Dia da Terra - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Dia da Terra

Cerca de 20 milhões de americanos participaram no primeiro “Dia da Terra”, a 22 de Abril de 1970. Todas as comunidades, desde Maine até à California, organizaram actividades. O congresso foi adiado por todo o dia, e todas as redes televisivas cobriram significativamente o evento. Em Nova Iorque, centenas de milhares de pessoas encheram a Fifth Avenue, desde Fourteenth Street até ao Central Park para ouvir políticos, cientistas e celebridades.

Breve cronologia do dia da Terra

4 de Junho, 1916: Nasce o fundador do “Dia da Terra”, Gaylord Nelson, em Clear Lake, Wisconsin. Nelson foi um veterano da Segunda Guerra Mundial, serviu no Senado do estado de Winsconsin e foi governador do mesmo estado e foi depois eleito para o Senado dos Estados Unidos da América em 1962.

1963: O Senador Nelson acompanha o Presidente John F. Kennedy numa tour pelo país para chamar à atenção acerca de questões ambientais; contudo, proteger o ambiente continua a ser uma prioridade baixa para a maior parte dos políticos e cidadãos.

1969: Lixo químico libertado no rio Cuyahoga de Cleveland fez com que este pegasse fogo. O acontecimento tornou-se simbólico para a forma como a poluição estava a afectar os recursos naturais americanos.

1969: Inspirado pelos ensinamentos dos protestantes contra a guerra do Vietname nos campus universitários, o senador Gaylord Nelson anuncia a ideia do “Dia da Terra”, uma demonstração a grande escala contra a degradação dos recursos naturais americanos.

22 de Abril, 1970: 20 milhões de pessoas participam nas actividades inaugurais do “Dia da Terra” nos Estados Unidos.

1970: É fundado o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. Hoje o grupo tem mais de um milhão de membros, uma equipa com mais de 300 cientistas, advogados e outros especialistas e escritórios em Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, São Francisco e Washington.

Dezembro, 1970: É criada a agência de protecção do ambiente norte-americana estabelecida pelo presidente Richard Nixon, para proteger a saúde humana e salvaguardar o ambiente natural – ar, água e terra. Antes da fundação da agência, o governo federal não estava bem estruturado para atacar coordenadamente os poluidores que faziam mal à saúde humana e degradavam o ambiente. Hoje, a organização com base em Washington conta com mais de 17000 empregados, 10 escritórios regionais e mais de 12 laboratórios.

1971: A organização do ambiente Greenpeace é criada. Hoje, o grupo que tem feito campanha contra as energia nucleares, caça de baleias e aquecimento global (entre outros assuntos), tem escritórios em mais de 40 países à volta do mundo.

1972: O congresso passa o Clean Water Act, que limita os poluentes nos rios, lagos e ribeiros.

1973: O congresso passa o Endangered Species Act para proteger os animais e os seus ecossistemas.

1980: Depois de 18 anos no senado norte-americano, durante o qual defendeu inúmeras causas ambientais, Gaylord Nelson perde na corrida pelo seu quarto mandato. Depois de deixar o senado, Nelson tornou-se conselheiro para o The Wilderness Society, um grupo ambiental.

1990: No 20º aniversário do “Dia da Terra”, as celebrações são globais, com participantes em mais de 140 países.

1995: Gaylord Nelson recebe uma medalha presidencial da Liberdade, o prémio mais alto que é possível atribuir a um cidadão, em honra do seu trabalho no ambiente. O presidente Bill Clinton elogiou-o dizendo que “como pai do ‘dia da Terra’, é também o avô de tudo o que cresceu a partir deste”.

2000: Centenas de milhões de pessoas em 184 países celebram o 30º aniversário do “Dia da Terra, concentrando-se na “energia limpa”.

3 de Julho, 2005: O fundador do “Dia da Terra”, Gaylord Nelson, morre com 89 anos.

Abril, 2007: Multidões enchem o festival Green Apple em Nova Iorque, São Francisco e Chicago. Mais de 40000 pessoas aparecem nas festividades do “Dia da Terra” Lincoln Park Zoo de Chicago, batendo um record de assistência nesse dia. Os membros da rede “Dia da Terra” organizam cerca de 10000 eventos à volta do mundo.

História do Dia da Terra

O “Dia da Terra” chegou nos finais dos anos 60 – tempos de tumulto cultural e político. No seu núcleo, foi um reconhecimento crescente de que o crescimento sem limites poderia levar-nos a um legado de ribeiros envenenados, ar sujo, poluição urbana e extinção de espécies. O “Dia da Terra” juntou estes problemas a uma grande quantidade de outras questões e magnificou a sua visibilidade e influência. Geralmente, é conhecido como o nascimento do movimento ambiental moderno dos Estados Unidos da América.

Inicialmente, alguns activistas recearam que as preocupações ambientais pusessem em causa outros problemas, como a paz e os direitos civis, o que não aconteceu. Na verdade, com o reintegrar da classe média alienada, o “Dia da Terra” ajudou a revitalizar a sociedade civil que se estava a tornar desgastada pela violência no final dos anos 60.

As raízes do “Dia da Terra” vão até ao discurso dado pelo senador de Wisconsin, Gaylord Nelson, na Universidade de Washington em Setembro de 1969. Denunciando um derramamento de petróleo em Santa Bárbara como um acontecimento emblemático dos problemas do ambiente, decretou que fossem feitas uma série de palestras sobre o ambiente pelas universidades do país.

O senador Nelson repetiu diversas variações deste discurso durante alguns meses para audiências entusiásticas. Com base nas respostas que obteve, criou uma organização sem fins lucrativos para organizar a campanha. Convidou o deputado republicano Pete McCloskey para co-dirigir o quadro, e pediu a Denis Hayes, um licenciado politicamente activo da Universidade de Stanford para servir como coordenador nacional.

Hayes arrendou rapidamente alguns escritórios e juntou a equipa nuclear. Eventualmente, a equipa baseada em Washington cresceu até 60 elementos, suplementados por mais umas centenas de voluntários (sobretudo jovens). Alguns tinham sido activos na política como apoiantes de Gene McCarthy, Robert Kennedy ou John Lindsay. Outros foram trazidos da contracultura e estavam interessados na reciclagem, comida orgânica, energia solar e alternativas aos automóveis. Sob a pressão de um prazo até 22 de Abril, este grupo bastante heterogéneo pôs as diferenças de lado e criou uma equipa bastante eficiente.

No início de 1970, este pequeno grupo de jovens (a maioria na casa dos 20 anos), tomou uma série de decisões para dar forma e posteriormente desenvolver o movimento ambiental durante as próximas décadas.

O nome “Dia da Terra” foi escolhido por Hayes e a sua equipa durante um jantar informal com piza e cerveja, e com o objectivo de colocar num anúncio de uma página no New York Times de domingo. Julian Koening, a profissional de publicidade nova iorquina que desenhou o anúncio de graça, propôs “Dia da Terra” (o seu favorito) entre muitos outros nomes candidatos (Dia do Ambiente, Dia da Ecologia, Dia A) noutras versões do anúncio. O anúncio, cuja tagline dizia “Dia da Terra: o começo” chamou bastante a atenção dos media.

Tendo visto outros movimentos sociais dos anos 60 a crescer e a tornarem-se muito restritivos com a passagem do tempo, os organizadores do “Dia da Terra” focaram-se explicitamente em incluir a grande fatia da classe média que viram como o ponto fulcral da política Americana. Chegaram ao trabalho (trabalhos organizados foram a maior fonte de apoio financeiro para o “Dia da Terra”), grupos de educação K-12 (NEA, AFT, e NSTA), grupos cívicos e religiosos, e associações nacionais de zoológicos, museus e livrarias. Os organizadores tiveram ainda especial cuidado em manter relações fortes com grupos de mulheres como a Liga de Mulheres Votantes, Associação Americana de Mulheres das Universidades, PTA’s, clubes de jardim e escuteiros. Todos foram abordados e estimulados a mobilizar as suas grandes redes de membros por todo o país.

O New York Times descreveu a campanha com elogios: “os conservadores apoiaram; os liberais apoiaram; os democratas, os republicanos e os independentes apoiaram; e também apoiaram todos os ramos executivos e legislativos do governo.”

Conforme a campanha do “Dia da Terra” cresceu, um enorme conjunto de questões emergiu das suas raízes. Estas incluíam níveis de poluição prejudiciais à saúde, mau uso de pesticidas (uma problemática discutida antes por Rachel Carson no seu livro, Silent Spring), auto-estradas que atravessavam bairros urbanos vibrantes, desfolhamento resultante de herbicidas mutagénicos libertados no Vietname, o crescimento explosivo da população humana,  inundações de esgotos e lixos industriais em rios e lagos por todo o país, destruição massissa de árvores em florestas nacionais, os efeitos prejudiciais ambientais da proposta nova linha de aviação (SST) e outros. Para juntar tudo isto, os organizadores do “Dia da Terra” enfatizaram que as lições de ecologia – o estudo da inter-relação entre todas as criaturas e o seu ambiente – deveriam ser implementadas de forma a criar e manter ambientes humanos sustentáveis.

O “Dia da Terra” de 1970 conseguiu um equilíbrio político raro, juntando apoio de republicanos e democratas, ricos e pobres, pessoas urbanas e agricultores, empresários e sindicatos de trabalhadores. A dimensão e cobertura do “Dia da Terra” levaram o presidente Richard Nixon (que não era grande apoiante do movimento ambiental, mas que esperava o senador Ed Muskie, um líder ambiental, como oponente nas eleições de 1972) a propor a criação da Agência de Protecção Ambiental norte americana (EPA).

A dura Clean Air Act de 1970 foi aprovada com apenas meia dúzia de votos contra em ambas as câmaras do Congresso. Sete de “doze congressistas sujos” – assim chamados pelos organizadores do “Dia da Terra” – foram derrotados nas eleições de 1970.

Os militares foram obrigados a parar a utilização de desfolhadores mutagénicos do Sul da Ásia. O desenvolvimento da linha aérea SST parou. O Departamento Federal de Saúde e Segurança Lei foi passado por uma aliança de grupos trabalhistas e ambientais. Dentro de poucos anos, grandes marcos como o Clean Water Act, o Endangered Species Act, e o Resource Conservation and Recovery Act foram passados com margem larga.

Muito raramente ou talvez mesmo nunca um novo problema juntou a nação desta forma. Em apenas alguns anos, o ambiente estava a influenciar quase todos os aspectos dos negócios, política, lei, educação, cultura e estilo de vida americanos.

Conforme 1990 se aproximou, e depois novamente antes de 2000, os líderes ambientais pediram a Denis Hayes para organizar campanhas de aniversário. Em 1990, o “Dia da Terra” virou a sua atenção para o estrangeiro, catalisando eventos em mais de 140 países. O “Dia da Terra” de 1990 deu um grande empurrão nos esforços de reciclagem em todo o mundo ajudando a criar caminho para o “Earth Summit” das Nações Unidas que ocorreu no Rio de Janeiro em 1992 – foi o maior encontro de cabeças de estado na história.

Estima-se que tenham participado mais de 200 milhões de pessoas nas actividades do “Dia da Terra” no ano de 200, que ocorreram em 184 países – o que incluiu a primeira campanha ambiental nacional na história da China. O “Dia da Terra” de 2000 focou-se no aquecimento global e nas alternativas energéticas com baixo teor de carbono. O evento ajudou a criar um apoio político global para implementar o Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, mesmo com a oposição da primeira administração de Bush.

O “Dia da Terra” acabou por se tornar no primeiro feriado global secular. Tal como os americanos utilizam o dia do trabalhador (que também é celebrado em Portugal, apesar de ocorrer em datas diferentes), o dia dos veteranos ou o dia de Martin Luther King e outros feriados para reflectir sobre assuntos importantes, em todo o mundo as pessoas tomam agora algum tempo para reflectir sobre a saúde do planeta e para se perguntar o que podem fazer nos seus trabalhos e nas suas vidas para a melhorar. Um corpo coordenado, a rede do “Dia da Terra”, promove e coordena actividades entre milhares de organizações participantes de todos os cantos do planeta.

Portugal

Portugal é uma das muitas nações que assinala anualmente o “Dia da Terra”.

Em 2009, a Quercus (associação nacional de conservação da natureza) divulgou aqueles que considerava serem os maiores pecados ambientais praticados no nosso país:

  • Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável ainda não desenvolvido;
  • As construções levadas a cabo nas mais variadas autarquias não têm muitas vezes consideração pelos aspectos naturais e paisagísticos da zona onde vão ser construídas;
  • Portugal gasta mais energia do que a necessária relativamente ao seu desenvolvimento económico, o que tem também como consequência o desperdício;
  • Existe um grande excesso de circulação de veículos que provoca gastos energéticos, emissões e ruídos em demasia;
  • Portugal desperdiça anualmente milhões de litros de água – a agricultura e a indústria especialmente devem aplicar medidas de uso mais sustentável.
  • A Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade continua com várias propostas por realizar;
  • Reciclagem ainda está longe do desejável.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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