Doença Autoimune: Causas, Sintomas e Tratamento
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Doença Autoimune

Quando o sistema imunológico começa a produzir e utilizar anticorpos contra um ou mais órgãos do próprio organismo, temos caracterizado um problema denominado doença autoimune.

doenças autoimunes

Esse fenômeno interno pode ter várias causas, muitas delas ainda totalmente desconhecidas. Tudo se inicia quando o corpo passa a tratar as proteínas como substâncias nocivas a ele. Com isso, o organismo começa um violento processo de autodestruição.

Assim, pode-se afirmar que as doenças autoimunes ocorrem devido a um comportamento inesperado dos próprios mecanismos de defesa do organismo.

Na sequência, você conhecerá um pouco mais sobre todos os elementos envolvidos no problema, recebendo uma clara definição do sistema imunológico, e da doença autoimune. Além disso, serão citados os tipos de doenças autoimunes mais recorrentes, quais sintomas elas agregam, as causas, e quais são as melhores formas de tratá-las.

Definição de sistema imunológico

A compreensão da doença autoimune exige certo entendimento a respeito do sistema de defesa do organismo. Cabe ressaltar que a explicação é básica, dada a enorme complexidade inerente ao sistema imunológico.

Basicamente, o sistema imunológico reúne uma série de mecanismos de defesa que bloqueia a passagem de quaisquer elementos estranhos (vírus, bactérias, fungos, parasitas, proteínas desconhecidas, etc.) para o interior do organismo.

Devido à evolução do corpo humano, em condições normais esse incrível organismo consegue identificar rapidamente inúmeras tentativas de invasão ao seu interior.

O sistema imunológico precisa estar funcionando plenamente para conseguir fazer uma distinção eficaz entre três tipos de elementos: os nocivos (bactérias e fungos, por exemplo), aqueles que, na verdade, pertencem ao próprio corpo (células, órgãos, e tecidos), e os que não acarretam avarias, mas são continuamente trazidos para dentro, como os alimentos ingeridos diariamente.

Ocorre que, ao perceber a presença de um determinado composto com características desconhecidas, o sistema imunológico tende a classificar – automaticamente – essa substância como detentora de um elevado grau de periculosidade.

Logo, a ação tomada é estimular o organismo a produzir uma série de anticorpos a fim de eliminar o objeto estranho. Sempre que um composto atua como agente catalisador de uma reação imunológica ele recebe o nome de antígeno.

O sistema imunológico começa a ser desenvolvido em conjunto com as fases de formação do feto.

Nesses estágios iniciais, o sistema já começa a fazer um mapeamento completo do organismo, detectando e catalogando o que pertence ao corpo.

Conhecendo o que é normal, fica mais fácil notar a presença do que não é.

Nesse contexto, é preciso compreender que o feto se desenvolve em um ambiente totalmente protegido, no qual não existem substâncias que possam causar infecções:

O  útero materno

Após o parto, o bebê entra em contato com o mundo externo, repleto de antígenos.

Nesse momento, instantaneamente o sistema imunológico inicia um processo de identificação e combate a todos os elementos estranhos e perigosos ao corpo da criança.

Ao mesmo tempo em que detecta e ataca, o sistema também estabelece correlações entre os antígenos e os anticorpos específicos para exterminá-los, elaborando uma extensa compilação de células de defesa, algo equivalente a um banco de dados.

Devido à criação desse histórico de antígenos e anticorpos, o sistema imunológico consegue agir de maneira mais veloz e eficiente. A velocidade da ação de resposta diminui sensivelmente quando o organismo se depara com um antígeno inédito.

Nestes casos, a imunidade corporal precisa realizar um trabalho de pesquisa sobre a substância invasora antes de determinar qual grupo de anticorpos poderá inibir a ação dela.

O raciocínio anterior é o mesmo adotado durante o desenvolvimento e aplicação de vacinas, que injetam quantidades mínimas de antígenos específicos no organismo a fim de que ele tenha tempo para criar as células de defesa exatas para contra-atacar.

Desse modo, caso o agente infeccioso invada o organismo, o segundo já estará totalmente preparado para combater o primeiro de forma rápida e precisa. Isso evita que a substância nociva consiga evoluir e ocasionar doenças.

Definição de doença autoimune

Ao perder a eficácia quanto ao poder de discernir entre “comum” e “estranho”, o organismo desenvolve a chamada doença autoimune, sinalizada pela síntese de células de defesa que não cumprem seu papel, passando a destruir os órgãos e tecidos do organismo afetados pela doença.

Existem diversas situações nas quais a doença autoimune pode irromper e ocasionar problemas graves de saúde.

Na formação do diabetes tipo I, por exemplo, subitamente o organismo pode começar a produzir anticorpos que destroem o pâncreas.

Sem este órgão, a produção de insulina fica totalmente comprometida, culminando no aparecimento do diabetes.

Em uma segunda possibilidade, o sistema de defesa produz anticorpos que eliminam elementos constituintes dos neurônios, levando-os à completa deterioração.

Consequentemente, o indivíduo pode ser acometido por diversos problemas neurológicos, como os associados à esclerose múltipla.

Em uma terceira situação, o sistema imunológico passa a combater a glândula tireoide, que sofre sérios danos. Uma das consequências é o desenvolvimento do hipotireoidismo.

Trata-se de apenas alguns exemplos, uma vez que as doenças autoimunes podem afetar outras regiões e órgãos do corpo.

Dentre as enfermidades que podem surgir em decorrência desse comportamento hostil do sistema imunológico pode-se destacar: lúpus, esclerose múltipla, doença de Crohn, vitiligo, psoríase, hepatite autoimune, vasculite, granulomatose de Wegener, doença de Graves, artrite reumatoide, púrpura trombocitopênica idiopática, síndrome síndrome de Guillain-Barré, esclerodermia, cirrose biliar primária, espondilite anquilosante, doença de Behçet, miastenia gravis, doença celíaca, e anemia hemolítica autoimune.

O nível de gravidade de cada uma dessas doenças está diretamente ligado ao estado dos órgãos atingidos pelos anticorpos.

Um bom exemplo é a tireoidite de Hashimoto, pois o impacto da doença autoimune recai exclusivamente sobre um elemento que não causa óbito:

A glândula tireoide

Quem passa por esse problema pode sobreviver normalmente, bastando ingerir artificialmente o hormônio que antes era produzido pela referida glândula.

Por outro lado, quando a doença autoimune compromete partes imprescindíveis do organismo (como pulmões, sistema nervoso, vasos sanguíneos, e coração) o risco de morte se torna iminente.

Sintomas da doença autoimune

Existem alguns sintomas comuns entre determinadas doenças autoimunes, tais como estado febril, perda de peso, sensação de cansaço, mal estar generalizado, e indisposição. No entanto, a maioria delas apresenta sinais distintos.

Diabetes, psoríase, e lúpus, por exemplo, são três doenças decorrentes de falhas em diferentes partes do organismo, exibindo sintomas bem particulares. Devido ao caráter peculiar dessas doenças, elas são tratadas por profissionais de áreas igualmente específicas, como dermatologia, reumatologia, e endocrinologia.

O procedimento de diagnóstico das doenças autoimunes é conduzido através de exames que analisam quais são os autoanticorpos (anticorpos criados para destruir proteínas saudáveis do organismo) liberados na corrente sanguínea, e as características do quadro clínico do paciente.

Dentre os autoanticorpos identificados, um dos mais recorrentes é o FAN, que marca presença em diversas doenças autoimunes.

Causas das doenças autoimunes

Na verdade, a comunidade científica ainda não chegou a uma conclusão plausível sobre o que, de fato, motiva o sistema imunológico a atacar determinadas regiões do organismo.

Dentre algumas teses, a que tem sido mais aceita pelos médicos conjectura que existem proteínas saudáveis presentes no organismo com estrutura muito semelhante a de outras, nocivas, como as que constituem algumas bactérias. Assim, acredita-se que o sistema imunológico acaba produzindo anticorpos que combatem ambas as substâncias.

É comum, por exemplo, que pacientes portadores da síndrome de Guillain-Barré sofram diarreia ocasionada pela bactéria Campylobacer jejuni, que detém proteínas similares às que compõem os neurônios.

Logo, as células de defesa são induzidas a erro, combatendo proteínas que formam o sistema nervoso central.

Como tratar as doenças autoimunes

Para tratar as doenças autoimunes, o sistema imunológico do paciente recebe medicamentos corticoides com função imunossupressora, utilizados para suavizar as ações do sistema imunológico.

Alguns dos remédios usados são: azatioprina, ciclofosfamida, micofenolato mofetil, rituximab, e ciclosporina – dentre outros.

O grande obstáculo provocado por esse método de tratamento reside no fato de que ainda não existem medicamentos que consigam impedir a síntese apenas dos anticorpos problemáticos.

Em outras palavras, ao consumir esses remédios o sistema imunológico do paciente se enfraquece de uma maneira geral, deixando o organismo vulnerável a várias infecções fúngicas, bacterianas, ou virais.

Em contrapartida, cabe destacar que muitas doenças autoimunes possuem tratamentos diversificados. Alguns desses tratamentos não chegam a considerar o uso de remédios imunossupressores.

Além disso, não há um tratamento voltado para doenças autoimunes que seja universal.

2 Comentários no Fórum

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  1. Minha filha é portadora desde os6 anos hoje ela está com 13 anos e muitas complicações a biópsia sugestiva de esclerodermia linear nao sei mais ok fazer

  2. Como e verdade a esclerodermia pode afetar a vida dez uma pessoa.esclerodermia escoliose como pode uma pessoa adquirir tantas doenças por intermédio da esclerodermia…?

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