Estética masculina - Fotos Antes e Depois
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Estética masculina

Estética masculina:

A busca do corpo perfeito, apanágio da preocupação feminina, começa lentamente a contagiar os homens. As cirurgias plásticas emagrecem a conta bancária, mas em contrapartida são o elixir de uma eterna juventude. E as estatísticas provam que há um número crescente de homens que procuram os centros de estética na esperança de apagar as marcas que o passar dos anos vinca ou, apenas, com o objectivo de aperfeiçoar o que é, de origem, imperfeito.

O cabelo loiro encaracolado, o corte escolhido a rigor, mais curto na nuca para evidenciar os caracóis que pendem para a testa, a roupa e o anel de ouro e brilhantes fazem parte de uma imagem que se percebe ser cuidada. Mesmo assim, ninguém diria, António levou a sua preocupação com a estética mais longe. Em apenas um ano fez três operações plásticas.

António está entre um número crescente de homens que deixam os preconceitos de lado e recorrem à «faca» para melhorar o seu visual – só nos Estados Unidos, entre 2004 e 2008, houve um acréscimo de 33% na procura masculina de tratamentos de estética, segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgia Estética. Oriundo de um meio profissional pouco ou nada associado a uma imagem cuidada, a construção civil, António acaba por ser a excepção que confirma a regra, como ele próprio reconhece: «Na minha profissão não se liga muito ao corpo.»

Aos 32 anos, preocupavam-no os quilos a mais que nem as sucessivas dietas conseguiram erradicar. Um programa na televisão apontou-lhe a solução. Pouco tempo depois estava na sala de espera do cirurgião Biscaia Fraga, uma decisão inesquecível tendo em conta o ambiente. «Acanhei-me um pouco quando vi só mulheres.

Elas são muito curiosas, fazem perguntas, enquanto os homens se sentam ao canto e não metem conversa.» Mesmo assim resolveu ir em frente. Pouco tempo depois estava na mesa de operações para acabar com o inestético «pneu». A seguir tirou os papos das pálpebras (blefaroplastia), que lhe envelheciam o olhar e «não permitiam ver o verde dos olhos». No mesmo dia, retirou as bolsas adiposas acumuladas em torno das glândulas mamárias. E não se pense que ficou por aí. Na agenda tem já reservado espaço para uma lipoaspiração da região lombar, outra ao queixo, e uma otoplastia, para colocar no lugar as orelhas ligeiramente salientes.

Com a carteira mais magra, mas com menos 16 quilos, António sente-se agora mais bonito. As reacções dos que o rodeiam também são favoráveis, embora apenas um grupo muito restrito de pessoas saiba das intervenções – a razão porque aparece com um nome fictício. «Fiz isto para me sentir melhor, foi uma coisa pessoal e não para os outros.» É este o tipo de paciente ideal para o cirurgião Manuel Martinho. De acordo com o médico, «a cirurgia plástica é feita para aquela pessoa que chega ao espelho e não gosta de se ver, que se estivesse numa ilha deserta continuava a querer mudar».

Durante muitos anos, a cirurgia estética foi quase em exclusivo um recurso utilizado pelo sexo feminino. Ainda hoje, cerca de 90% das operações plásticas são feitas em mulheres, mas a tendência é de mudança. Se as questões pessoais são importantes para uma decisão deste tipo, como o foi para António, a defesa da imagem é também fundamental para os homens com determinadas profissões. Recorrendo à cirurgia plástica, apagam-se não só as marcas da idade, como se corrigem certas deformações faciais e corporais, como «orelhas de abano», nariz grande ou abdómen saliente. Há ainda razões de foro íntimo, defeitos que podem acarretar distúrbios psicológicos graves e se repercutem a diversos níveis – um pénis de dimensões reduzidas ou a calvície, por exemplo.

Nos homens, tal como nas mulheres, as intervenções que rejuvenescem o rosto são das mais procuradas, mas não batem as lipoaspirações. Estas operações eliminam as gordurinhas indesejáveis através de um tubo muito fino ligado a uma máquina de sucção que aspira as células adiposas em excesso. O abdómen saliente parece ser a maior preocupação masculina em termos estéticos. Em Portugal, a modelação da região abdominal, abdominoplastia, é o procedimento mais procurado pelos homens, logo seguido da remoção dos papos nas pálpebras, ou blefaroplastia, da correcção das orelhas salientes e de defeitos no nariz (rinoplastia).

A procura vai depois para a mentoplastia (eliminação do duplo queixo), a mamoplastia de redução (retirada de bolsas adiposas em torno das glândulas mamárias), a modelação dos flancos e, por último, mas não menos importantes, para os tratamentos faciais, como o «facelift», em que a pele é esticada para eliminar as marcas do tempo, e para o rejuvenescimento facial, que serve para remover rugas através de produtos químicos ou de laser.

O problema da calvície é também passível de ser resolvido pela cirurgia estética, sendo cada vez maior o número de homens que procura esta solução. Os implantes capilares permitem resolver de forma eficaz aquilo que inúmeros champôs e mezinhas prometem. Geralmente, são feitos com recurso a tufos de cabelo retirados da nuca do próprio paciente e replantados, um a um, na zona em falta.

Mas aquilo que talvez mais intimamente e socialmente afecte um homem é o tamanho do seu pénis. O trauma causado pela pequena dimensão do órgão sexual leva centenas de homens a procurar anualmente Biscaia Fraga. Este cirurgião trouxe para Portugal uma técnica de aumento tridimensional de pénis, que consiste na infiltração de gordura retirada da própria pessoa. O paciente tem de usar nos seis meses seguintes um extensor, cerca de 10 horas por dia. O médico assegura que «ao fim deste tempo, o pénis cresce no mínimo cinco centímetros em comprimento», e que «aumenta também em largura e em espessura». Normalmente, são feitas três intervenções.

Com pouco mais de 20 anos, José não se sentia satisfeito com o tamanho do seu pénis. Essa foi a razão que o levou a procurar Biscaia Fraga, mas acabou por descobrir que havia também solução para um outro problema que o atormentava ainda mais, a falta de cabelo. Por isso, não se pense que são apenas pessoas de mais idade a procurar os serviços destes médicos. Apesar de haver idades aconselhadas para se proceder a tratamentos como a otoplastia (entre os 5 e os 7 anos – altura em que as crianças iniciam a sua vida escolar) ou o aumento tridimensional do pénis (não antes dos 17 anos), tudo depende da forma como a pessoa lida com a sua imagem. «Os homens têm um envelhecimento linear, vão envelhecendo até ao momento em que chegam ao espelho e decidem que está na altura de intervir», defende o cirurgião Manuel Martinho.

Antes de tomar a decisão de se submeter a uma intervenção estética é necessário não esquecer que se trata de uma cirurgia. Há a anestesia, as incisões, as cicatrizes e o pós-operatório, ou seja, há dor e riscos associados que não podem ser menosprezados. Todas as intervenções têm consequências: hematomas, inchaços, eventuais infecções e até hemorragias. Um dos maiores perigos apresenta-se aos utilizadores de cocaína como droga. As suas mucosas nasais transformam-se numa película fina e as hemorragias graves são quase inevitáveis, pelo que devem evitar a rinoplastia. Aos fumadores é recomendável deixarem de fumar antes de uma intervenção, porque o tabaco seca os tecidos, dificultando a irrigação sanguínea e consequentemente a cicatrização.

O tempo de recuperação é relativamente curto mas, para que tudo corra bem, há que seguir à risca as recomendações dos médicos. O mesmo acontece em relação à manutenção da nova figura. É preciso ter cuidados com a alimentação e praticar exercício físico. Mas antes de chegar a esta fase, há que escolher criteriosamente o cirurgião – consultar vários médicos, falar com pessoas que se tenham submetido ao mesmo tratamento ou contactar a Ordem dos Médicos. Aqui existe a lista com o nome dos médicos que fazem parte do Colégio de Cirurgia Estética, Plástica e Reconstrutiva, uma garantia de reconhecimento profissional.

Normalmente, o primeiro encontro é com um consultor estético; só depois tem lugar a consulta médica. Este é o momento para fazer o historial clínico do paciente, esclarecer dúvidas e aconselhar o melhor procedimento. Além do cuidado na escolha do médico, há ainda que optar por um local que garanta segurança e higiene. É fundamental haver condições para se proceder a uma reanimação, em caso de necessidade, assim como deve existir equipamento para monitorização das funções vitais durante a operação. Se todas as precauções forem tomadas, reduzem-se os riscos e há muito maiores probabilidades de sucesso.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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