O sucesso da Gravidez Gemelar

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018 - Publicado a 1 de julho de 2010

O sucesso da gravidez gemelar – As condições que a sociedade moderna apresenta aos jovens (trabalho instável, casas inacessíveis…) não são as mais propícias para ter filhos.

Assim, são muitas as mulheres que ficam grávidas a partir dos 30 anos, o que não é o mais correcto nem o mais sensato.

Em idade avançada, perante uma esterilidade, o recurso à reprodução medicamente assistida pode levar à existência de gravidez gemelar.

Mas não são as únicas.

Têm mais possibilidade para uma gravidez de gémeos, as mulheres que contam com antecedentes familiares de gravidezes múltiplas, as que já tenham tido gémeos anteriormente e as que já tenham tido um ou dois partos.

Segundo as estatísticas, um em cada cem casos tem como final feliz, dois irmãos gémeos.

Quais as origens?

As gravidezes gemelares podem ter origens diferentes.

O mais frequente (em 66% dos casos) é que os espermatozoides fertilizem seus óvulos (gémeos bivitelinos ou dizigóticos) que ficam parados nas trompas maternas.

Mas isto não significa que tudo seja comum para os fetos: os irmãos não compartilham da mesma bolsa amniótica nem da placenta durante os nove meses de gestação.

Desta forma, as características físicas e o seu código genético serão distintos, como é lógico, visto tratarem-se de dois óvulos e células sexuais masculinas diferentes, se bem que se mantenham parecidos como irmãos que são.

O futuro sexo não é necessariamente o mesmo.

«Há mulheres cujos ovários produzem espontaneamente dois óvulos em vez de um» dizem os especialistas. «O que possibilita que se produza uma segunda gestação.

É o que se chama super fecundação e acontece porque outro espermatozoide, dos milhares que transporta o esperma masculino, fecunda esse segundo óvulo.

Está comprovado que as técnicas de gravidez assistida favorecem este tipo de gravidezes, pois, ao estimular o ovário, a probabilidade de que este produza mais de um óvulo é de 12%».

Ainda há, também, a possibilidade de (em 33% das gravidezes de gémeos) de que um espermatozoide fecunde um óvulo e, nos sete dias posteriores à concepção, dado que cada célula é pluripotencial, o ovo fecundado (zigoto) se divida em dois (gémeos univitelinos ou monozigóticos).

O seu aspecto físico será tão semelhante que custará a diferenciá-los: compartilharão da cor do cabelo e dos olhos, porque estão dotados de um código genético idêntico.

Igualmente serão do mesmo sexo.

Seja como for, às seis ou sete semanas de gravidez, e quando o médico estiver a fazer à mãe a sua primeira ecografia, já é possível que se detectem as duas bolsas dentro do útero.

Uma notícia que superada a surpresa inicial, encherá de alegria qualquer casal: ninguém que deseje a chegada de um filho, pode entristecer-se se em vez de um vierem dois, por muito que aumentem as possibilidades de complicações, tanto nos meses de gravidez como no momento do parto.

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