Factores de risco cardiovascular: A inflamação tem importância? - Fotos Antes e Depois
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Factores de risco cardiovascular: A inflamação tem importância?

Factores de risco cardiovascular

Durante quase um século, o estudo da aterosclerose centrou-se predominantemente na formação, presença e evolução de placas ateroscleróticas na parede arterial, com especial interesse no seu conteúdo lipídico.

No entanto, nas últimas décadas, investigação de base e vários estudos experimentais sugerem que a inflamação contribui para a aterogénese, havendo cada vez maior evidência de que os factores inflamatórios podem ter um carácter preditivo e prognóstico com relevância clínica.

Numa meta-análise publicada em 2000 por J. Daneshetal. no British Medical Journal, abrangendo mais de dois mil e quinhentos indivíduos, seguidos durante mais ou menos oito anos, constatou-se que aqueles que à partida estavam no terço mais elevado dos valores de proteína C reactiva (PCR) tiveram o dobro do risco cardiovascular, mesmo tendo em atenção a coexistência de outros factores de risco.

Estudos epidemiológicos prospectivos em larga escala têm vindo a revelar uma cada vez maior relação entre vários marcadores biológicos.risco cardiovascularOutros estudos verificaram que a valores elevados de PCR correspondia maior risco cardiovascular, tanto em homens como em mulheres, mesmo sem dislipidemia. Actualmente, estudos epidemiológicos prospectivos em larga escala têm vindo a revelar uma cada vez maior relação entre vários marcadores biológicos (tais como a inflamação, as alterações da coagulação e da fibrinólise e a disfunção endotelial) e os acidentes cardiovasculares. De igual modo, se tem verificado uma relação estreita entre estes factores e o desenvolvimento da diabetes tipo 2 e da obesidade visceral.

A interleucina-6 (IL-6), que é uma citocina pró-inflamatória, parece ter especial importância nos doentes diabéticos e as moléculas de adesão celular, tipo 1 (VICAM-1), favorecendo a aderência de macrófagos e linfócitos T ao endotélio, são factores importantes de disfunção endotelial. Os linfócitos T aderentes estimulam a produção de outras citocinas inflamatórias, tais como o gama-interferon e o factor beta de necrose tumoral. Assim, o processo inflamatório não só promove a génese e a evolução das placas de ateroma como contribui para a sua instabilidade e, como tal, para a ocorrência de acidentes cardiovasculares.

Tem-se verificado que a níveis altos destes factores pró-inflamatórios corresponde maior número de complicações a curto e a médio prazo nos doentes com síndromes coronários agudos. No entanto, nem todos os doentes com angina instável e PCR elevada evoluem para enfarte agudo, mas a maior parte dos doentes com enfarte agudo precedido de um ou vários episódios de angina instável, têm uma PCR elevada. LDLValores elevados de PCR estão fortemente associados a maior risco cardiovascular, mesmo em indivíduos com LDL-colesterol normal.

Por outro lado, num trabalho publicado em 2001 no JAMA por Pradhan et al., afirmase que níveis elevados de IL-6 e de PCR não só se encontram associados à progressão da aterosclerose mas também ao aparecimento da diabetes tipo 2, mesmo em indivíduos sem sinais anteriores de insulinoresistência.
Finalmente, dados do “Air Force/Texas Coronary Atherosclerosis Prevention Study, publicado em 2001 no New England Journal of Medicine, vieram confirmar que valores elevados de PCR estão fortemente associados a maior risco cardiovascular, mesmo em indivíduos com LDL-colesterol normal.
Se nos lembrarmos de que cerca de metade dos doentes com acidentes cardiovasculares agudos, nos Estados Unidos da América, estão neste grupo, interrogamonos sobre até que ponto não será útil para os nossos doentes a pesquisa do valor da PCR quando procuramos estratificar o risco global, embora existam, por enquanto, algumas razões para que tal não figure nas guidelines.

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