Faslodex 500mg (fulvestrant) no tratamento do cancro de mama metastático

O Faslodex 500mg (fulvestrant), da farmacêutica AstraZeneca, recebeu a aprovação de comercialização pela EMEA para o tratamento de mulheres pós-menopáusicas com receptores hormonais positivos de cancro de mama metastático, com recidiva da doença ou progressão durante o tratamento com antiestrogénios, anunciou a empresa no dia 22 de Março.

A nova dose de 500 mg aumenta a possibilidade de existir uma regulação para níveis inferiores dos receptores de estrogénio.

“A aprovação de fulvestrant 500mg é uma boa notícia para os oncologistas e doentes no combate a esta forma avançada de cancro da mama. Com relativamente poucas opções de tratamento disponíveis para mulheres com este tipo de problema, fulvestrant 500mg vai possibilitar-lhes obter um maior controlo sobre a doença comparativamente à anterior dose licenciada de 250mg, sem prejudicar ainda mais a sua qualidade de vida”, afirmou, no referido documento, Angelo Di Leo, director da Unidade de Oncologia Sandro Pitigliani, Hospital de Prato, Itália, e investigador principal do estudo CONFIRM.

Este estudo demonstrou que a administração de fulvestrant 500mg melhora o controlo da doença em pacientes com cancro de mama, sem afectar a tolerabilidade, quando comparado com a administração da mesma substância com uma dose de 250mg. Os dados revelaram uma significativa redução estatística de 20 por cento no risco de progressão da doença para pacientes com uma dose de 500mg de fulvestrant (n=362), comparativamente ao grupo com 250mg (n=374).

Como resultado, 34 por cento dos pacientes do grupo tratado com fulvestrant 500mg manteve-se vivo e sem progressão da doença após um ano, comparativamente a somente 25 por cento dos pacientes do grupo tratado com 250mg. A substância fulvestrant possui um mecanismo de acção diferente de outras terapias endócrinas; além de bloquear a acção do estrogénio no seu receptor, possibilita desligar o sinal da hormona, levando à diminuição dos seus receptores no tumor, assim como dificulta outras formas de crescimento e disseminação do cancro.

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Última atualização da página em 19/10/16 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

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