Etapas da Fisioterapia para Rompimento do tendão de Aquiles - Fotos Antes e Depois
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Etapas da Fisioterapia para Rompimento do tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles é a estrutura tendinosa mais forte do corpo humano, conectando os músculos da pantorrilha à parte de trás do pé, no calcanhar.

Este tendão é essencial em todos os movimentos que requerem o funcionamento dos músculos da pantorrilha, como o andar, correr ou saltar.

fisioterapia para tendão de Aquiles

No entanto, devido a vários fatores, mas especialmente, devido à sua utilização excessiva em alguns desportos, este tendão pode inflamar, provocando tendinite, ou mesmo romper, causando rutura de tendão de Aquiles, parcial ou total.

Caso venha a sofrer de alguns destes problemas, é essencial um tratamento adequado para tratar os tecidos danificados, e prevenir o surgimento de novas lesões, ou mesmo o agravamento da condição já existente.

Neste artigo poderá conhecer melhor as causas que levam ao desenvolvimento de lesões neste tendão, e ainda, como se processa a fisioterapia para tendão de Aquiles.

Causas de lesões no tendão de Aquiles

Apesar de ser um problema que pode surgir através do trauma direto do tendão, especialmente durante a ocorrência de acidentes, as lesões no tendão de Aquiles estão geralmente relacionadas com a prática desportiva.

Assim, as causas mais comuns para o surgimento de tendinites ou rutura de tendão de Aquiles incluem:

  • alteração brusca das rotinas de treino, com o aumento do número de treinos e da sua intensidade;
  • aumento súbito da intensidade durante um treino de corrida;
  • calçado inadequado para o desporto que pratica;
  • carga intensa de treino após um período de descanso;
  • pronação excessiva do pé, em que este roda para dentro, achatando-se mais do que ocorre normalmente;
  • tensão exagerada sobre o tendão ou os músculos da pantorrilha;
  • treino de corrida em escadas ou rampas inclinadas.

Estes fatores podem levar à sobrecarga do tendão, causando a sua inflamação, ou então, nalguns casos, mesmo o seu rompimento.

Seja qual for a gravidade da lesão, é essencial realizar fisioterapia, de modo a reduzir a inflamação e estimular o processo de regeneração dos tecidos danificados.

No caso da tendinite de aquiles, o processo é mais rápido, mas quando ocorre a rutura, parcial ou total, o tempo de recuperação é bem maior. Confira de seguida em que consiste a fisioterapia para tendão de Aquiles.

Tratamento fisioterapêutico

Nas primeiras semanas, o principal foco do tratamento fisioterápico é o controlo do processo inflamatório, do edema e da dor.

Para isso podem ser utilizados recursos como o laser terapia, a crioterapia, o ultrassom, massagens e medicamentos.

Nesta fase podem ser já realizados alguns exercícios, como movimentos delicados do pé da órtese, movimentos de dedos, flexão e extensão e elevação da perna reta.

A partir da 3ª semana, começa-se a aumentar gradualmente a carga sobre a perna afetada e a reeducação do músculo e do tendão, baseada na tolerância.

Nesta fase realizam-se exercícios isométricos para os músculos das pernas, à exceção da panturrilha, e ainda, alguns movimentos suaves de flexão dorsal ativa do tornozelo, de modo a esticar levemente o tendão.

Os movimentos isométricos do tendão de Aquiles devem aumentar progressivamente de amplitude e intensidade.

Ao fim de 6 semanas, deve começar a fazer exercícios propriocetivos, para reequilibrar posturalmente o corpo. Nesta fase irá também a aumentar a amplitude passiva de extensão e movimento do tendão, e ainda, realizar exercícios de reforço intrínseco dos músculos.

Por esta altura, o tratamento de tecidos moles é diário, podendo já fazer treino em águas mais profundas e andar de bicicleta apoiando o calcanhar no pedal.

A partir da 8ª semana, vai começar a aumentar progressivamente exercícios ativos contra a resistência do tendão, e nesta fase, é alcançada a amplitude total do movimento passivo do tendão, sem esforço. Pode progredir no treino de natação e bicicleta.

Entre o terceiro e o sexto mês, pode já retirar a órtese.

Os exercícios fisioterapêuticos nesta fase incluem levantamentos bilaterais, lunges, agachamentos, contrações excêntricas com peso e subir com a ponta dos dedos. Pode também realizar bicicleta, máquina de remo, esteira, seja na fisioterapia, seja em casa, mediante as orientações do fisioterapeuta.

A partir do 6º mês, irá já fazer exercícios excêntricos, de salto e mesmo de corrida. Nesta fase, pode começar a alternar desportos não competitivos com exercícios simulados de competição.

Ao 8º mês, se tudo tiver corrido bem, pode regressar ao treino competitivo.

Atualizado em 26 Março 2018

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