HCV – PCR e Genotipagem

A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), primariamente descrita como uma forma de transmissão parenteral da hepatite não-A não-B, representa de 80 a 90% das hepatites pós-transfusionais. Com período de incubação médio de 6 a 8 semanas, a hepatite C aguda é geralmente um evento benigno, com 70 a 80% dos casos evoluindo de forma assintomática e anictérica. Mas, diferente da infecção pelo vírus da hepatite B, a cronicidade parece ser regra e não exceção.

A clonagem do genoma completo do vírus da hepatite C permitiu o desenvolvimento da primeira geração de ensaios imunoenzimáticos (EIA) para detecção dos anticorpos contra o antígeno do HCV (anti-HCV), assim como contribuiu para o conhecimento de sua grande heterogenicidade. Com o objetivo de estreitar o período da “janela imunológica”, foram desenvolvidos os EIAs de segunda e terceira geração, que promoveram um pequeno aumento de sensibilidade, mas não na especificidade do método. Os anti-HCV não são neutralizantes e não conferem imunidade. Utilizados como teste de screening para detectar infecção pregressa ou atual, não são capazes de diferenciar a hepatite aguda da hepatite crônica, assim como não estão indicados na identificação precoce da hepatite C. Resultados negativos devem sempre ser avaliados com cautela e correlacionados à história clínica, podendo ser observado o desaparecimento de anticorpos vários anos após a resolução da infecção. Resultados EIA-positivos exigem testes confirmatórios através da metodologia Immunoblot recombinante (RIBA). O Immunoblot também não é útil na detecção precoce da hepatite C e nem possui valor preditivo na evolução para a cronicidade.

A detecção do RNA viral é o único marcador direto da infecção pelo HCV. Através da técnica de reação em cadeia de polimerase-transcriptase reversa (RT-PCR), o RNA-HCV pode ser detectado poucos dias após a exposição ao vírus, com suas concentrações mais elevadas precedendo ou coincidindo com o primeiro aumento significativo da aspartase aminotransferase (ALT). O uso de testes de quantificação do RCV NA-HCV deve ser restrito a pacientes com avaliações sorológicas inconclusivas, como um critério a mais na formação de uma conclusão clínica. Resultados negativos não indicam necessariamente a ausência de HCV, mas apenas que a amostra analisada não contém RNA-HCV ou os níveis de RNA são menores que o limite de detecção do ensaio.

A importância clínica da genotipagem do HCV reside não só em estudos retrospectivos que demostram a evolução para cronicidade com maior frequência em pacientes infectados com o genótipo 1b do que em pacientes com os genótipos 1a, 2a e 2b. O genótipo do vírus da hepatite C e suas concentrações pré-tratamento também são importantes em predizer os resultados da terapia com interferon, quando níveis elevados do vírus se relacionam a ausência de resposta terapêutica.

OUTROS TESTES DISPONÍVEIS

1. Anti-HCV – Ensaio imunoenzimático. 2. Immmunoblot – RIBA 2 (teste suplementar).

PCR

PCR QUANTITATIVO – CARGA VIRAL

Limite mínimo detecção : 500 cópias/ml

APLICAÇÃO CLÍNICA
Marcador prognóstico de cronicidade e da resposta terapêutica. Monitorização da resposta ao interferon e outras drogas antivirais.

AUMENTO:
Infecção ativa ou rsposa terapêutia inadequada.

DIMINUIÇÃO:
Resposta terapêutica satisfatória.

MATERIAL:
3 mL desoro. . Estável por 3 meses congelado. Jejum não obrigatório.

PCR QUALITATIVO

Limite mínimo detecção : 2000 cópias/ml.

APLICAÇÃO CLÍNICA
Diagnóstico precoce da hepatite C em infantes e adultos.
Teste confirmatório dos pacientes anti-HCV (EIA ou RIBA) positivo ou indeterminado.
Diferenciação entre infecção atual e pregressa.

DETECTÁVEL:
Infecção ativa.

NÃO DETECTÁVEL:
Ausência de infecção ou número de cópias inferior ao limite de detecção.

MATERIAL:
3 mL de soro. Estável por 3 meses congelado. Jejum não obrigatório.

GENOTIPAGEM

APLICAÇÃO CLÍNICA
Marcador prognóstico de cronicidade e da resposta terapêutica. Individualização terapêutica.

MATERIAL:
3 mL soro. Estável por 3 meses congelado. Jejum não obrigatório

Informações que lhe podem ser Úteis:

Última atualização da página em 13/01/18 por:

Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)

Licenciada em Medicina Geral e uma apaixonada por Medicina Alternativa, Aromaterapia e Fitoterapia.

Faça um Comentário
Esta matéria tem 2 Comentários
  1. EDNA FABIANE PALHANO Reply

    Já fiz 5 exames de genotipagem para hepatite c e todos deram não detectável e até agora não pude começar o tratamento.
    O que quer dizer isso?

  2. IVANES DUTRA DE LIMA Reply

    Sou Portador do virus da hepatite C GENOTIPO l , ja fiz o tratamento 48 aplivaçoes de interferon + ribavirina, fiz os exames noo final do tartamento e apos 6 meses tudo negativo , agora passando 1 ano do tratamento fiz exames novamente para acompanhamento e o PCR HCV DEU NEGATIVO E O RNA HCV DEU DETECTADO, isto quer dizer que o virus esta novamente ativo EM MEU ORGANISMO OU É NORMAL DAR DETECTADO SEMPRE QUE A PESSOA FOI UMA VEZ INFECTADO, MESMO NÃO ESTANDO ATIVO???
    AGRADEÇO SE ATENDIDO POIS ESTOU APREENÇIVO…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Última atualização da página: 13/01/2018 às 3:10 horas por: Dra. Alice Wegmann (Clínica Geral)