Dor no dedo do pé

O aparecimento de dor nos pés é muito frequente, podendo ser sinal de variadíssimas situações. Problemas relacionados com questões ortopédicas, como artrite, esporão, distensão ou tendinites, ou ainda, situações associadas a excesso de exercício ou a utilização de calçado não adequado.

ilustração de dedo do pé em martelo

Uma das causas mais comuns para a dor no pé é o desenvolvimento de uma deformidade denominada de dedo em martelo, provocando dor essencialmente no 2º dedo do pé. Saiba mais sobre o dedo em martelo, as suas causas, como tratar e prevenir. Confira.

Dedo em martelo

O dedo em martelo é uma deformidade caracterizada por ter o segundo dedo do pé encurvado, virado para baixo, dando a aparência de ser uma garra. Esta deformidade é especialmente comum em atletas e idosos, tendo origem num trauma local, acompanhado de rompimento do tendão.

O sintoma mais frequente é a dor na base do dedo deformado, que apesar de ser contínua e constante, agrava ao caminhar. Além da dor, devido à posição do dedo, o atrito com o calçado pode provocar o surgimento de um calo. Quando o calo já existe, o atrito contínuo durante caminhadas mais prolongadas pode causar a irritação da calosidade, surgindo também aí uma dor intensa.

Geralmente o seu tratamento consiste na colocação de pequenas talas como forma de reposicionar o dedo na sua localização correta. Conheça melhor as causas que levam ao aparecimento do dedo em martelo, e ainda, como aliviar e tratar a dor no dedo do pé.

Causas do dedo em martelo

As causas para o dedo em martelo podem ser várias. Nalgumas situações, este problema pode ser congénito. Ou seja, o indivíduo já nasce com essa deformidade. A causa genética é mais frequente em pessoas com outros familiares afetados por este problema. Existem ainda casos onde o desenvolvimento do dedo em martelo pode ser causado por uma alteração neurológica, que origina a debilitação da musculatura do pé, provocando assim a deformidade.

Outra causa é o desequilíbrio do comprimento dos dedos dos pés, o que associado à utilização de calçado pouco adequado, pode provocar o desenvolvimento deste problema.

Tratamento para a dor no dedo do pé – dedo em martelo

dedo do pé em martelo

Quando o problema é congénito, não existe cura, já que mesmo alterando a estrutura que envolve o dedo, este não adota a posição natural. No entanto, e tendo em conta que o problema surge durante a vida, há várias fases de evolução da doença, onde é possível fazer algo para aliviar ou mesmo tratar a deformidade.

A melhor altura para tratar o problema é mesmo no seu estágio inicial. Nesta fase da sua evolução, o dedo ainda não se fixou na posição incorreta, sendo por isso possível fazê-lo voltar ao seu posicionamento natural. O tratamento mais adequado consiste assim na colocação de um suporte para o arco do pé ou aparelhos ortopédicos específicos, que têm como função corrigir a deficiência biomecânica que provoca o encurvamento do dedo e a sua deformação.

O uso de uma tala específica é assim o tratamento mais adequado, durando perto de 6 semanas. Para ajudar o processo e aliviar as dores, o médico ortopedista pode prescrever a toma de medicamentos anti-inflamatórios, e ainda, a realização de tratamento fisioterápico, durante o período de utilização do aparelho ortopédico.

Já a calosidade pode ser reduzida com ajuda de uma lixa. Nalguns casos, após o período de uso da tala, pode ser necessário usar uma palmilha específica no calçado. Esta, além de ajudar a reduzir a dor, irá prevenir o surgimento de nova lesão.

Quando o problema já está numa fase mais avançada, em que a deformidade óssea é irreversível, as únicas opções é a adaptação à dor, ou então, a realização de um procedimento cirúrgico, que irá corrigir o problema. A cirurgia é hoje em dia uma solução muito eficaz, resolvendo o problema com um procedimento simples e com excelentes resultados.

Como prevenir o surgimento do dedo em martelo

Para prevenir o aparecimento deste problema, especialmente em indivíduos já com maior propensão, devem ser utilizados sapatos ortopédicos ou reforçados. Caso seja corredor, deve garantir que o ténis é adequado para a prática desse desporto, e ainda, que a parte da frente tem espaço suficiente para evitar o atrito, e assim, a formação de calos. Além disso, e como referimos atrás, a utilização de palmilhas especificas no calçado irá ajudar a prevenir novas situações.

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Última atualização da página: 15/01/2018 às 11:04 horas por: Filipe