Dia do parto

O Dia do parto

Depois dos processos de admissão na maternidade, vestirá uma bata fornecida pela maternidade, e de seguida, caso esteja previsto um parto normal ser-lhe-ão rapados os pelos que cobrem a vagina (mas não os da púbis). A posição do bebé será verificada, bem como a sua pulsação cardíaca. Será ligada a uma máquina de CTG, que vai permitir ouvir permanentemente o batimento cardíaco do seu bebé, a regularidade e frequência deste batimento permite saber se o bebé está a receber oxigénio suficiente durante as contracções. Este aparelho permite também medir a intensidade das contracções e a sua duração e periodicidade.

Será necessária uma análise à sua urina e ser-lhe-á administrado um clister ligeiro, de modo a que os seus intestinos fiquem vazios. Segue-se então a fase mais cansativa de todo o processo. A dilatação terá de ser completa, e cada contracção (cada vez mais intensa e cada vez mais próxima da anterior) vão fazer com que se dê a dilatação total.

O colo do útero torna-se mais mole devido às alterações hormonais associadas ao trabalho de parto, contracções ligeiras tornam o colo do útero mais fino e retraído e uma vez retraído, fortes contracções dilatam-no. Nesta fase os movimentos da mãe são bastante limitados uma vez que terá provavelmente uma agulha num dos seus braços (ou na zona lombar no caso da epidural) e encontra-se ligada ao CTG e que, qualquer mudança de posição pode deslocar o sensor e fazer com que o batimento cardíaco do bebé deixe de se ouvir. Muitas mães assustam-se ao deixar de ouvir o coração do seu bebé, mas na maior parte dos casos, basta que volte à posição anterior para que se torne a ouvir o coração do bebé. De qualquer forma, e por via das dúvidas, chame a enfermeira ou médico se não ouvir o batimento cardíaco do bebé.

É nesta fase que a presença de um acompanhante se revela útil. As dores provocadas pelas contracções têm o condão de desconcentrar a parturiente, e o facto de não se poder movimentar livremente, impedi-la- -á de adoptar uma posição mais confortável durante as contracções. O acompanhante terá um papel importante ao recordar-lhe a respiração correcta para a fase do parto em que se encontra, poderá fazer-lhe massagens nos ombros, ajudando a fazer os movimentos de descontracção entre cada contracção. Poderá ainda sair para chamar um médico ou enfermeira sempre que necessário.

Caso haja mais parturientes na sala de partos tente alhear-se do que se passa à sua volta, muitas vezes, o facto de haver uma mulher mais desesperada destabiliza a concentração e controlo de outras parturientes. Se achar que gritar, gemer ou cantar lhe aliviam a dor, não se coíba. O pessoal hospitalar está mais do que habituado a que esse tipo de coisas aconteçam. Durante a fase de dilatação e conforme se vai aproximando a fase da expulsão, as contracções vão aumentando de intensidade, e podem durar cerca de 1 minuto, e ter apenas alguns segundos a separá-las.

Muitas vezes as parturientes sentem vontade de fazer força, o que, nesta altura do processo, será contraproducente, uma vez que a dilatação do colo do útero não está, ainda, completa. Fazer força antes de tempo pode contribuir para que o colo do útero fique inchado, dificultando (e por vezes impedindo) um trabalho de parto mais fácil.

Durante esta fase um médico ou uma enfermeira virão regularmente verificar em que fase se encontra a dilatação. Quando se atingem os 7 cm (dos 10 necessários) de dilatação o médico ou a enfermeira sentem o colo do útero bem esticado em torno da cabeça do bebé. Quando deixar de se sentir o colo do útero (aos 10 cm) é sinal que a dilatação está completa. Este último processo demora cerca de 1 hora, para um primeiro parto.

Sempre que passar mais uma contracção não perca tempo a pensar na próxima, aproveite os segundos que intercalam duas contracções para pensar que a contracção que passou já não volta, é menos uma pela qual tem de passar. Cada contracção é um passo para o nascimento do seu bebé. Inicia-se nesta altura a fase de expulsão.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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