Hábitos de vida saudáveis também deviam ser vendidos - Fotos Antes e Depois
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Hábitos de vida saudáveis também deviam ser vendidos

O endocrinologista Luís Gardete Correia considera que a diabetes só pode ser travada se se apostar em estratégias de publicidade que promovam hábitos de vida saudáveis. O presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal fala do trabalho da sua equipa, que visa proporcionar qualidade de vida ao diabético e formar profissionais de saúde nesta área.

Luís Gardete Correia preside a mais antiga associação protectora de diabéticos do mundo, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal.

No coração da cidade de Lisboa, perto da Avenida da Liberdade e do Largo do Rato, três edifícios albergam a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) que em 1926 era chamada de Associação Protectora dos Diabéticos Pobres.assDiabPrimeira associação de doentes diabéticos do mundo. Foi fundada em Portugal, mais precisamente em Lisboa, no dia 13 de Maio de 1926, por Ernesto Roma. A funcionar desde 1926, a APDP sobrevive graças ao mecenato, às cotas dos associados e aos cursos de formação que organiza.
O orçamento tenta-se também equilibrar através de iniciativas de rastreio como a que está, neste momento, a decorrer no Oeste do País. “Temos uma equipa a fazer um rastreio da retinopatia diabética. Os doentes com problemas vêm para consulta aqui na APDP”, explica o responsável, o endocrinologista Luís Gardete Correia.
O médico revela que ali chegam os casos mais graves da diabetes. “A associação é uma instituição especializada. As pessoas que vêm aqui têm problemas graves”.
Entre os vários serviços disponíveis na APDP, o especialista refere os “serviços de Podologia, pouco comum em Portugal, Cardiologia, Urologia e Psicologia, onde se dá apoio ao doente e aos familiares”.
As instalações da APDP contam ainda com dois blocos operatórios “onde fazemos cirurgias toda a semana”, conta o médico. O objectivo da associação é possibilitar ao diabético, num mesmo espaço, tudo o que ele necessita e proporcionar-lhe qualidade de vida.
Passar mensagens mais agressivas As campanhas de sensibilização e o Plano de Combate à Obesidade, doença que tem a diabetes como consequência, têm contribuído para aumentar o conhecimento da população portuguesa face a esta patologia, mas é preciso mais empenho e formas mais agressivas de passar a mensagem. O nosso entrevistado defende então que “hoje facilmente se encontra publicidade de qualquer produto, ora hábitos de vida saudáveis também deviam ser ‘vendidos’”. Luís Gardete Correia relembra que “a diabetes é a primeira causa de cegueira e de amputações. Cerca de 30 por cento das pessoas em diálise são diabéticas. Devia haver programas de informação bem realizados”.

Formar para melhor viver

A formação do diabético é um elemento fundamental no controlo da doença e na qualidade de vida do paciente. No entanto, o Governo não contabiliza as horas de trabalho que um enfermeiro disponibiliza para ensinar o doente a administrar a insulina. É com este exemplo que o responsável pela APDP responde à nossa questão sobre o apoio financeiro do Governo.
O médico acrescenta ainda que o apoio do Governo é estabelecido à semelhança de outras instituições, através da comparticipação de consultas. Luís Gardete Correia retoma a importância da formação para a qualidade de vida do diabético e da família, explicando que “se a pessoa dominar bem a gestão da sua doença consegue estar integrada na sua família e no seu emprego”. A transmissão de conhecimento faz-se também para profissionais. No centro de formação do Largo do Rato, em Lisboa, a APDP promove cursos para enfermeiros, dietistas, assistentes nos lares e todos os profissionais de saúde interessados. No site da APDP, em www.apdp.pt estão disponíveis informações sobre estas formações, bem como a ficha de inscrição.controlar diabetesEstatísticas recentes indicam que, sem medidas de controlo adequadas, em 20 anos Portugal contará com mais de um milhão de diabéticos.

Enfermeiro é aliado fundamental

O endocrinologista considera que o enfermeiro pode ser um aliado fundamental dentro dos Centros de Saúde se tiver uma especialização em diabetologia. “Se houver uma melhor gestão da diabetes dentro dos centros de saúde, melhor se faz um controlo da patologia. O enfermeiro é um elemento fundamental.
Com a criação da pós-graduação para estes profissionais, queremos que se tornem uma referência lá dentro”, remata o médico.

GRUPOS DE RISCO

Familiares de diabéticos

Obesos

Mães de recém-nascidos com mais de quatro quilos

NÚMEROS

12 mil
associados na APDP

900 mil
diabéticos entre diagnosticados e não diagnosticados

400 mil
pessoas tem diabetes e não sabem em 20 anos, Portugal poderá ter um milhão e duzentos mil diabéticos

HISTÓRIA DA APDP

A APDP foi criada pelo médico português Ernesto Roma, em 1926. O especialista assistiu nos Estados Unidos da América, onde realizava um estágio de especialização, às primeiras injecções de insulina. Ficou de tal forma impressionado que, ao regressar a Lisboa, criou a associação com o objectivo primeiro de fornecer insulina gratuita às pessoas indigentes com diabetes. Ernesto Roma deparou-se com dificuldades, uma delas o desconhecimento face à doença. Começou então a dar palestras na sala de espera da associação. Transmitia ensinamentos sobre a dieta, cuidados podológicos, auto-controlo, entre outros. Estes princípios de apoio e educação do diabético mantêm-se até aos dias de hoje.

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