Gripe - Vacina contra a gripe sazonal - Fotos Antes e Depois
Fotos Antes e Depois

Gripe – Vacina contra a gripe sazonal

Vacina contra a gripe sazonal – Proteja-se!

O início do Outono é a época ideal para se vacinar contra a gripe. Saiba tudo sobre a única arma eficaz contra o microorganismo influenza. Já Hipócrates, no século V antes de Cristo, conhecia a doença que hoje chamamos gripe. O fundador da medicina moderna descreveu todos os seus sintomas e confessou a sua ignorância em relação à origem do mal. No século XIV, os italianos baptizaram a misteriosa doença com o nome de Influenza di Freddo, ou seja, influência do frio. Este nome marca o reconhecimento do carácter sazonal da gripe, que ataca normalmente no fim do Outono e no princípio do Inverno. Foi só no século XX, com a invenção do microscópio electrónico, que se conseguiu identificar o vírus responsável. O microorganismo foi baptizado com o nome da primeira parte da designação atribuído em Itália – influenza.

Consequências nefastas

O vírus da gripe transmite-se por via aérea e resiste 24 horas fora de organismos vivos. Estas duas características facilitam o contágio e tornam-no extremamente rápido. Daí podem resultar epidemias localizadas ou pandemias que afectam os quatro cantos do planeta. Estima-se que em 1917/18, naquela que ficou conhecida como a Gripe Espanhola, morreram entre 20 a 40 milhões de pessoas em todo mundo. Numa das últimas epidemias registadas, a Gripe de Hong Kong vitimou 18 mil pessoas em apenas dois meses.

O vírus da gripe tem um período de incubação de um a quatro dias. Os primeiros sintomas são dores de cabeça e musculares, vermelhidão dos olhos e da face, tosse e febre que atinge os 39/40º C. Nos casos mais graves surgem infecções bacterianas que podem dar origem, por exemplo, a pneumonias. A encefalite aguda e o edema cerebral são outras das consequências nefastas que podem conduzir a problemas graves e levar, até, à morte.

Tratamento e prevenção da gripe
Apesar do conhecimento da gripe ser remoto, a cura parece ainda estar longe de ser encontrada. Actualmente, existem já alguns medicamentos disponíveis no mercado que inibem o desenvolvimento do vírus sem, contudo, o eliminar. O objectivo é ganhar tempo para que o organismo humano produza anticorpos suficientes para reagir. O único processo curativo recomendado é o repouso absoluto. Com a crise ultrapassada, a pessoa ganha uma imunidade natural que pode prolongar-se por algumas décadas. Em termos de prevenção, a vacina contra a gripe, descoberta na década de 70 e ministrada desde então, continua a ser a única arma disponível.

Uma vacina anual
O maior problema colocado pelo vírus da gripe é o seu enorme poder de transformação. Todos os anos é necessário proceder a investigações para saber que estirpes do vírus têm mais probabilidades de aparecer no Inverno seguinte. A partir dos dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde, laboratórios de todo o mundo produzem as vacinas, a partir de vírus atenuados. A imunidade dura cerca de um ano, período após o qual a vacina precisa de ser renovada. O princípio do Outono é a época ideal de vacinação, antecipando o risco de contágio pelo influenza. A eficácia da vacina varia em cada indivíduo, rondando os 60 por cento nos idosos e atingindo os 90 por cento nas crianças.

Vantagens e Desvantagens da vacina contra a gripe
A vacina contra a gripe está indicada para todos as pessoas que desejam passar um Inverno mais descansado. As crianças a partir dos seis meses de idade já podem tomar a vacina, se bem que até aos 35 meses se limitem a tomar metade da dose normal para um adulto. A vacinação é particularmente aconselhada em casos específicos, a começar pelos indivíduos mais idosos, que correm mais riscos de desenvolver gripe com consequências gravosas.

Quem sofre de doenças crónicas dos pulmões, coração, rins ou fígado também deve ser imunizado. Esta regra aplica-se aos diabéticos e a todos os que padecem de doenças que diminuem as capacidades de defesa do organismo. Para além disso, a vacina está ainda indicada para grupos que trabalham em contacto com indivíduos com grandes probabilidades de contrair gripe, tais como os profissionais de saúde. A vacina antigripal tem como única contra-indicação a hipersensibilidade às proteínas do ovo. Como todos os outros medicamentos não é recomendada a grávidas nem a lactentes.

As ofertas do mercado
No mercado português encontram-se à venda vacinas contra a gripe de cinco laboratórios farmacêuticos diferentes. Apesar do produto ser exactamente igual, os preços variam. A vacina tem de ser receitada por um médico e é comparticipada pelo Estado.

Como não faz parte do calendário nacional de vacinação pode ser administrada tanto num centro de saúde como particularmente, por um enfermeiro habilitado. Se optar pela vacinação e começar a espirrar e a tossir neste Inverno, não pense que a vacina falhou. Existem centenas de vírus que provocam sintomas semelhantes aos da gripe, mas que dão origem apenas a constipações. As consequências também são aborrecidas, mas confundir a gravidade desses vírus com o influenza é tomar por elefante uma pequena formiga.

Como se transmite a tuberculose e como apareceram os bacilos resistentes? O Centro Nacional da Gripe (CNG) data de 1950, altura em que se começou a fazer uma vigilância sistemática do influenza em Portugal. Três anos mais tarde o centro passou a colaborar com a Organização Mundial de Saúde, dedicando-se a estudar as estirpes em circulação. A partir de 1990 o CNG aperfeiçoou o sistema de vigilância da gripe, com a criação de um programa de cooperação entre o Centro Nacional da Gripe e a Divisão de Epidemiologia da Direcção-Geral da Saúde. A gripe passou a ser vigiada de uma forma laboratorial e clínica. Desta forma, “médicos-sentinela” da carreira de Clínica Geral, distribuídos por todo o país, participam todas as semanas os casos de gripe diagnosticados. Com esta iniciativa tornou-se possível estimar taxas nacionais de incidência do influenza. Em simultâneo são colhidos e analisados produtos biológicos dos doentes, no sentido de isolar e descobrir quais as estirpes do vírus em circulação. O cruzamento dos dados clínicos e laboratoriais obtidos contribui para melhorar os conhecimentos sobre o vírus da gripe e fazer progredir a eficácia da vacina contra o influenza.

3 perguntas a Marília Pedro, Virologista

Como se caracteriza o vírus da gripe?
O vírus da gripe é um orthomixovírus que se divide em três grandes grupos: Influenza A, Influenza B e Influenza C. Os responsáveis pelas grandes pandemias são os vírus do tipo A. Os B provocam alguns focos epidémicos e os C são menos graves. O vírus da gripe tem uma grande capacidade de mutação, alterando com facilidade o seu património genético. O mais curioso é o facto de parecer seguir uma metodologia, manifestando um certo tipo de “inteligência”, uma vez que uma estirpe responsável por epidemias graves pode desaparecer durante 20 ou 30 anos para reaparecer mais tarde, quando o organismo humano já perdeu todas as defesas.

Até que ponto a vacina contra a gripe é importante?
Uma vez que o vírus da gripe se transmite por via aérea, é muito difícil impedir o contágio. Se existe um indivíduo infectado numa residência, a probabilidade de contagiar todas os outros que vivem com ele é muito grande. Para além disso, muitas pessoas desconhecem o facto de o Influenza atacar também animais como a foca, a gaivota, o porco, o cavalo, o pato ou a galinha. Esses animais podem funcionar como reservatórios, nos quais o vírus se transforma antes de atacar os humanos. A vacina continua a ser o único método de prevenção contra a gripe.

Que grau de eficácia assegura a vacina contra a gripe?
Ronda os 70%, sendo necessário a vacinação anual. Todos os anos a Organização Mundial de Saúde e organismos como o Committe for Proprietary Medicinal Products estudam as estirpes A e B que têm mais probabilidades de surgir em cada ano. A partir daí, os laboratórios produzem as vacinas. Quando surgem outras estirpes que a vacina não contempla, esta falha redondamente. Por outro lado, a imunidade garantida pela vacina desaparece gradualmente ao longo de um ano, o que torna necessário nova vacinação. Existem equipas de investigação que trabalham no sentido de encontrar uma vacina da gripe mais eficaz e duradoura num futuro próximo.

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