ainda que os tratamentos que se encontram disponíveis nos dias que correm são simples, seguros e eficazes.

Deste modo “Não se compreende porque é que as pessoas se resignam a viver em condições de desconforto e de dor, que afectam a rotina das suas vidas e podem, inclusivamente, afectar outros membros da família e pessoas próximas”, concluem.

SABIA QUE…
Cada pé é uma complexa estrutura constituída por 26 ossos, mais de uma centena de ligamentos, 120 mil glândulas sebáceas e uma intrincada rede de músculos, nervos e canais sanguíneos;

Em média, cada pessoa anda por dia aproximadamente seis quilómetros, num total de cerca de 185 mil quilómetros durante a sua vida;

Cerca de 60 por cento dos europeus já sofrem de doenças dos pés;

Existem factores que desencadeiam as patologias nos pés. É o caso da diabetes, má circulação, uso de calçado inadequado e a prática de desporto;

Entre as principais causas de doenças dos pés contam-se as infecções fúngicas (pé de atleta e onicomicoses), sendo que os homens idosos são os mais afectados;

A infecção pode ocorrer quando se pisa uma superfície utilizada por outra pessoa infectada, ou através da partilha de uma toalha ou de um par de chinelos ou sapatos.

Tratar o pé de atleta

Como já referimos, a infecção fúngica mais comum é a tinea pedis, que pode ser de dois tipos: tinea pedis interdigital (pé-de-atleta), ou tinea pedis plantar.

Havendo ou não contacto físico, a tinea pedis é altamente contagiosa. E os seus esporos são muito resistentes, ficando alojados nas células mortas da pele caídas no chão, na mobília, nas roupas ou toalhas.

O contágio pode ocorrer quando se pisa uma superfície utilizada por outra pessoa infectada, ou através da partilha de uma toalha ou de um par de chinelos ou sapatos.

Os sintomas da infecção manifestam-se primeiro entre o quarto e quinto dedos dos pé. Ocorre comichão e aparecem bolhas.

A pele fica húmida, pruriginosa e inflamada, aparecendo dor.

O desconforto agrava-se se os pés infectados estiverem quentes e húmidos. Se não for tratada neste estado inicial, a infecção pode alastrar a todo o pé, às unhas e mesmo a outras partes do corpo.

Combater as onicomicoses

Entre os pés europeus, outra infecção fúngica bastante frequente é a onicomicose, que afecta as unhas.

Os sintomas mais comuns são a quebra ou mudança da cor da unha, aumento da espessura, separação ou mesmo desintegração da unha.

Os primeiros sinais da doença ocorrem geralmente nos cantos ou na borda da unha, mas a infecção já está instalada no se interior.

Mesmo na eventualidade da unha cair, a infecção permanece e pode alastrar à pele envolvente, funcionando como reservatório ao fungo para alastrar a outras partes do corpo.

Não é apenas o aspecto estético da unha que é afectado. Muitas vezes, as onicomicoses provocam dor e desconforto ao calçar meias ou sapatos e ao caminhar.

Só o tratamento atempado, através da prescrição de antifúngicos, pode resolver o problema.

Para prevenir as onicomicoses, é importante impedir o aparecimento da tinea pedis, mantendo os pés secos e tendo uma atenção especial aos locais propícios ao desenvolvimento do fungo: balneários, piscinas e duches.

Escolher os sapatos adequados

O calçado de pele é a escolha mais acertada, sobretudo se transpirar muito, pois é um material que se molda ao pé e deixa-o respirar. Os sapatos de lona também são uma boa opção, pois produzem um efeito idêntico;

As solas devem ser fortes mas flexíveis e com uma superfície exterior que possibilite uma boa aderência. No interior deverão ser macias e ligeiramente almofadadas de modo a amortecer os movimentos bruscos;

Os contrafortes rígidos conferem maior protecção ao pé;
Não devem usar-se saltos altos durante muito tempo ou em longas caminhadas, pois alteram a postura que provocará dores frequentes nas costas, e entortam os dedos;
Todos os dedos do pé devem estar perfeitamente encaixados no sapato;

Não conte com o facto dos sapatos alargarem com o uso. Comece por optar pelo número acima ou, se os tiver muito apertados, vá ao sapateiro para os alargar.

Use sempre o pé maior para experimentar calçado novo e compre-os sempre ao final do dia (porque a transpiração faz dilatar o pé). A sua planta do pé não pode ser maior do que o sapato;

Tenha sempre em conta que você é a pessoa mais indicada para decidir se são os sapatos adequados para si. Se não se sentir confortável, não os compre.

3 PERGUNTAS AO ESPECIALISTA 

Como prevenir o aparecimento de micoses nos pés?

Deve, sobretudo, reagir-se imediatamente (ir ao dermatologista) quando ocorrem os primeiros sinais de alerta que são: pruridos nos pés, pregas entre os dedos e alterações no aspecto das unhas.

Há que ter sempre presente que os dermatófitos necessitam de humidade.

Os indivíduos que andam permanentemente descalços não têm estes problemas. Em situações de risco de contágio, ter cuidados dobrados.

Os locais mais propícios são health-clubs e ginásios. Nessas circunstâncias, deve usar-se calçado próprio e nunca o trocar. Nunca andar descalço neste tipo de lugares.

Na praia, ter presente que os dermatófitos não resistem ao calor na areia. Contudo, deve ter-se atenção aos estrados dos lava-pés e duches que, esses sim, são o problema.

Relativamente ao problema das calosidades, quais as principais medidas a tomar?

Antes de tudo, saber quais são as causas. Podem ser de ordem geral: ligadas à estrutura óssea, ou resultantes de vícios posicionais.

Por outro lado, as de origem traumática, resultam de pontos existentes com origem em traumatismo resistente de ordem diversa. Se for este o problema, deve tentar-se resolvê-lo através do calçado adequado.

A remoção periódica das calosidades é outro cuidado a considerar.

Contudo, esta deve ser feitas através de técnicas de podiatria, ou com pomadas calicidas que, entretanto, devem ser aplicadas criteriosamente, em ambiente de oclusão devendo, depois, ser removidas com matéria abrasiva.

Que tipo de tratamentos existem para as micoses?

Normalmente, são feitos tratamentos tópicos que se revelam suficientes. Utilizam-se os chamados antifúngicos: Imidazólicos ou derivados da Alilamina.

Noutros casos, mais frequentemente nas micoses das unhas, pode optar-se por tratamentos orais.

Em todo o caso, é indispensável um diagnóstico preciso porque se tratam de terapias prolongadas, às vezes com durações de meses.

Como Cuidar – Dicas

A prestação de cuidados ao nível dos pés implica lavá-los todos os dias e manter as respectivas unhas devidamente limpas. Manter os pés lavados é importante para a saúde da pessoa.

Os cuidados com os pés ajudam a mantê-los saudáveis e a evitar infecções, bem como odores desagradáveis. Também activam a circulação sanguínea nos pés.

Como lavar os pés de uma pessoa?

Lavar os pés de uma pessoa depende de como ela é habitualmente lavada. Se ela conseguir caminhar, os pés poderão ser lavados na banheira ou no duche.

Faça o seguinte, se a pessoa não se conseguir levantar da cama:

Reúna todos os seguintes objectos e coloque-os num local de fácil alcance:

  • Luvas, se necessário.
    Uma bacia grande com água morna. Verifique a temperatura da água com o cotovelo. Certifique-se de que não está nem demasiado quente, nem demasiado fria.
    Sabonete.
    Uma toalha, pano absorvente, almofada e uma protecção à prova de água.
    Um instrumento adequado para limpar as unhas dos pés e das mãos. Normalmente vêm incluídos nos estojos para arranjar unhas.
    Também o poderá adquirir numa farmácia.
    Loção.

Como preparar a pessoa:

  • Coloque a protecção à prova de água debaixo dos pés da pessoa para evitar molhar a cama.
    Coloque uma almofada debaixo dos joelhos.
    Cubra a pessoa com um cobertor ou um lençol.
    Coloque a bacia com a água morna sobre a protecção à prova de água.
    Calce as luvas se a pessoa tiver feridas nos pés.
    Mergulhe os pés na água e deixe-os dentro da bacia durante cerca de quinze minutos. Tal permite suavizar a pele, eliminar a sujidade e é extremamente relaxante.

Como lavar os pés:

  • Use sabonete e um pano absorvente para lavar os pés, não esquecendo de lavar entre os dedos. Elimine o sabonete dos pés e dos dedos.
    Procure sinais de vermelhidão, sensibilidade ou feridas.
    Contacte o médico se tiver alguma preocupação no que toca aos pés da pessoa ou se aparecerem novas feridas ou sinais de vermelhidão.

Como secar os pés:

  • Ajude ou remova os pés da bacia.
    Seque delicadamente os pés e entre os dedos.
    Com um instrumento adequado, limpe cuidadosamente as unhas dos pés.
    Esfregue delicadamente a loção nos pés. Não aplique a loção entre os dedos.
    Limpe e guarde todos os objectos utilizados.

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Atualizado em 13 Janeiro 2018

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