Ginkgo biloba - Beneficios da Ginkgo biloba
Fotos Antes e Depois

Ginkgo biloba

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

Há 270 milhões de anos atrás, antes dos dinossauros, apareceram as Ginkgoáceas, grupo de árvores pertencentes á família Ginkgoaceae. Atingiram o seu esplendor no Período Jurássico, e chegaram a contabilizar-se 11 espécies diferentes, das quais a Ginkgoales que compreendia 15 géneros diferentes.

Contudo, á cerca de 65 milhões de anos, coincidindo com o desaparecimento dos dinossauros, começou o seu declínio. De todo este conjunto de árvores que prosperou na Era Mesozóica, só sobreviveu um género da espécie Ginkgoales, a Ginkgo biloba L..

Árvore Ginkgo biloba

Charles Darwin chamou-lhe “fóssil vivente” de uma flora extinta. As outras espécies, desta grande família, não resistiram às sucessivas transformações enfrentadas pelo planeta, e desapareceram totalmente.

Quando os mamíferos se distribuíram por todo o planeta, estas árvores cobriam grandes zonas do hemisfério Norte, porém foram sendo substituídas por outras espécies vegetais mais modernas, com sistemas de polinização mais evoluídos e complexos.

A sua extinção era eminente, quando os habitantes de Chekiang, região localizada a Sudeste da China, começaram a plantá-la em templos budistas, esta prática alastrou também ao Japão e Coreia, locais onde é considerada sagrada.

A ginkgo biloba L. é o género de árvore mais antiga do planeta, crê-se que não exista em estado selvagem, porque ainda que se tenham encontrado alguns exemplares em bosques, suspeita-se que não tenham nascido de forma espontânea.

A Ginkgo biloba L. foi descoberta no mundo ocidental em 1691, pelo botânico alemão Kaempfer que viu alguns exemplares nos jardins de mosteiros budistas, de onde se trouxeram os primeiros exemplares, que chegaram á Europa em 1717.

Esta árvore pode ultrapassar os 40 metros de altura, existe um exemplar em Dabao-China com 60 metros, e pode viver mais de 2000 anos.

A Ginkgo biloba L. inclui-se no grupo das gimnospérmicas, isto é, das plantas sem flor mas com semente, do qual fazem parte por exemplo os pinheiros. É uma espécie dióica, o que significa que, existem plantas masculinas, onde se forma o pólen, e femininas onde se formam os óvulos, que são semelhantes ao nível vegetativo.

Geralmente, as masculinas é que são plantadas como árvores ornamentais, pois os frutos das femininas exalam um cheiro desagradável quando entram em degradação. Tem bonitas folhas em forma de leque, que no Outono adquirem um atraente tom amarelo.

Esta descrição enquadra-se perfeitamente na visão dualista do mundo chinês: o Yin e o Yang. Para além de estar dividida em dois sexos, também as suas folhas parecem divididas em dois.

Esta planta tem inúmeras aplicações e benefícios, para além das sementes comestíveis chamadas pake-wo, as suas folhas eram introduzidas nos livros pelos monges budistas para os preservar de ataques de insectos e fungos.

Pela sua resistência ao fogo utiliza-se em várias zonas como corta fogos natural. Possui um elevado valor medicinal pelas suas propriedades fitoterápicas e fito-cosméticas.

chá de Gingko Biloba

A Ginkgo biloba L. é muito resistente, possui uma resina que a protege das alterações ambientais e consegue absorver as substâncias poluentes da atmosfera. Raramente é atacada por insectos ou fungos, observando-se igualmente uma grande resistência a bactérias, vírus e ás acções mutagênicas de radiações.

O que pode explicar a sua sobrevivência á explosão da bomba atómica. Em 6 de Agosto de 1945 explodia em Hiroshima, a primeira das bombas atómicas lançadas no Japão na 2ª guerra mundial. Este engenho de urânio, ironicamente baptizado de “Little Boy”, foi lançado por um avião americano chamado Enola Gay,.

A maior parte da cidade ficou destruída e estimam-se 70 a 80 mil mortos, deixando os sobreviventes com sequelas irreversíveis, devido aos efeitos fatais das radiações e das intoxicações. A humanidade ficou apavorada, pela probabilidade de uma guerra nuclear capaz de aniquilar todas as formas de vida á face da Terra.

Mas, uma Ginkgo biloba L. que se encontrava nos jardins de um templo budista, a um km do local da explosão, não estava disposta a morrer. Na primavera seguinte, apenas oito meses depois da explosão nuclear, bem no meio da cidade destruída, a árvore devastada deitou rebentos.

Converteu-se numa grande árvore, que ainda hoje continua viva e é chamada de “Árvore da Vida”. As suas descendentes cruzaram os oceanos e continentes e vivem, como embaixadoras da paz, em todas as cidades do mundo.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

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