É aconselhável retirarmos todas as gorduras da alimentação

Publicado por Equipe Editorial a 24 de junho de 2010 - Atualizado em 13 janeiro 2018

É aconselhável retirarmos todas as gorduras da alimentação – FALSO

Cada nutrimento tem funções específicas: os hidratos de carbono fornecem energia facilmente disponível para as células, as vitaminas protegem o corpo de muitas doenças, as proteínas têm uma função essencialmente construtora. As gorduras (ou lípidos, como também podem ser designadas) são, à semelhança de todos os outros nutrimentos, uma parte essencial da dieta e não podem ser postas de parte. Retirar todas as gorduras da alimentação representa corrermos o risco de privar o organismo de nutrimentos importantes. É que as gorduras, para além de representarem uma forma concentrada de energia, são componentes essenciais das membranas celulares e têm um papel fundamental na absorção e utilização das vitaminas A, D, E e K, presentes nas gorduras provenientes de peixes gordos, óleos vegetais e lacticínios. Assim, retirar, por exemplo, a gordura do leite, significa também retirar grande parte das suas vitaminas.

Para além das funções já mencionadas, não podemos esquecer o contributo das gorduras para tornar a nossa alimentação mais saborosa. As gorduras dão aos alimentos uma textura cremosa, intensificam o seu sabor e, consumidas dentro dos valores recomendados, não representam qualquer perigo para a saúde.
Os nutricionistas recomendam que 15 a 35% das calorias ingeridas por dia sejam provenientes das gorduras, valor este que depende da actividade física diária de cada um, do padrão corporal além de outros factores.
Há ainda a considerar o facto de existirem dois tipos de gorduras – saturadas e insaturadas – devendo ter-se especial cuidado no consumo das primeiras, uma vez que o seu excesso está ligado ao aparecimento de muitas doenças como a aterosclerose, o cancro e doenças cardíacas.