Dispareunia

Embora as relações sexuais dolorosas, em termos medicos dispareunia sejam, por norma, de origem orgânica, factores de natureza psicológica são, também, de considerar.

Uma dor recente à entrada da vagina. Pode resultar de uma lesão infecciosa, alérgica ou dermatológica: micose, herpes, produtos de higiene íntima, espermicidas, etc.

A cicatriz de uma episiotomia, praticada ao nível do perineu, na sequência de um parto pode, igualmente, provocar este tipo de dor. Na menopausa, é a consequência de insuficiente lubrificação de origem hormonal.

Tratamento, causas e a cura da Dispareunia

O Que fazer? Debelar as causas, em particular no caso de infecção. No caso de cicatriz do parto basta esperar que o incómodo desapareça.

Na menopausa, recomenda-se tratamento hormonal.

Apesar de recente, a dor surge no fundo da vagina. O médico procura uma infecção, quisto, fibroma, endometriose ou um útero retrovertido (virado para trás).

O Que fazer? Também, neste caso, tratar a doença responsável é a solução, mas nem sempre isso é suficiente. Uma lesão, mesmo curada, pode provocar dores.

Mais uma vez, o apoio psicológico deve acompanhar o tratamento médico.

As dores são crónicas. O médico tem de procurar anomalias da vulva ou da vagina. No entanto, na maioria dos casos, as dores são de origem psicológica.

“São mulheres que, por norma, recusam o sexo”, explica Sylvain Mimoun. “Indiferença, problemas conjugais, medo do órgão masculino podem ser responsáveis pelo sintoma que surge, assim, associado à frigidez.

A mulher que diz “sentir dor” está a exprimir a sua agressividade e má disposição ao parceiro.” A recusa pode, aliás, levar à lubrificação insuficiente seguida de irritação da mucosa e dores que, por sua vez, agravam o problema.

O Que fazer? Resolver o conflito relacional do casal por meio da psicoterapia, onde a questão sexual passa para segundo plano. É preciso que reaprendam a conhecer-se para, de novo, se amarem fisicamente.

Testemunho – Patricia, 33 anos

“A terapia reconciliou-me com o meu corpo”

Eu não suportava a ideia da penetração. Foi ele quem me sugeriu consultar um sexólogo.

Depois de uma sessão de tratamento, em que apenas discutimos o problema para encontrar as causas desta fobia, a médica levou-me a tomar consciência da minha vagina.

Tinha de me tocar e olhar, com o espelho, para esta parte do meu corpo que recusava e de que tinha tanto medo.

Ao longo de várias semanas habituei-me a introduzir na vagina um vibrador, espécie de lápis de borracha, liso e macia, de diâmetro progressivamente maior: uma vitória mas ainda não o triunfo!

Depois, foi a vez de colocar este objecto dentro do meu sexo.

Entretanto, a conselho da sexólogo, e paralelamente a estas sessões, tínhamos relações sexuais – sem penetração, pois ainda não me sentia preparada – muito sensuais.

Finalmente chegou o grande dia e, tendo sido eu a “conduzir”, consegui ser penetrada. Apesar do receio tudo correu bem e, pouco a pouco, comecei a gostar da penetração.

Mas, só quando tive o primeiro orgasmo compreendi o que perdera até aí e a sorte que tivera em encontrar um homem compreensivo”.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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