Fumadores têm maior risco de sofrer convulsões - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Fumadores têm maior risco de sofrer convulsões

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Estudo chama a atenção para os potenciais factores de prevenção primária da epilepsia, pois pouco se sabe sobre possíveis factores de risco para a doença.
 
não fumarO tabaco pode estar associado a um risco mais elevado de convulsões. Esta é a principal conclusão de um estudo prospectivo publicado na última edição online do jornal Epilepsy (a versão impressa sairá em 2010), no qual se pretendeu avaliar indicadores relacionados com a prevenção primária da epilepsia. Barbara A. Dworetzky, do departamento de Neurologia da Harvard Medical School (EUA), e colegas analisaram questionários e relatórios médicos, datados de 1989 a 2005, de 116313 mulheres, com idades entre os 25 e os 42 anos, em risco de sofrer crises convulsivas. Destas mulheres, 65 por cento eram não fumadoras. Neste conjunto, foram confirmados 95 casos de convulsões e 151 de epilepsia. Ao comparar as doentes fumadoras com as não-fumadoras, verificou-se que as primeiras tinham um risco aumentado de ter crises convulsivas (risco relativo de 2, 60 e intervalo de confiança de 95 por cento, 1. 53-4. 42). Estes resultados são, no entanto, independentes do número de cigarros diários, embora o estudo sugira que o número de anos em que se fuma influencia o nível de risco de se sofrer crises convulsivas. Já as mulheres que foram fumadoras no passado e que deixaram de o ser não apresentaram uma correlação com a ocorrência de convulsões, mas tinham um risco ligeiramente aumentado para a epilepsia.
Constatou-se ainda que o consumo prolongado de cafeína ou de álcool não estava associado ao risco de convulsões. Não se verificou associações entre a doença e o consumo moderado, excessivo ou mesmo a abstinência de álcool. A autora alerta para a necessidade de se fazerem novos estudos coorte para se saber mais sobre potenciais factores modificáveis do risco de epilepsia a fim de se poder, em última análise, identificar mecanismos de prevenção primária da doença.

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