Diabetes mellitus tipo 2 - Profissionais de Saúde - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Diabetes mellitus tipo 2 – Profissionais de Saúde

Atualizado em 30 novembro, 2016

A diabetes mellitus tipo 2 é uma doença crónica e complexa, afectando diferentes órgãos do organismo. O seu tratamento depende de diferentes profissionais de saúde, que trabalhando em conjunto e interdisciplinarmente, para o mesmo objectivo constituem a equipa multidisciplinar.

 

Esta equipa é constituída pelo médico, enfermeiro, nutricionista, psicólogo e todos os outros necessários ao tratamento e gestão da diabetes tipo 2. Quanto mais alargada é esta equipa mais completos são os cuidados, o que resulta numa melhor adesão ao tratamento por parte da pessoa com diabetes. Mas é a pessoa com diabetes o elemento central desta equipa e é por ela, para ela e com ela que toda a equipa trabalha.

Para o êxito da equipa é importante que as funções de cada elemento sejam independentes, igualitárias e cooperativas, contribuindo cada elemento de maneira igual, mas com diferentes competências no tratamento da pessoa. Esta complementaridade de funções resulta numa maior responsabilização e aproveitamento das competências individuais assim como numa maior motivação no atingimento dos objectivos.

Dentro da equipa deverá existir uma compreensão partilhada das regras, normas e valores, evitando deste modo o conflito ou a confusão de papéis. Reconhecendo o diabético como pessoa, esta equipa ajuda-o a planear o que for melhor para ele, respondendo às suas dúvidas e questões e recomendando as melhores estratégias para o tratamento e gestão da diabetes. Na intervenção individual ou de grupo com a pessoa com diabetes, realizar-se-á uma educação centrada na pessoa, através de estímulos e reforços positivos envolvendo a família e a rede de suporte da pessoa.

Trabalhar em equipa no tratamento da diabetes tipo 2 permite o desenvolvimento pela equipa do programa de tratamento e uma comunicação interdisciplinar dos elementos para estudos de casos e partilha de informação, beneficiando o tratamento da pessoa com diabetes. As necessidades de formação da equipa também serão identificadas, discutidas e encontradas em conjunto.

O enfermeiro ajuda a pessoa com diabetes na gestão da doença, promovendo a sua autonomia.

E qual o papel do enfermeiro nesta equipa?

Já na década de 60 Virgínia Henderson, celebre teórica de enfermagem, define a função dos enfermeiros como sendo assistir o indivíduo, doente ou são, na realização daquelas actividades que contribuem para a saúde ou a sua recuperação (ou para a morte tranquila) que ele realizaria sem auxílio se para tal tivesse a força, a vontade e o conhecimento necessários, e baseia a sua concepção de enfermagem, entre outros, no seguinte pressuposto:

Quando a pessoa tem conhecimento, força e/ou vontade tende a alcançar a saúde. Afirmando que estes três aspectos constituem individualmente problemas sobre os quais o enfermeiro tem que agir.  Cuidar na doença crónica exige que a pessoa com diabetes possua conhecimentos sobre a sua doença mas tenha também a capacidade de os pôr em prática. É sobre isto que o enfermeiro actua, indo ao encontro do que nos diz Virgínia Henderson.

Quando promove o desenvolvimento das capacidades da pessoa tornando-a autónoma nas técnicas de autocontrole age sobre a sua força, quando promove o favorecimento da tomada de decisão na gestão da doença age sobre a sua vontade, e quando por fim promove a passagem à acção de uma forma informada age sobre o seu conhecimento.

Esta competência, para além de lhe exigir bons conhecimentos clínicos na área da diabetes, exige-lhe bons conhecimentos na área da educação terapêutica, compreendendo o processo educativo e tendo a capacidade de o colocar em prática.
Acresce ainda uma boa capacidade de comunicação.
No tratamento da diabetes tipo 2, as intervenções de enfermagem baseiam-se nos conhecimentos e técnicas necessárias ao tratamento mas também na capacidade de estabelecer uma relação terapêutica.

O enfermeiro ajuda a pessoa com diabetes na gestão da sua doença, promovendo a sua autonomia e o autocontrole da diabetes de modo a obter uma boa compensação; identifica e avalia os problemas da pessoa com diabetes, necessidades, dificuldades e competências em relação aos diferentes aspectos do tratamento; ensina e orienta de acordo com as necessidades. Tudo isto numa atitude empática de abertura e disponibilidade, comungando silêncios e histórias, atendendo aos sentimentos e emoções manifestados, recorrendo muitas vezes ao humor. Mas sempre colocando a pessoa com diabetes no centro da sua atenção, promovendo uma relação humana verdadeira e ajudando o outro a encontrar de forma autónoma e responsável as respostas aos seus problemas.

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