Dia Mundial da Hipertensão promove hábitos de vida saudáveis - Fotos Antes e Depois
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Dia Mundial da Hipertensão promove hábitos de vida saudáveis

Dia Mundial da hipertensão promove hábitos de vida saudáveis – “Ainda não conseguimos passar a mensagem da necessidade de prevenir, detectar e tratar a hipertensão arterial”

A 17 de Maio comemora-se o Dia Mundial da Hipertensão, sob o lema “Peso Saudável – Pressão Arterial Saudável”. Na opinião de José Alberto Silva, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, é preciso conseguir convencer os doentes da importância de controlar esta doença “silenciosa”.

A prevalência da hipertensão em Portugal “é semelhante à verificada nos restantes países da Europa Ocidental e um pouco mais elevada do que nos Estados Unidos da América”, afirma José Alberto Silva. Segundo o especialista, a SPH tem em curso um grande estudo de âmbito nacional sobre a prevalência e controlo da doença. “Pela primeira vez, em estudos deste género, iremos fazer uma segunda determinação dos valores da tensão arterial nas pessoas que, na primeira determinação, apresentarem valores acima do normal, para assim eliminarmos alguns falsos hipertensos e termos um número que se aproxime mais da verdadeira realidade. Simultaneamente, iremos fazer um estudo sobre o consumo de sal na nossa população”, revela.

A partir do Verão passa a ser definitivamente obrigatório a venda de pão com menos sal no País. A medida, na opinião do responsável da SPH, pode vir a fazer diferença na “pandemia” da hipertensão arterial. “A chamada ‘lei do sal’ foi uma das mais importantes medidas de Saúde Pública que jamais se fez no nosso país. Esta não só diminui o conteúdo de sal no pão, como também regulamenta a etiquetagem dos alimentos em relação ao seu conteúdo salino. É preciso lembrar que em países como a Finlândia, a aplicação de uma lei como esta fez diminuir de modo significativo os acidentes vasculares cerebrais (AVC) naquele país e que, em Portugal, os AVC são a primeira causa de morte”, sublinha.

Adesão à terapêutica

Uma das dificuldades com que lida o médico é a normalização dos valores tensionais, em alguns doentes hipertensos. De acordo com José Alberto Silva, “a maioria dos casos de hipertensão de difícil controlo encontra-se em doentes com aderência deficiente à terapêutica. Outros podem ser devidos à existência de formas de hipertensão secundária, que urge despistar nestas situações”.
No entanto, o especialista lembra que “só uma verdadeira minoria de casos é uma verdadeira hipertensão resistente à terapêutica”. Para os doentes que não aderem à terapêutica, frisa, “é urgente explicar-lhes o risco a que estão expostos, as sequelas das complicações da hipertensão e alertá-los para o facto de, apesar de a doença não dar sintomas, esta ir progredindo ao longo da vida.

E também ensinar os doentes que a medicação é para tomar para o resto da vida, mesmo que atinjam os valores da normalidade tensional”, defende o clínico. Uma outra realidade é o surgimento da hipertensão em idades cada vez mais precoces. A tendência de aumento e aparecimento da doença em grupos mais jovens torna a consulta de Medicina Geral e Familiar um espaço fundamental ao nível da prevenção. “O médico de família é o elo mais importante de todos na prevenção, na detecção e no tratamento da doença, pois é ele que está na primeira linha do seguimento dos doentes e das suas famílias. E o seu papel é ainda mais importante na procura da doença nas populações mais jovens e que não recorrem frequentemente às consultas de rotina”, explica o presidente da SPH.

Sensibilizar a população

No âmbito do Dia Mundial da Hipertensão, celebrado a 17 deste mês, a SPH pretende desenvolver actividades na cidade de Matosinhos. “Estão previstas acções a começar na véspera, dia 16 de Maio, que é um domingo, no qual vamos estar activamente a participar no programa de actividade física que a Câmara de Matosinhos desenvolve junto à marginal da cidade”, divulga José Alberto Silva. “No dia 17 de Maio, entre outras actividades, que serão centralizadas num espaço em frente ao edifício da Câmara, está previsto fornecer à população, a meio da manhã, uma refeição ligeira com baixo teor de sal, confeccionada por crianças do ensino básico.

Neste dia, alguns restaurantes da cidade vão associar-se à temática e vão incluir um prato de comida com baixo teor de sal nas suas ementas. Ao longo de todo o dia teremos vários postos para medição da tensão arterial e para aconselhamento à população, a funcionar no referido espaço em frente ao edifício da Câmara de Matosinhos”, acrescenta.

“Peso Saudável – Pressão Arterial Saudável” é o lema das comemorações deste ano. Como revela o presidente da SPH, “a Liga Mundial contra a Hipertensão definiu os temas da luta contra o consumo exagerado de sal, contra a obesidade e o sedentarismo e pela prática do exercício físico regular, como as bandeiras a publicitar no Dia Mundial da Hipertensão, sempre numa perspectiva de prevenção da doença na população”.

Controlar o perímetro abdominal, dar preferência na alimentação à fruta e verduras, praticar regularmente exercício físico e reduzir ou eliminar o consumo de sal são conselhos que fazem parte da campanha e que, sendo conhecidos de muitas pessoas, ainda não são colocados em prática como seria desejável.

A efeméride resulta de uma parceria entre várias entidades, como a International Society of Hypertension (ISH), a World Kidney Day (WKD), a World Action on Salt and Health (WASH) e a International Diabetes Federation (IDF). Todas estas organizações pretendem, ao trabalhar em conjunto, contribuir para uma maior sensibilização, em todo o Mundo, sobre o facto de a pressão arterial elevada estar relacionada com vários problemas de saúde, incluindo doenças renais, obesidade e diabetes.

HIPERTENSÃO ARTERIAL E DOENÇA RENAL CRÓNICA

• Cerca de um em cada quatro homens e mulheres têm a tensão arterial elevada;
• Cerca de um em cada 10 homens e mulheres sofrem de insuficiência renal crónica;
• A pressão arterial elevada e a doença renal crónica, quando não tratadas, aumentam o risco de morte;
• A hipertensão arterial é uma das principais causas da doença renal crónica;
• A doença renal crónica, geralmente, provoca tensão alta;
• A pressão arterial elevada pode agravar a doença renal crónica;
• A hipertensão arterial é uma das principais causas de doença cardíaca e acidente vascular cerebral;
• Pessoas com doença renal crónica também são mais propensas a ter doenças cardíacas ou derrames;
• Existem actualmente medicamentos que podem controlar a pressão arterial elevada e retardar ou impedir o agravamento da doença renal crónica;
• Fármacos para a tensão arterial elevada podem diminuir a probabilidade de desenvolver doença; cardíaca e acidente vascular cerebral, mesmo em pessoas com doença renal crónica ou pressão arterial elevada.

Fonte: www.worldhypertensionleague.org

PEQUENOS PASSOS FAZEM A DIFERENÇA

Actualmente, cerca de 80 por cento do cloreto de sódio que consumimos vem de alimentos embalados ou consumidos em restaurantes e fast foods. O elevado consumo de sal nos alimentos é a principal causa de hipertensão em, aproximadamente, três em cada 10 adultos. É por isso essencial reduzir a ingestão de sal o máximo possível e isso faz-se em pequenos passos. Pode começar-se por não adicionar sal extra quando se está a cozinhar e deixar o saleiro fora da mesa de jantar; em vez de se comprarem molhos carregados de sal, confeccioná-los em casa; e, finalmente, ler os rótulos dos alimentos para saber o teor de sal que contêm.

Fonte: www.worldhypertensionleague.org

O PESO DO MUNDO

Ter excesso de peso pode levar à hipertensão, o que por sua vez pode levar a acidentes vasculares cerebrais, insuficiência cardíaca, aneurismas, diabetes tipo 2, certas formas de cancro e insuficiência renal.
Actualmente, o excesso de peso é uma preocupação crescente em todo o Mundo. Globalmente, mais de mil milhões de adultos estão acima do peso ideal e pelo menos 300 milhões destes são obesos.

A obesidade infantil está também em ascensão. Uma em cada seis crianças evidencia peso a mais.
Em certas regiões do Mundo, há uma crescente “epidemia” de obesidade e esta é largamente atribuída à globalização. As pessoas deslocam-se das zonas rurais para áreas urbanas, onde o estilo de vida ocidental é muitas vezes adoptado. Em vez de trabalharem nos campos, trabalham à secretária, em empregos de longas horas que acrescentam stress ao dia-a-dia. Tal leva a uma vida agitada, no âmbito da qual as pessoas não se movem muito mas sentem fome e têm pouco tempo para saciá-la.

Assim, para comer rapidamente, vão a restaurantes, compram fast food ou alimentos embalados, que são ricos em gorduras saturadas, sal e açúcar. O resultado é um número crescente de indivíduos com excesso de peso ou obesos.
Fonte: www.worldhypertensionleague.org

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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