Economia do Chile

Publicado por Equipe Editorial a 9 de junho de 2010 - Atualizado em 13 janeiro 2018

A economia do Chile é reconhecida internacionalmente pela sua solidez. No período militar, compreendido entre os anos de 1973 e 1990, o neoliberalismo foi o modelo adotado e mantido pelos governantes que vieram posteriormente.

No Chile, economia de base institucional sólida e uma coesão parlamentar forte com seu foco na política econômica, foi o que possibilitou manter, durante os anos 90, um notável crescimento de 7% ao ano, sendo que entre os anos de 2000 e 2007 a taxa e crescimento se manteve em 5% ao ano. Sem dúvida são resultados muito bons.

Política
desde os anos 70 que o país mantém uma importante política visando redução das tarifas e também eliminação das barreiras comerciais. A política do livre comércio permitiu ao Chile assinar tratados com importantes parceiros, tais como: União Européia, Nafta, Mercosul, Índia, China, P4, EFTA, Coréia do Sul, Japão, entre outros.

O país tem hoje o maior percentual de tratados sobre livre comércio, firmados com importantes áreas econômicas, as quais representam nada menos que 90% da população do planeta.

Cenário mundial

O Chile é um país cujos habitantes ultrapassam os 16 milhões, o que não é muito, mas apesar disso, a economia do país no ano de 2007 foi a 5ª maior de toda a América Latina, sendo que o PIB atingiu US$ 175 bilhões, e a renda per capita, a maior na América Latina, atingiu US$ 9.870. Neste mesmo ano o crescimento do PIB foi de %,1%, com inflação de 7,8% e desemprego de 7,8%.

Exportações
A principal característica da economia do Chile é ser aberta, focada nas exportações. Confira alguns dados: exportação de 45% em produtos agroindustriais (madeira, celulose, metanol, salmão e também o vinho cuja qualidade é reconhecida internacionalmente) e industriais; 45% em produto minerais, sendo 35% de todo cobre usado no mundo, prata, molibdênio e ouro; e 10% em produtos agrícolas (hortaliças e frutas). O país importa vestuário, máquinas e derivados de petróleo.

Melhorias sociais

O crescimento da economia chilena que vem ocorrendo há algumas décadas, refletiu em melhoras sociais sob alguns aspectos como: o aumento na expectativa de vida (homens – 74 anos, mulheres – 80 anos), o analfabetismo foi reduzido em 3%, a mortalidade infantil cuja taxa ficou em 7,8/1000 que corresponde ao nível dos países desenvolvidos, e a redução do índice de pobreza que em 1987 era de 45,1% e em 2006 de 13,7%, sendo assim o país pioneiro em toda a América latina, a alcançar e superar metas deste índice, para o milênio.

Os problemas
A distribuição de renda é falha no Chile, causando uma gigantesca diferença entre pobres e ricos. Outro problema grave é a energia, pois consome ao dia 228 mil barris (petróleo) e produz somente 4 mil ao dia. Quase todo o gás utilizado pelos chilenos é importado e a produção de energia elétrica opera nos limites.