Gravidez Molar: Riscos, Causas, Sintomas e Tratamentos

Descobrir que têm uma gravidez molar pode ser doloroso para algumas mulheres, especialmente se estas andaram a tentar engravidar por um longo período de tempo.

Se tem um risco aumentado de sofrer uma gravidez molar, é importante que conheça os detalhes desta condição médica infeliz, o que a provoca e alguns dos riscos que ela implica.

Gravidez Molar

O que é a gravidez molar?

A gravidez molar é uma situação na qual ocorre um crescimento anormal de tecido uterino, evitando que o feto se desenvolva normalmente e levando à interrupção da gravidez.

No entanto, o crescimento deste tecido apresenta frequentemente os mesmos sintomas que a gravidez, razão pela qual as mulheres geralmente sentem que a sua gravidez está a progredir normalmente, antes de serem diagnosticadas com esta condição médica.

No fundo, o que acontece é que o tecido e os recursos que normalmente seriam utilizados ​​para constituir a placenta formam dezenas de estruturas saculares de tecido anormal.

O nome mais formal para esta condição é “mola hidatiforme”.

A gravidez molar é um tumor benigno não cancerígeno mas que impede a conclusão de uma gravidez normal.

Felizmente, ter uma gravidez molar não evita futuras gravidezes, e o risco de ter uma segunda gravidez molar é inferior a 3%.

Causas da Gravidez Molar

Este grave problema gestacional afeta 1 em cerca de 1.500 mulheres e apresenta-se sob duas formas diferentes – a gravidez molar completa e a gravidez molar parcial.

Gravidez Molar Completa

Este tipo de doença ocorre quando um único espermatozóide fertiliza um único óvulo, mas esse óvulo não possui informação genética.

Como resultado, em vez de um feto em desenvolvimento cresce tecido anormal, preenchendo o útero e ameaçando a saúde da mãe, sem constituição de vida no útero.

Gravidez Molar Parcial

Este tipo de gravidez molar acontece quando dois espermatozóides fertilizam um único óvulo, causando o desaparecimento dos cromossomas femininos ou a duplicação do número de cromossomas masculinos, levando à formação de um feto com 69 cromossomas, em vez dos normais 46.

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A placenta começa a desenvolver-se mas não chega a formar-se um feto.

A própria placenta será o crescimento molar (tumor).

Sintomas

Os sintomas mais comuns do evento incluem a hemorragia vaginal, a hipertensão arterial, o crescimento rápido do útero e o aumento dos ovários, entre outros.

Hipertensão arterial – Um dos sinais mais óbvios da existência de um problema como este tipo de gravidez é o aumento da pressão arterial, tipicamente no primeiro e segundo trimestres da gravidez.

Hemorragia vaginal – Muitas vezes, este é o primeiro sinal da existência de uma gravidez deste tipo; qualquer hemorragia vaginal que ocorra durante a gravidez deve ser levada a sério.

Procure a ajuda de um médico, se sofrer uma hemorragia vaginal.

Aumento do volume ovárico – Devido ao aumento dos níveis de hCG no sangue, durante uma gravidez molar, pode haver aumento do volume dos ovários.

Crescimento uterino – A quantidade de tecido anormal que cresce no útero pode ser considerável, causando um aumento mais rápido do tamanho do útero do que aconteceria numa gravidez normal.

Diagnóstico

Existem algumas formas de um médico diagnosticar o problema, incluindo a realização de uma ecografia pélvica e de um exame ao sangue para dosear os níveis de gonadotrofina coriónica humana (hCG).

Ecografia pélvica – uma ecografia (Ver Imagem de Ultra-som) pode ser capaz de mostrar o crescimento de tecido anormal no útero, o que é uma indicação clara deste tipo de gravidez.

Em alguns casos, uma ecografia pode não ser suficiente, mas é considerada o método complementar de diagnóstico mais confiável para determinar o problema.

Teste ao sangue – Tal como acontece com qualquer gravidez normal, o seu médico irá realizar-lhe um exame ao sangue que provavelmente irá mostrar a presença de hCG (gonadotrofina coriónica humana).

Nesta gravidez, o nível de hCG será invulgarmente alto.

No entanto, existem alguns casos em que o organismo da mulher produzirá um baixo nível de hCG e casos em que a elevação provocada por este tipo de gravidez o levará até valores normais.

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Na maioria dos casos, surgem outros sintomas que conduzem à realização de uma ecografia e a um eventual diagnóstico.

Riscos

Os riscos de uma gravidez molar incluem principalmente a doença trofoblástica gestacional e o coriocarcinoma.

Doença Trofoblástica Gestacional

Se alguma porção do tecido em excesso que caracteriza este tipo de gravidez permanecer no útero depois de um dos tratamentos descritos abaixo, a situação é referida como doença trofoblástica gestacional.

Este tecido continuará a crescer no interior do útero, causando complicações para a mãe.

Coriocarcinoma

Em casos raros de doença trofoblástica gestacional, o crescimento anormal de tecido tornar-se-á cancerígeno, apesar de geralmente ser considerado benigno e não cancerígeno.

Isto exigirá um tratamento direcionado para um câncer de qualquer tipo.

Este risco de malignização deve ser levado muito a sério.

Tratamentos

Os tratamentos mais comuns para este evento incluem o tratamento puramente médico (como a utilização de fármacos), a dilatação e evacuação por sucção, a dilatação e curetagem, ou a realização de uma histerectomia.

Tratamento médico

Uma das abordagens utilizadas para tratar este tipo de gravidez é designada por tratamento médico, na qual são induzidas contrações do útero, através do uso de certos medicamentos.

Neste ponto, o corpo irá livrar-se naturalmente das células anormais excessivas.

Esta é considerada a abordagem mais segura para tratar a ocorrência, pois não é invasiva.

Dilatação e sucção

Neste procedimento, o colo do útero é dilatado e insere-se um pequeno tubo no interior do útero para aspirar o excesso de tecido.

Este procedimento é relativamente simples e inofensivo, embora exista o risco de algum tecido ser deixado para trás, levando ao desenvolvimento potencial de doença trofoblástica gestacional.

Dilatação e curetagem

Semelhante ao tratamento explicado acima, a dilatação e curetagem envolve cortar algum tecido da parede do útero e depois removê-lo.

Geralmente, este procedimento deve ser realizado em conjunto com uma evacuação por sucção.

Histerectomia

Em casos raros, a melhor opção terapêutica para uma mulher que teve uma gravidez molar é remover completamente o seu útero.

Após uma histerectomia é impossível conceber uma criança, mas a realização desta cirurgia também diminui o risco de certos tipos de câncer.

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Desta forma, trata-se de um procedimento invasivo com mais riscos associados.

Por essa razão, deve ser minuciosamente discutido com o médico que está a acompanhá-la.

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Referências

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28. setembro 2017 by Rui

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