Fasciíte Necrosante: Uma Doença Mortal que Come Carne? Infelizmente sim. - Fotos Antes e Depois
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Fasciíte Necrosante: Uma Doença Mortal que Come Carne? Infelizmente sim.

A fasciíte necrosante é uma infecção cutânea bacteriana rara, mas potencialmente fatal, que se espalha rapidamente para os tecidos mais profundos e pode causar a morte.

Dor intensa, descoloração da pele, bolhas, febre e vômitos são sintomas a serem observados. Esta condição é uma emergência médica tratada com antibióticos e pode necessitar de cirurgia.

Bactérias Carnívoras Causadoras De Fasciíte Necrosante

Uma “infecção que come a nossa própria carne”…  parece coisa de pesadelos. Mas não, é uma doença bem real! Clique nos Números para abrir as Imagens: (1) (2) (3) (4).

As bactérias que causam a infecção na verdade não são carnívoras, elas não comem a carne, liberam sim toxinas que danificam os tecidos. Os resultados, no entanto, muitas vezes são fatais ou mortais.

Abaixo descrevemos de forma simples tudo sobre a condição.

Fasciíte necrosante é uma infecção grave da pele e dos tecidos profundos

fasciíte necrosante é uma infecção rara mas extremamente perigosa que afeta a pele, se espalha rapidamente e mata os tecidos macios do corpo. Na verdade, a palavra “necrosante” significa “o que provoca a morte dos tecidos”.

Nas pessoas com a condição, as bactérias podem infectar os tecidos abaixo da pele, bem como a fáscia, os tecidos conjuntivos que envolvem os nervos, músculos, vasos sanguíneos e gorduras.

As toxinas produzidas por essas bactérias podem também causar a morte dos tecidos infectados. Sepse, falência de órgãos e até a morte, são o resultado se a infecção não for tratada a tempo.

Bactérias causadoras de infecção geralmente entram através de um corte ou ferida

Bactérias como a Streptococcus do grupo A (estreptococo do grupo A), Clostridium, Klebsiella, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e a Aeromonas hydrophila, qualquer uma delas pode causar a infecção.

Dependendo do tipo de bactéria envolvida, a doença é dividida nos tipos I, II, III e IV. As bactérias estreptocóficas do Grupo A são, no entanto, os culpados mais comuns.

Estas bactérias estão presentes na pele, garganta ou intestino sem causar grandes problemas. Mas em casos raros, podem causar fasciíte necrosante ao entrar nos tecidos profundos. Pode ocorrer infecção quando:

As bactérias entram no corpo através de feridas na pele, picadas de insetos, arranhões, cortes ou outro tipo de feridas. Esta é a forma mais comum de contágio.

Em outros casos, as bactérias presentes em outras partes do corpo entram através da corrente sanguínea e causam a infecção.

Embora a fasciíte necrosante se desenvolva geralmente através de bactérias já presentes no corpo ou na pele, em casos raros, também podem passar de uma pessoa que já tenha fasciíte necrosante.

Os sintomas incluem dor intensa, descoloração da pele, bolhas, febre e vômitos

As pessoas com a condição começam geralmente a experimentar sintomas poucas horas após uma lesão. Os sintomas podem incluir:

Dor intensa: Pele cortada, ferida, machuca? Nestes casos a dor será mais intensa do que o tamanho da lesão justificaria. Esta dor intensa está ligada aos danos nos tecidos profundos que ocorrem no corpo, e não pela ferida ou corte superficialmente visível.

À medida que a infecção piora e os nervos e tecidos são destruídos, o grau de dor reduz.

Inchaço, descoloração da pele e bolhas: Nestes casos é possível notar que a área afetada é quente ao toque. Também haverá descoloração e inchaço púrpura ou avermelhado que se espalha rapidamente.

Também podem ser notadas manchas escuras na pele que rapidamente se transformam em lesões ou bolhas cheias de líquido.

Sintomas gripais e de febre: Inicialmente, podem ser sentidos sintomas semelhantes a gripe como febre, náuseas, dor de estômago, diarreia, calafrios, dores gerais pelo corpo e dor de garganta.

Confusão, tonturas, fadiga: se não for tratada, a infecção pode se espalhar rapidamente e afetar os órgãos vitais. Este evento pode causar sintomas como tonturas, fadiga e a pessoa ficar delirante ou confusa nesta fase.

Sistema imunitário fraco pode aumentar o risco

Qualquer pessoa, incluindo pessoas saudáveis ​​e jovens, pode pegar a fasciíte necrosante. Na verdade, cerca de metade dos casos de fasciíte necrosante causados ​​por bactérias estreptocócicas são vistos em indivíduos jovens e saudáveis.

Existem alguns problemas de saúde que dificultam a imunidade e podem aumentar o risco de contágio. Algumas dessas condições incluem:

  • Doenca renal
  • Diabetes
  • Câncer
  • Doenças crônicas que enfraquecem o sistema imunológico

A infecção requer tratamento médico de emergência: não demore!

A fasciíte necrosante é uma emergência médica, uma vez que pode se espalhar rapidamente e causar problemas sérios, como falha nos órgãos e envenenamento do sangue (sepse).

O risco de fatalidade é alto, com a morte de 1 a 2 pessoas em cada 5 casos. Desta forma é importante receber tratamento imediato se sentir sintomas que sugerem a condição.

O tratamento envolve antibióticos, cirurgia e medidas de suporte

As pessoas com fasciíte necrosante geralmente precisam ser hospitalizadas durante algum tempo. O tratamento inclui:

Antibióticos: nestes casos são administrados antibióticos fortes, geralmente por via intravenosa, para contrariar a infecção.

Cirurgia: A bactéria envolvida na fasciíte necrosante é muitas vezes anaeróbica, ou seja, prospera em locais onde não há oxigênio. Portanto, a exposição ao ar através de cirurgia pode ajudar a matá-la.

Além disso, os antibióticos podem não ser capazes de chegar a todas as áreas infectadas se os tecidos moles foram destruídos e o fluxo sanguíneo foi reduzido pelas toxinas. Desta forma, a cirurgia também é muitas vezes necessária para remover os tecidos mortos.

Reabilitação e fisioterapia: em alguns casos, infelizmente, os membros afetados precisam ser amputados. Nestas situações é necessário apoio de reabilitação para o indivíduo de adaptar à deficiência.

Tratamento de suporte: Este pode incluir medidas para controlar os níveis de fluido, funções dos órgãos e a pressão arterial.

Referências do artigo

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/
https://rarediseases.org/
https://www.cdc.gov/
https://www.hindawi.com/
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https://www.dermnetnz.org/
https://www.nhs.uk/
https://news.nationalgeographic.com/

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