Herpes simples - Tratamento, Diagnóstico e Sintomatologia
Fotos Antes e Depois

Herpes Simples

Atualizado em 13 Janeiro, 2018

O Herpes simples é uma infecção cutâneo mucosa provocada pelo vírus com o mesmo nome – vírus do herpes simples (HSV).

O HSV pertence à família dos vírus herpes humanos (HHV), de que fazem parte também os vírus varicela-zoster, responsável pela varicela e herpes-zoster, o vírus Epstein-Barr, responsável pela mononucleose infecciosa, o citomegalovirus, o HHV-6, que causa o exantema súbito, o HHV-7 e o HHV-8, implicado na etiologia do sarcoma de Kaposi.

O vírus do herpes simples é ubiquitário, com uma distribuição mundial, e o Homem é o seu hospedeiro e reservatório natural. Existem dois tipos de vírus herpes simples: HSV tipo1 e HSV tipo 2.

O primeiro é essencialmente responsável por infecções orolabiais (o chamado herpes labial) e o segundo pelo herpes genital.

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No entanto, nos últimos anos tem surgido um número crescente de casos de herpes genital associado ao vírus herpes tipo-1 devido à mudança de hábitos sexuais e à maior frequência de relações orogenitais.

É característica da infecção pelo vírus herpes simples a sequência de três fases clínicas distintas: o vírus é neurotrópico e, após a infecção primária, replica-se e migra de forma retrógrada, através dos axónios sensitivos, para os gânglios neurais, onde entra em fase de latência, mantendose num estado pouco infeccioso durante períodos de tempo variáveis; daqui, por estímulos variados, pode migrar de novo através dos axónios para a superfície cutâneomucosa, dando origem à recorrência.

Após esta infecção primária, o vírus entra em fase de latência e por estímulos vários, como o stress, febre, exposição a radiação ultravioleta, menstruação, traumatismo local ou imunossupressão, é reactivado dando origem às recorrências.

A infecção com o vírus herpes é para toda a vida.

Uma vez contaminado, o indivíduo pode eliminar partículas virais mesmo na ausência de lesões clinicamente evidentes.

A infecção com o HSV-1 dá-se na maior parte dos casos na infância e adolescência e, ao contrário do que se poderia pensar, a maioria das primoinfecções com este vírus são assintomáticas.

A transmissão é feita através da saliva ou por contacto com outras secreções contaminadas.

Estima-se que cerca de 90 por cento dos adultos tenha tido contacto com o vírus e que cerca de um terço tenha tido um episódio de herpes simples.

O contágio com o HSV-2 está relacionado com a actividade sexual e dá-se geralmente a partir da puberdade.

Anticorpos para o HSV-2 são raros antes da adolescência e sobem marcadamente a partir daqui, sendo o herpes genital uma das doenças sexualmente transmitidas mais frequentes em todo o Mundo.

Figura 1

Figura 1

Sintomatologia

Então, e como se manifestam estas infecções? Como foi dito, o HSV-1 é responsável na maioria dos casos pelo herpes labial.

É frequente, nos casos de infecção inicial, a existência de sintomas precedendo o eclodir das lesões cutâneas, os chamados pródromos que variam com a gravidade do quadro e vão desde febre, mal-estar, anorexia, a dor e sensação de picada local; é igualmente comum a ocorrência de adenopatia regional dolorosa.

Três a sete dias após o contágio surgem, na maioria das vezes nos lábios, vesículas transparentes agrupadas numa base de eritema, seguidas de crostas e por vezes ulcerações e que evoluem para a cura em duas a três semanas, não deixando cicatriz (figura 1).

Para além dos lábios podem também ocorrer lesões no nariz, região geniana e pavilhões auriculares.

Nas crianças, a manifestação inicial de infecção herpética é muitas vezes um quadro de gengivo-estomatite ou faringite.

Após esta infecção primária, o vírus entra em fase de latência e por estímulos vários, como o stress, febre, exposição a radiação ultravioleta, menstruação, traumatismo local ou imunossupressão, é reactivado dando origem às recorrências.

Todas as pessoas que sofrem desta patologia têm a experiência que o herpes surge quando menos convém…

As lesões de herpes recorrente são semelhantes às da infecção primária, mas menos exuberantes e de duração inferior (figura 2). Frequentemente, afectam a zona de transição cutâneo-mucosa dos lábios, o chamado vermilhion.

De um modo geral a gravidade dos episódios de herpes simples provocados pelo HSV -1 vai enfraquecendo com a idade .

Estas infecções pelo vírus HSV-1 são muito frequentes e podem afectar doentes em todos os países e de todas as idades.

Na maioria dos casos têm curso benigno, sendo importante desdramatizar, principalmente junto dos jovens, que se podem sentir afectados psicologicamente com a situação.

As lesões de herpes genital são semelhantes às do herpes labial, mas mais floridas, manifestandose no homem como um quadro de balanite erosiva dolorosa e na mulher como vulvites ou vaginites, igualmente dolorosas.

São frequentes as lesões no períneo, região peri-anal e nádegas.

As complicações e ocorrência de queixas sistémicas são mais frequentes no sexo feminino.

Figura 2 Figura 2

Diagnóstico

O diagnóstico de herpes simples é, na maioria dos casos, clínico.

Por vezes, no entanto, quando a apresentação é atípica – o que é frequente em doentes imunodeprimidos –, é necessário recorrer a exames citológicos ou histopatológicos, e mesmo à identificação de material genético através de PCR.

A pesquisa de anticorpos circulantes anti-HSV-1 e anti-HSV-2 tem pouco interesse, dada a grande prevalência deste vírus, sendo os resultados difíceis de interpretar.

Para além destes quadros de infecção herpética existem outros mais raros, destacando-se o chamado eczema herpético, que consiste num quadro de herpes disseminado em doentes com eczema atópico ou outras dermatoses extensas; o panarício herpético, lesão localizada nos dedos, frequente em dentistas antes de uso de luvas na prática clínica diária; o herpes gladiatorum, que ocorre em praticantes de desportos de contacto, nomeadamente em praticantes de wrestling, nos quais podem surgir lesões extensas em áreas do tronco e ombros, por contacto directo com adversários infectados; e o herpes neonatal, dentre outros.

Este último surge em recém-nascidos contagiados pela mãe, na maioria das vezes na altura do parto. As crianças podem ter doença localizada ou disseminada e envolvimento ocular e do sistema nervoso central e de vários órgãos.

O risco de transmissão materno-fetal é maior quando a mãe tem uma primo-infecção na altura do parto e mínimo nos episódios de herpes recorrente.

A existência duma primo-infecção por herpes genital numa grávida na altura do parto poderá ser indicação de cesariana, devendo cada caso ser avaliado por equipa multidisciplinar.

A infecção com o HSV-1 dá-se na maior parte dos casos na infância e adolescência e, ao contrário do que se poderia pensar, a maioria das primoinfecções com este vírus são assintomáticas .

Terapêutica de Tratamento

Os tratamentos actualmente disponíveis para o herpes simples têm vindo a melhorar o curso dos surtos, no entanto, uma profilaxia eficaz da infecção, como a introdução duma vacina, ainda não existe.

Os episódios de primo-infecção de herpes labial e herpes genital poderão ter indicação para terapêutica sistémica com antivirais – principalmente com aciclovir ou valaciclovir – dependendo da gravidade do quadro.

Os episódios de herpes recorrente são tratados na maioria dos casos com aplicação tópica de antivirais com eficácia variável e medidas de desinfecção local, para impedir a infecção secundária.

Casos de recidivas superiores a seis episódios por ano, casos em que o herpes possa ser factor desencadeante de outras dermatoses mais graves, como por exemplo eritema multiforme, ou ainda em situações que possam afectar psicologicamente o indivíduo e impedi-lo de ter uma postura normal em sociedade, poderão ser indicação para terapêutica sistémica profiláctica com antivirais. Esta inibe a ocorrência de novos episódios, mas uma vez suspensa não impede as recorrências.

O herpes simples é, pois, uma dermatose extremamente frequente que atinge todos os grupos etários e que, embora possa causar incómodo, é na maioria das vezes autolimitada.

Atualizado em 13 Janeiro 2018

One Comment

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  1. oi, meu namorado está com alguns carocinhos perto da costela
    entre as costas e as costelas.
    esses corocinhos quando coçam criam casquinhas em-cima.
    o medico disse que é alergia mais eu não acreditei muito nesse médico, com
    um esame de sangue é possivel diaguinosticar a herpes?
    a sim e fica vermelho coça e arde bastante.
    por favor responda meu e-mail.
    obrigado!

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