Eu queria um rapaz…

Eu queria um rapaz…

Todos sabemos que, a maior ambição dos pais é que os seus filhos nasçam saudáveis, independentemente de serem meninos ou meninas.

No entanto, para uma mãe que idealizou o seu bebé como rapaz ou rapariga, ao descobrir que não é o sexo da sua preferência, podem surgir algumas “complicações”.

Tudo depende do modo como a mulher reage. Algumas, após o choque, reagem bem e começam imediatamente a sonhar com o bebé e a idealizar um quarto cor-de-rosa com muitos folhos quando já tinham escolhido um lindo quartinho azul, ultrapassando assim, aquele primeiro momento.

Outras há, no entanto, que não conseguem ultrapassar a notícia, para elas inesperada, e desiludem-se, podendo inclusive entrar em depressão. Estes casos, podem estar interligados com experiências negativas vividas pela mulher ou até mesmo por alguma pressão externa (o sonho do futuro pai ou a ilusão dos avós).

Isto passa…

Podemos encontrar algumas grávidas que têm vivências negativas que levam a que não se sintam à vontade com o seu bebé, mesmo antes do seu nascimento.

O que os especialistas afirmam é que, depois do momento do parto, esta situação, na maior parte dos casos, inverte-se e, quando finalmente o têm ao colo, estes momentos de angústia e desilusão são imediatamente ultrapassados.

Alguns médicos atribuem esta rápida adaptação ao bebé a alguns factores fisiológicos que acontecem no momento do parto, tais como: – a um aumento da circulação hormonal. – à oxitocina, que para além de desenvolver as contracções, estimula também a ligação entre mãe e filho(a), daí que, no momento em que pela primeira vez se encontram, cara a cara, ficam a amar-se para sempre.

Outras mães há que, mesmo após alguns dias, ainda não se sentem à vontade com o seu bebé, e recriminam-se por não gostarem tanto dele como seria de esperar.

Isto pode acontecer devido a um parto mais complicado, em que o sofrimento foi grande, devido ao cansaço, a uma baixa dos níveis hormonais..; se se encontra neste grupo, não se sinta mal nem entre em depressão, pois, rapidamente irá demonstrar todo o amor que tem pelo seu bebé.

Converse com o seu companheiro, um familiar mais próximo, ou até mesmo com o seu médico e conte-lhes os seus temores, ansiedades e dúvidas. Se a situação não se alterar rapidamente, o melhor será – e o seu médico proporá – consultar um psicólogo, que melhor a ajudará a ultrapassar esta fase.

Menino/Menina

Porque será que prefere uma menina a um menino? Já experimentou perguntar isso, a si mesma? Será que a ideia que tem dos meninos e das meninas não resulta do que hoje vê na sociedade e também, daquilo a que foi habituada?

Desde que nascem, as crianças são tratadas de diferentes maneiras, sendo distinguidas pelo sexo. As meninas têm, por norma, mais mimos e são mais protegidas do que os meninos. Para além disso, são tratadas com maior doçura do que os rapazes, pois, são as princezinhas. Com eles, no entanto, somos mais permissivos.

Esta educação irá reflectir-se mais tarde, já no período escolar quando elas se mantêm mais reservadas e eles… bom, por vezes é difícil definir o que é um verdadeiro furacão.

 Quadro 1

  

MeninasMeninos
Mais carinhosas, responsáveis e intuitivas

Conciliadoras

Mais obedientes e colaboradoras

Procuram a harmonia

Não gostam de jogos que impliquem contacto físico

Mais atentas e delicadas

Passam mais despercebidas

Estimuladas mais ao nível afectivo

Movimentos rítmicos e expressivos

Mais bruscos nas brincadeiras

Mais ariscos e menos afectuosos

São os “donos” da sala

Gostam de desportos em equipa e com contacto físico

Gritam e brigam mais frequentemente

Fazem mais perguntas e interrompem mais vezes

Estimulados mais ao nível cognitivo

Movimentos onde impera a força e competitividade

O que se “exige”, quer venha a ter um menino ou uma menina, é que ambos sejam tratados com o mesmo carinho e atenção, nunca descurando o seu desenvolvimento físico e psicológico.

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Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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Última atualização da página: 13/01/2018 às 3:00 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)