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Gravidez Prolongada – Causas e riscos

Gravidez Prolongada…

O bebé atrasa-se. Quando e como provocar o parto?

A medicina ainda não conseguiu explicar todos os mecanismos biológicos que desencadeiam o parto quando uma gravidez chega ao seu fim.

Mas, sabe-se que se trata de um processo em que a coordenação entre o feto e o organismo materno é fundamental.

O sinal que a criança envia à mãe quando vai nascer provoca uma série de actuações de diversos elementos químicos e hormonais libertos por ambos, que dão lugar às contracções.

Quando este mecanismo falha, o parto não se desencadeia embora a mulher tenha excedido todas as contas, o que dá lugar ao que os médicos chamam de gravidez «cronologicamente prolongada».

Não obstante, a causa mais comum de que um parto não se inicie na data prevista costuma ser um simples engano nas contas.

Um pequeno atraso considera-se normal

Uma gestação dura entre 37 e 42 semanas. Por isso, a grávida não deve alarmar-se se ultrapassar em alguns dias a data do parto que o médico lhe indicou, porque é aproximada (considera-se normal que o nascimento se produza até três semanas antes ou depois dessa data).

Ora bem, se a gestação superar as 42 semanas, já se pode falar de uma gravidez prolongada, que exige actuação médica. Alguns ginecologistas não esperam tanto para intervir, pois são de opinião que uma gravidez dura demais quando passa além da semana 41.

Causas

O parto pode atrasar-se por dois motivos: porque a idade gestacional está errada e trata-se de uma gravidez mal datada, ou porque os mecanismos que desencadeiam o parto não se colocaram em marcha quando deviam (as causas desconhecem-se).

Atualmente, os partos que se atrasam por este motivo não superam os 4 por cento.

Riscos

Existe um momento na gravidez na qual um feto maduro (ou chegado ao fim) está melhor fora do que dentro da mãe.

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Esta circunstância dá-se quando o feto tem menos líquido amniótico e a placenta que o alimentou durante nove meses começa a envelhecer e a deteriorar-se, o que lhe provoca problemas de crescimento (pode inclusivamente perder peso).

Além disso o cordão umbilical poderia comprimir-se em redor do seu corpo produzindo-lhe asfixia devido à falta de oxigénio. Estes riscos podem provocar a morte do feto.

Controlos

Quando a gravidez entra na semana 39, os reconhecimentos que se realizam à grávida são mais rigorosos (as consultas deixam de ser quinzenais para serem semanais) e vigia-se mais o bem-estar do feto.

Na semana 40, as visitas realizam-se cada três ou quatro dias, e a partir da semana 41, em cada 48 horas.

Nesses controlos realiza-se uma ecografia para determinar os movimentos fetais, o nível de líquido amniótico e o funcionamento da placenta.

Também se faz uma amnioscopia para comprovar a cor das águas amnióticas (se estão turvas, é sintoma de sofrimento fetal), assim como um registo cardiotocográfico (monitorização fetal) para comprovar os batimentos cardíacos do feto e se a mãe tem ou não contracções.

Quando deve induzir-se o parto

Nenhuma gravidez deve prolongar-se além da semana 42; a partir deste momento inicia-se um período de alto risco para o feto e é preciso retirá-lo imediatamente do ventre da sua mãe.

Também antes dessa data o parto será induzido pelo médico ao menor indício de que existe sofrimento fetal.

Da mesma maneira, o obstetra pode optar por provocar o parto a partir da semana 40 se considerar que o colo do útero está maduro e preparado para a dilatação.

Neste caso é possível combinar o dia do parto com o obstetra, de maneira que se evite à mãe a angústia lógica que origina a demora e a incerteza.

Não obstante, na decisão de quando provocar o parto deve prevalecer sempre o critério do especialista, não o da mãe.

Procedimento

Se o colo do útero não estiver preparado (comprova-se mediante exploração), aplica-se um gel com prostaglandinas para amaciá-lo, na da data programada para o parto.

Se isso não conseguir provocar o parto, administra-se ocitocina (mediante gota a gota) para provocar e acelerar as contracções.

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Nem as prostaglandinas nem a ocitocina são perigosas se se usarem correctamente: a gotas não devem colocar-se enquanto não passarem os efeitos do gel; nem um nem outro devem aplicar-se se existirem contra-indicações (cesariana anterior ou má posição do feto, entre outras); além disso, a mãe e o filho devem ser monitorizados todo o tempo.

Por outro lado, alguns peritos são de opinião de que a epidural deveria usar-se em todos os partos com ocitocina, pois as contracções costumam ser mais intensas, mas nem sempre é assim.

Às vezes um parto provocado acaba em cesariana. Ocorre sempre que a vida do feto esteja em perigo.

Também se passaram seis horas desde que se iniciaram as contracções e o colo do útero não se modificou, ou se uma vez dilatado e depois de 12 horas de parto, o bebé ainda não tiver nascido.

O que pode fazer a grávida para propiciar o parto?

Que o parto se desencadeie não depende da mulher, uma vez que se trata de um processo em que intervêm elementos biológicos, químicos e hormonais.

Sem dúvida, existem médicos que aconselham elementos naturais (embora de eficácia duvidosa, podem ensaiar-se por serem inofensivos). Um deles é andar: ao fazê-lo, a cabeça fetal comprime o colo do útero e a sua estimulação pode provocar contracções.

As relações sexuais durante as últimas semanas da gravidez também poderiam colocar em marcha o parto, graças às prostaglandinas (hormonas) que contém o esperma e as contracções que se produzem no útero durante o orgasmo.

De resto, embora o parto esteja iminente, deve fazer-se uma vida normal (inclusivamente são permitidas pequenas deslocações). É importante estar em contacto com o obstetra e estar presente em todos os controlos.

Porque falham as contas?

Em cerca de 96 por cento dos casos, o atraso do parto deve-se a um erro no cálculo da data do nascimento. Normalmente, o período de gestação contabiliza-se desde o primeiro dia do último período, a partir do qual se contam 40 semanas.

Sem dúvida, este método não é exacto, uma vez que a mulher nem sempre fica grávida aos dez ou onze dias do seu último período (altura do início da ovulação); se o seu ciclo é irregular, a concepção pode produzir-se alguns dias antes ou depois.

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Esta circunstância pode fazer parecer que o parto se está a atrasar, quando o que acontece realmente é que a mulher ficou grávida mais tarde.

A ecografia que se efectua por volta da semana 12 da gestação ajuda a precisar a idade gestacional e a reduzir a margem de erro.

São diferentes as crianças pósmaturas?

Os bebés pósmaturos (mais de 42 semanas de gestação) têm um aspecto diferente dos outros recém-nascidos.

Paradoxalmente, estas crianças não são maiores, mas pelo contrário devem ser mais pequenas devido à insuficiência placentária: ao não receber bastante alimento e energia da placenta, os bebés pósmaturos consomem a sua própria gordura, o que lhes produz uma perda de peso.

Por isso, também a sua pele parece roxa e enrugada e sem a camada caseosa, uma substância produzida pelas glândulas sebáceas do feto que conserva a flexibilidade da pele, protege-o das infecções e facilita o parto.

Mas não deve preocupar-se: uma vez nascido, a sua recuperação é muito rápida e depressa mostrará um aspecto normal.

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01. julho 2010 by admin

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