Esterilidade

Os últimos avanços científicos permitem assegurar que a esterilidade está vencida. Técnicas revolucionárias dão novas esperanças aos casais estéreis. Para os que são pais, os seus filhos são o mais importante do mundo; para os que não têm filhos, consegui-los é o seu principal objectivo na vida. Os homens e mulheres com problemas de esterilidade queixam-se de incompreensão. Qualquer pai ou mão não daria, por acaso, a vida pelos seus filhos?

O mesmo lhes acontece a eles. Estão dispostos a dar tudo para ter um filho. E é bom recordar que à maioria dos casais inférteis reproduzir-se custa-lhe um dinheirão, anos de tratamento e imensas frustrações. Mas nada disso importa se , no final, conseguirem o seu objectivo. Os filhos, já o sabemos, não têm preço.

As últimas descobertas científicas estão a conseguir que engravidem as mulheres que tinham sido desenganadas até apenas há um par de anos. Até à altura em que um dos especialistas consultados para compilar esta informação, o Dr. Remohí, afirmava sem pestanejar: «Tudo tem remédio».

Este ginecologista, tem às suas costas a prova do que diz: centenas de fotos de bebés nascidos contrariando todos os prognósticos. O que para os felizes papás é quase ciência de ficção, para ele, co-director do IVI, o Instituto Valenciano de Infertilidade, é o pão nosso de cada dia: «Só há que identificar o problema e procurar a solução mais adequada».

É assim tão Fácil? Na Bebé d`Hoje não acreditamos em milagres. Sabíamos que IVI estava a ganhar prémios internacionais pelas suas descobertas científicas e que as suas cifras de êxitos eram muito notáveis. Mas também conhecíamos a outra face da reprodução assistida: casais unidos na depressão e à beira do colapso económico e que tinham perdido até à última coisa que se perde: a esperança. Por isso, fomos a Valência e vivemos com eles ambas as faces da moeda.

A primeira surpresa foi entrar na sala de operações e verificar como a equipa médica conseguia espermatozoides do testículo do homem vasectomizado. José (o nome é fictício) contou-nos que havia sido operado depois de ter dois filhos com a sua primeira mulher. Agora, aos 45 anos, casou-se outra vez. A sua nova mulher também tem dois filhos, mas gostava de ter mais um, de ambos. Um só. Assim não queriam tentar desfazer a vasectomia (operação complexa e nem sempre possível).

Por isso, o melhor era que lhe extraíssem os espermatozoides e fecundassem a sua mulher. Vinte minutos com anestesia local e sedação, uma incisão de dois centímetros no testículo, aspiração de espermatozoides, três pontos e, passadas duas horas, José voltava para casa, e no outro dia de manhã já estava a trabalhar.

Eles tem-no facilmente

«Quando um homem não tem nenhum espermatozoide na ejaculação ou produz poucos, podemos utilizar o epidídimo ou o testículo e consegui-los – diz o Dr. García-velasco, um ginecologista de 29 anos, com rostos de menino, que prefere que lhe chamemos Juancho – .

Até agora acreditávamos que estes espermatozoides imaturos não serviam – diz, de bisturi na mão, enquanto abre o testículo de José -, mas hoje sabemos que são igualmente úteis aos que estão cá fora, inclusivamente podemos congelá-los». Em Abril de 96, o IVI conseguiu, pela primeira vez no mundo, dois gémeos resultado de espermatozoides de testículo congelados. Actualmente há várias gravidezes em curso com estas mesmas características.

Quer dizer, que a ausência de espermatozoides no sémen já não é impedimento para ter filhos. Nem a falta de ejaculação, claro. Até há uns tempos, os meios de informação retractavam um feliz casal: ele, inválido da cintura para baixo e ela gravidíssima. No IVI conseguiram que eles fossem pais sem recorrer ao sémen de doadores.

Tão pouco a baixa quantidade ou a qualidade de espermatozoides impede a fecundação. Outra técnica revolucionária, a injecção intacitoplasmatica de espermatozoides o ISCI, pode tornar possível a gravidez com um só espermatozoide. Consiste em injectá-lo dentro do óvulo sob visão microscópica. Assim, espermatozoides altamente patológicos, que não eram capazes de entrar por si só no óvulo, conseguem o seu objectivo.

Procura e captura de espermatozoides

A Dr.ª Carmen Rubio, bióloga, explica o processo de modo muito didáctico: «O homem traz-nos a amostra de sémen, e ainda que seja muito mau, quer dizer, com escassos espermatozoides, pouca mobilidade ou má morfologia, escolhemos um, o que nos agradar, e com estes micromanipuladores e a 400 aumentos (permite-nos um sofisticado aparelho cheio de botões que nos permitem manejar no mundo microscópico e, num écran, como na televisão, vemos flutuar os espermatozoides vivinhos e coleando), pescamo-lo e injectamo-lo no ovocito, e já está».

«Esta é uma das técnicas mais revolucionárias. Soluciona todos os problemas masculinos, mesmo que graves», diz o Dr. Remohí. quando um casal leva seis meses tendo relações sexuais com uma frequência normal e não consegue uma gravidez, deve consultar o médico.

O normal é fazer então um estudo: analisar o sémen do homem e elaborar o historial clínico da mulher (regras, idade…). Comprova-se também a permeabilidade das trompas de Falópio mediante uma radiografia. Em 80 por cento dos casos, isto é suficiente para identificar o problema.

Se é da parte dele, já vimos as soluções, mas, que se passa com a esterilidade feminina? Umas vezes há que recorrer à cirurgia para colocar em ordem as trompas, outras, basta controlar a falta de ovulação com hormonas. Em qualquer caso, existem técnicas de ajuda de reprodução.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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